Copa do Mundo de Futebol

Rússia, 2018

O mundo parou para ver a Copa da Rússia. Nossos autores não perderam um lance e registraram tudo em centenas de crônicas esportivas originais.

A França dominou a competição, a Bélgica encantou, a Croácia surpreendeu, o Brasil decepcionou. Agora confira o que só o olhar dos cronistas conseguiu captar. 

Ressaca

Olha o rato! Nenhum francês, em qualquer parte do planeta, já estaria recuperado da ressaca de champagne pela conquista do bi-campeonato mundial quando o futebol brasileiro reabriu seus trabalhos. Os farelos das baguetes ainda estavam no chão e o odor de brie, roquefort e camembert continuava forte, misturado ao aroma do vinho nas taças não lavadas do domingo anterior. Antes

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Complexo de poodle

Em 1958, pouco antes da seleção brasileira conquistar sua primeira Copa do Mundo na Suécia, Nelson Rodrigues escreveu uma de suas crônicas esportivas mais emblemáticas, “Complexo de vira-latas”. No texto, o brilhante jornalista, escritor e dramaturgo, observou o comportamento dos nossos jogadores nas competições anteriores e cravou o motivo de nossas sucessivas derrotas, a despeito do talento e superioridade técnica

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A Terra é Azul

“A Terra é azul. Como é maravilhosa. Ela é incrível!” – Yuri Gagarin   Foram 31 dias, 32 seleções, 64 jogos, 169 gols e apenas uma campeã. A Copa do Mundo da Rússia 2018 terminou e pode ser resumida por esta frase proferida há mais de 56 anos. O cosmonauta russo ainda orbita nas mentes de todos aqueles que almejam

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O homem diante do gol

O homem diante do gol é sempre fraco. Ânsia e expectativa. Frustação e medo. Covardia e vontade. O estômago que revira, a mão que sua, o pelo que arrepia. O homem diante do gol é mentira. É mídia. É vergonha. O homem diante do gol é todo dia. A última chance do segundo. A corrida contra o tempo. O carrinho,

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O DIA EM QUE A BOLA PERDEU A COPA DO MUNDO.

Ela estava rolando freneticamente no gramado? Nem vi. Estava fixado naquela figura loura de camiseta xadrez vermelha e branca, ao lado de um homem sisudo e ar de poucos amigos. Estava embasbacado com aquele sorriso, com aquela placitude. A bola bem que se esforçou, traçando exatas rotas aos pés de um gigante Modrić, serpenteando arisca aos pés do jovem Mbappé.

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Sozinha

Aquela bandeira não vai sair da sacada do vizinho? – Sozinha, não. – Como assim? – Kkkk. Deixa disso. Até que fica bonito. Parece filme americano. Te incomoda? – Um pouco. – Por quê? – É meio clichê, sabe? Copa, verde e amarelo, futebol… – Você tá ficando velho. O que é que tem demais? Na Copa, as pessoas se

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Conversa de bar*

Maicon Pogba se emociona ao ver o “primo” Paul Pogba voar pelo campo do estádio Lujniki de Moscou – a bandeira francesa tremula atada às duas mãos dele, braços atrás das costas quase chegando à cabeça. – Terminou essa mixuruca de Copa, Maicon? Então traga mais uma cerveja. Foi o Alê, químico crescido vizinho de Maicon na Vila Industrial,o mais

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Era só começo o nosso fim

Pego emprestado de uma linda canção do mineiro Yuri Popoff o título desta crônica para lembrar que nada terminou hoje com o bicampeonato da França. Ao contrário, começa agora a contagem regressiva para Catar 2022, um desafio que já faz arrepiar a espinha de quem ama essa deliciosa arte chamada futebol. Vitória merecida de uma França multirracial e multiétnica, de

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A grande final

Agora não existe reta final, é somente final. São somente 90 minutos, ou um pouco mais, que vão definir um bicampeonato ou um inédito campeão mundial. Já foram 63 jogos, falta 1. Nesta copa já saíram aproximadamente 163 gols, gols de cabeça, pênalti, cobrança de falta, voleios, gols nos acréscimos, só não teve gol de bicicleta, nem de mão Maradona.

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Nunca foram só palavras

A copa do mundo de 2018 chega ao fim com um surpreendente embate entre França e Croácia. Muitas análises e interpretações sobre o fato são expostas na mídia. Desde teorias sobre a evolução/involução do futebol até as que enveredam pela simbologia política, cultural, ideológica que o esporte pode apresentar. Muita bobagem e muita coisa interessante também. A leitura de toda

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Registre-se: a Bélgica na Copa 2018

A crônica de hoje é rápida e desimportante como uma partida de terceiro lugar. Não vale nada, apenas serve como registro em um livro no fundo da estante mais profunda, mas lá está. E há de se registrar, nessa Copa da Rússia, a passagem da Bélgica, que merecia um palco mais nobre para despedir-se da competição. Que time, que futebol!

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Bola pra frente

Não rolou. Não foi dessa vez. Eu queria, você também, era plural. Mas não deu certo, de uma vez só, no singular. A vida e assim, afinal. Tem sempre um elemento surpresa (ou nem tanto) por aí, contrariando nossas vontades, embarreirando nossos desejos tão plurais. A gente cai – e muito – pelas tabelas, erra passe, se atrapalha diante do

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A ÚLTIMA CRÔNICA.

Posso ser exagerado e passional, porém sincero: a maior crônica de todos os tempos, acho eu, chama-se “A última crônica” de Fernando Sabino. Recomendo que a procurem no Google e deleitem-se com a beleza e a sensibilidade do autor em enxergar um imenso tudo num muito pouco, ou no detalhe quase imperceptível. Certo de não chegar nem às travas das

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Crítica à sociedade

Demoro um pouco para escrever essa crônica para me acalmar, pois caso isso não ocorresse ela sairia cheia de palavras “radicais”  e impróprias para um texto. Desde o começo da Copa do mundo, as redes sociais brasileiras só falavam um género de coisas: teorias de conspiração e mensagens falando que essa era a “copa do hexa”. Ainda não recuperado dos

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O fim da Copa e do colo

Por dezesseis anos ele cedeu-lhe quase sempre o colo, recusou-o algumas vezes, e agora não mais, agora o colo está vazio. E assim ficará porque ela, como a Copa, chegou ao fim. Pode-se dizer que não morreu, que apenas parou de viver. Vini era o nome dela, uma gata amarela, teimosa e sábia. Adorava Copas do Mundo. É quando ele

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A sorte está lançada

Não há favorito na final de domingo. Nenhum dos dois times é badalado a esse ponto. Seus craques não são pernósticos, individualistas e populares entre os adolescentes, como Neymar. Modric ou Mbappé devem ganhar o prêmio de melhor jogador. Gosto da objetividade francesa. Contra a Bélgica, mesmo com menos posse de bola, chutou mais vezes no gol. Varane é seguro.

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MICK JAGGER E TIO ZEQUINHA.

Mick Jagger é um dos maiores nomes do rock de todos os tempos. Amo. Um ícone da música. Um arrebatador de multidões. Mas o folclore maledicente do futebol não perdoa. É impiedoso e injusto. Assim que o vi comemorando o gol da Inglaterra contra a Croácia no estádio, me lembrei do meu tio bisavô Zequinha. Tanto que reproduzo aqui uma

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Redondamente enganada

Meu leitorado sabe que pelo menos coerente eu sou. Ontem a maioria dos comentários à minha crônica discordava do meu ponto de vista, pois, ao contrário de mim, as pessoas haviam gostado do jogo entre França e Bélgica. Hoje, para meu gosto, assisti a uma partidaça entre Inglaterra e Croácia, o oposto de tudo que havia acontecido na primeira semifinal.

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Felicidade para quem fica

Difícil esquecer que sou publicitária na hora dos jogos da Copa. A primeira coisa que vejo na tevê são as mensagens que circundam o campo, algumas em palavras que desconheço e adoraria desvendar. Um design sinuoso dá leveza às letras asiáticas. Serão vogais ou consoantes? Termos compostos, adjetivos, substantivos? Mas logo aparecem as letras russas trazendo a lembrança dos cartazes

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No intervalo de uma Copa

Cabe empate, despedida, gol contra. Gente que fez a gente passar vergonha, texto mal compreendido, falta perdida, racismo, resgate na Tailândia. Cabe gol da Bélgica, feiticeiro da copa, canarinho pistola, bloqueio no facebook. Cabe esquenta com os amigos, festa junina, acréscimos na balança. Cabe Lula solto e Lula preso, Maradona muito louco, pernas do Cristiano Ronaldo, gritar até ficar rouco.

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Bye bye, Brasil! Glória da Bélgica? Não, da França.

Juro que fiquei relutante em escrever sobre o jogo Brasil e Bélgica. Não sei, mas talvez o medo de que o gosto amargo da derrota impusesse ao texto um tom que não fizesse parte das minhas intenções. Esperei alguns dias e eis que vejo o nosso algoz chorar em campo como choramos na última sexta. É o esporte. É a

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Escapamos!

Assisti ao documentário “Biografia de Pelé”, feito pelos ingleses da BBC. Há depoimentos de ex-companheiros de time, como Tostão, Rivellino, Carlos Alberto, Pepe, Lima; de ex-craques ingleses, entre eles, Bobby Charlton e Bobby Moore; e, ainda, de jornalistas daqui e de lá. A certa altura, um jornalista inglês defendeu que o regime militar, do governo Médici, pressionou Pelé para jogar

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Parecia o Corinthians

Um amigo meu viu de dentro do campo e ficou emocionado, achando França x Bélgica um jogaço. Eu, daqui da geral, senti foi tédio. Me vi diante de uma daquelas partidas do Corinthians em 2017, quando o time de Carille ficava quietinho, dando a posse de bola pro adversário, fazia 1 x 0 num escanteio, voltava lá pra trás, e

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A COPA DO MUNDO DA TAILÂNDIA.

Hoje tem Bélgica e França. O Brasil ficou de fora. Amanhã tem Croácia e Inglaterra. Os donos da casa ficaram de fora. A Copa da Rússia apresenta a originalidade como sua principal atração. Surgiram novos talentos. Os velhos ficaram de fora. Alguns caíram em desgraça. A Rússia se mostrou um país bonito. Surpreendentemente – ou circunstancialmente – alegre, festivo, de

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Le futebol parle francês

Hoje, se quer um idioma que personifique o bom foot, eis que lhe há o francês. De la France ou de la Belgique. Equipes que se enfrentarão com afã, ali, num Maracanã qualquer, só o filet desse esporte. O escrete francês é como um buffet de craques: Griezmann, Pogba, Matuidi e, alô!, Kilian Mbappé, o grande frisson dessa competição. No

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Sou brasileiro na Copa

Dia seguinte ao acidente brasileiro na Copa diante dos diabos vermelhos, me pego quebrando a promessa de véspera. Estou, de novo, em frente à TV para ver jogo de futebol de Copa. O cadáver nem esfriou… É futebol. Tem brasileiro em campo. Vamos lá! Vermelhos em campo! Outros? Campeões do mundo? Nada! Mas a moda agora é saber sofrer e

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Essa gente de colete que não gosta de futebol

Todo jogo de Copa do Mundo é assim: tem o campo com sua grama verdinha-nem-sempre e tem aquelas faixas brancas que demarcam o gramado. As mais importantes são as linhas de fundo e as linhas laterais que, olhem só, vejam vocês, elas impõem limites. Depois desse perímetro, a cinco metros do campo, tem os painéis dos patrocinadores, em LED, uma

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A gente acha o que eles querem que a gente ache

A gente não acha exatamente o que decidiu achar. É comum acharmos aquilo que uma equipe, uma quadrilha, um grupo, um governo, uma facção, uma corporação, querem que achemos. No futebol tem sido assim. Não basta ser craque de bola para ser o melhor do time, o melhor do país, o melhor do mundo. Entram muitos outros fatores, um verdadeiro

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Depois de Brasil e Bélgica

Foram tantos os dias de agitação, que o silêncio na caverna parecia bem maior que o habitual. Era noite ainda, mas saí para respirar. Pela primeira vez o ar frio lá fora era menos silencioso que o ar de minha caverna. Os morcegos que a compartilham comigo, tão agitados durante os jogos do Brasil, estavam imóveis, pendurados de cabeça para

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O dia seguinte

Ajudo minha mãe de 95 abençoados anos a se sentar no sofá para ver o jogo. Dou-lhe almofada, manta e um pratinho de doce de coco caseiro com ameixa. “A Bélgica joga bem?”, me pergunta. Os “belgicanos”, como dizia um sujeito da minha cidade, não querem mais ser coadjuvantes, eu respondo. “Trata-se da melhor geração da história belga; não perde

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O Doutor e o Galinho

Quando Sócrates chegou ao Flamengo, Zico ainda jogava. Na reestreia de Zico e, salvo engano, estreia de Sócrates, o Flamengo venceu o Fluminense por 4×1. Eu estava na arquibancada. No pré jogo, Zico havia sido amplamente provocado. Dizia-se que ele não se recuperaria jamais de uma grave lesão sofrida contra o Bangu. Zico respondeu aos críticos como um craque faria:

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TRISTEZA DO CÃO.

Cachorros são bichos sensitivos. Absorvem os sentimentos das pessoas que os amam. Passei um fim de semana jururu, quieto no meu cantinho. Achei que a tristeza da eliminação do Brasil na sexta feira fosse passageira. Afinal, sou um sujeito – assim suponho – maduro, equilibrado, com uma certa experiência para entender que a vida é feita de frustrações e realizações,

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Explorar caverna

Li que quatro dos 12 meninos saíram da caverna tailandesa. A escuridão não os deteve. Poderão voltar a jogar futebol. A vida venceu a morte mais uma vez. Explorar caverna. Coisa de menino. Os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, ficaram 15 dias expostos à incerteza do dia seguinte. Seus amigos e treinador, um jovem de 25 anos,

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Salada russa ou sopa de letrinhas para abrir o apetite?

Que me perdoem os que simpatizam com o país anfitrião ou com o time mais fraco, mas fiquei muito feliz com derrota da Rússia hoje. E que me perdoem também aqueles que não simpatizam com trocadilhos, pois vou agora abusar deles. A coisa já tinha ficado russa pro nosso lado ontem e, caso os donos da casa se classificassem, também

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Futebol derrota pé frio

Ávida de ideias, a cronista respira aliviada quando Vida marca e parece encaminhar a classificação da Croácia. Mas não há trocadilho que segure a garra e a energia dos donos da casa antes do apito final, e o fato de ser Mário – que Mário? o brasileiro! – a converter o tento salvador facilita ainda mais a vida da cronista

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Perdebilidade

Eu conheço alguns Tite. Podem não ser “o” Tite, mas operam exatamente como ele. Explico melhor a você, desencantado torcedor brasileiro. No mundo empresarial onde transito há décadas pululam dezenas de Tite. São indivíduos que expressam-se muitíssimo bem, são donos de um imenso carisma e uma gigantesca capacidade de envolver audiências. No entretanto, na hora de passar o traço na

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O Sul é meu Norte

Das tristezas que eu trago da vida, uma foi a derrota da Colômbia, que perdeu para o time inglês e o juiz americano. Sofrendo eu mentalizava a fala do artista uruguaio Torres Garcia “o Sul é meu Norte!” e tentava inutilmente inverter o mapa e o relógio, pra que quem sabe o juiz revisse a jogada. Mas não tinha jeito,

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Puf!

No filme “Não por acaso”, estrelado por Rodrigo Santoro, uma das personagens, no caso, sua mulher, morre atropelada. Ele pediu para que ela ficasse mais dois segundinhos naquela manhã. Um instante. É surreal pensar nos efeitos, na nossa existência, do que não fizemos ou fizemos. Há decisões que tomamos que têm um impacto profundo, perene. Só sabemos disso depois. Demoraria

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Torcidas brasileiras

Há os que torcem contorcendo-se. A ponto de, no pós-jogo, ficarem com torcicolo. Esses são do grupo dos apoiadores silenciosos. Uma categoria semitímida, mezzo pessimista, mezzo arredia – mas que nunca deixa de dar a maior força à sua equipe. Já cheguei a ver uma moça, do tipo calada, que, nos lances mais decisivos, vibrava. Quero dizer, ela tremia-se inteira,

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Desliguem as máquinas, por favor

A imagem é forte, triste, desoladora. Um ente querido, aquele mais alegre, mais cheio de vida, sofrera um terrível acidente, um cruel golpe para a família, amigos, colegas e admiradores. Nos corredores do hospital, o clima era de perplexidade, assombro misturado com tristeza mórbida. Por que estava naquele local, naquele instante? Por que desviou o caminho justamente naquele dia? Havia

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Pra não dizer que não culpei ninguém

Dava pra ganhar? Dava. Dava pra perder? Também dava. Mas pode-se culpar algum fator extracampo, a arbitragem, forças ocultas? Não, não se pode. Perdemos dentro das quatro linhas, durante o tempo regulamentar. O que faltou, de fato, foi futebol para reverter um resultado reversível. Mas não havia um belo futebol a encantar a torcida e sugerir até a possibilidade do

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INSTANTES SEGUINTES.

No instante do apito final, a incredulidade. No instante seguinte, a dor. Puxa, estava gostando da seleção. No instante seguinte, o inconformismo pela crueldade dos milímetros que a sorte nos negou. No instante seguinte, o lamento pelas chances desperdiçadas. No instante seguinte, o ímpeto primitivo, o instinto primal de culpar alguém. A começar por eu mesmo, que acho que não

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Linha tênue

Temos um bom time. Que será ótimo se vencer a Bélgica. Que será excelente se vencer a França. Que será campeão no domingo. Se Neymar encantar, ele será o craque da Copa. Ele ainda não fez o que Romário fez em 94 e o que Ronaldo fez em 2002. Será que ele sonha com isso? Deveria. Somente se fizer entrará

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Até a taça é verde-amarela

Poucas coisas fazem o brasileiro se gabar tanto quanto o futebol. Nosso jogo reúne técnica e arte, temos a melhor seleção do planeta, a única pentacampeã do mundo ! Está certo que, em alguns momentos, nossa confiança foi abalada, transformando orgulho verde amarelo em vergonha vermelha, amarela e preta. Mas o fim da geração desse pesadelo abriu caminho para que

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O Amor nos Tempos de Copa

Começou com uma brincadeira. O jogo estava difícil, os soviéticos fizeram um a zero. Ele olhou pra ela, ela olhou pra ele e fizeram a aposta: o primeiro beijo só sairia se o Brasil virasse o jogo. Graças ao Sócrates e ao Éder, os adolescentes saíram do zero a zero. E ficaram juntinhos até a tragédia do Sarriá. Paolo Rossi

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O MANTO DOS MANTOS

É a sexta Copa do Mundo daquela camisa amarela assinada pelo rei Pelé. 20 anos de torcida, sempre com a mesma camisa, religiosamente. Perfeitamente natural, mandinga das mais compreensíveis, não tivesse a tal camisa sido mantida intacta desde que recebeu a sagrada assinatura do Rei do Futebol. Em 2000. Intacta, entende? Significa intocada. É usar e guardar, no estado, desde

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COMBINARAM COM OS BELGAS?

A pergunta é atribuída a Garrincha, (russos, no lugar de belgas) na Copa de 58, proferida do alto da sua sábia pureza, durante uma preleção de vestiário, quando foi exposta uma estratégia infalível de vencer a poderosa URSS de Yashin e cia. A título de cultura inútil: há os que defendem que a indagação partiu de um soldado raso das,

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A grande final

Dia 15 de julho de 2018. Estádio russo mais lotado que lotérica em dia de Mega- Sena acumulada. Brasil e Suécia enfrentam-se pela final da Copa do Mundo. Considerada favorita desde as eliminatórias, a seleção canarinha vem fazendo uma campanha fora do comum. Passara por todos os oponentes, num impressionante crescendo a cada partida, chegando ao embate final invicta e

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Escrito nas Estrelas

Alfred !Haneb é um bosquímano que trabalha como guia no deserto da Namíbia. O ponto de exclamação não é um erro de digitação, mas o código linguístico para a língua dos “cliques”, e deve ser lido como um estalido da língua sobre o palato. Os ! Kung, povo nômade do Kalahari, os mais estudados, vivem da caça e da coleta

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O que diria meu pai?

Alterado, o pai xingava Lazzaroni – “lazarento, põe o Bebeto”. O pai tinha sido volante (depois, técnico) muito elogiado. “Eu era batedor oficial e nunca perdi pênalti”, se vangloriava. A mãe preparava a janta e pedia calma: “Vai ter enfarte por causa dessa besteira de futebol”. Meio zen, o tio parecia entretido em picar fumo e colocá-lo na palha, mas

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O caneco é nosso

Ficou amuado com o que lhe disseram os amigos: aquilo não era jeito de torcer pelo Brasil. Como não era? Tinha sido sempre assim, desde pequenininho. O pai pegava uma bandeira, a mãe uma vela, o irmão mais velho a corneta, os amigos chegavam, já mamados, e faziam a maior bagunça. E quando o Brasil perdia era um chororô; chorava

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A dor que deveras sente.

“O poeta é um fingidor Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.” Fernando Pessoa É, poeta. As câmeras flagram e elas estão todas lá: as expressões de quem sente. E eu adoro isso: essas caras de gente vibrando, chorando, se encantando, sendo gente. No campo, na torcida, por trás dos celulares, diante

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Teoria da conspiração

O bom de ser autônoma é poder assistir à Copa do Mundo sempre que quero, dona do meu tempo e sem patrão pra mandar em mim. O ruim de ser autônoma é ter que ganhar o pão com o próprio suor, o que me obriga a não ver os jogos sempre que quero, a sair pra ganhar o dia e

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BAD ENGLISH AO PÉ DA LETRA.

– Excusa-me, Meg, não está na hora do evento? – O que você está falando sobre, adorável marido? – Pé na bola, adorável esposa. O jogo que nossos ancestrais inventaram… – Oh, sim… E se vulgarizou por sobre todo o mundo. – Diga popularizou, minha querida. Você não leu os papéis de notícias? – Sim. Há rumores que a princesa

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Escassez

Não há nenhuma grande seleção nessa fase da Copa. E também não houve. Alemanha, Espanha e Suíça, que saíram, são times medianos tanto quanto Croácia, Uruguai e Inglaterra, que ficaram. Brasil, Bélgica e França são bons. Mais estéticos ao menos. Por ter Neymar, o Brasil é melhor. Ele não é o único craque. Mas é o único que desequilibra. A

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Dá-lhe, Brasil, em dias de Canadá

Na vida, as coisas nem sempre se encaixam como planejado. O acaso cuida de boa parte do que imaginamos ser as rédeas do destino. É assim que um projeto de curso de três semanas e uma oportunidade de ver que outro mundo é possível se concretizam em meio a outros sonhos que eu nem imaginava possíveis. Ao fechar a data,

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Talk Show

Futebol de novo, amor? Silêncio. – Mor, que campeonato é esse? – A Copa. – Ainda? E aquela barulheira de manhã, o que era? – A Copa. Jogo do Brasil. – Quem venceu? – A gente. – É mesmo? Silêncio. – Quem tá jogando agora, vida? – Bélgica e Japão. – O Japão é o de vermelho? – O Japão

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A primeira copa

Para começo de conversa, não sou bom de bola, mas não nego que já me arrisquei a jogar no gramado. Como qualquer moleque, jogava no gol, fui um goleiro bem frangueiro, toda bola que vinha era gol, logo de cara percebi, que devia permanecer no banco, aposentar as chuteiras, e assistir os jogos no aconchego do sofá. Mas vamos falar

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Allez para casa, los Verdes!

Aprendi a gritar “Allez, les Verts” antes mesmo do “Allez, les Bleus” que nos tiraria da Copa vinte e dois anos depois. Era minha primeira viagem à França e o Saint-Étienne disputava a Coupe d’Europe. Com a camiseta do Dominique Rocheteau (presente do namorado francês), torci muito pelos Stéphanois, mas quem levou a taça foi o Bayern de Munique, com

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FIRMINO E OSÓRIO.

Pelas décadas de 30, havia um peão boiadeiro na fazenda do meu avô, nas fronteiras indefinidas entre Minas, Espírito Santo e Bahia, de nome Firmino. Era um caboclo forte, de sorriso reluzente, mas nem sempre estava na linha de frente de levar boiada pra lá e pra cá. Ficava pelos flancos da manada, tocando as reses com berrante ou gritos

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Pão pão, queijo queijo

O bom do mata-mata é que cessa o cai-cai, não tem mais aquele agarra-agarra dentro da área, é a hora do pão pão, queijo queijo, e e já já você vê quem veio a passeio e quem veio pra ficar. Dá pra ver que o jogo do Brasil me deixou gaga, quase gagá, tatibitate, pois gritei muito e só não

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A bússola brasileira

O México jogou os primeiros 15 minutos contra o Brasil como um time que pretendia vencer: se passamos pelos alemães, por que não passar pelo Brasil? Mas o jogo tem 90 minutos e o Brasil não é a Alemanha. Vê-se que seu treinador, Osorio, treinou esse time. Os jogadores sabiam o que fazer. Durante 15 minutos. Perigosos no jogo de

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Coração Mole

Coração mole Netos. Ah os netos. Fazem a gente fazer cada coisa que até Deus duvida. Sempre fui corintiana, sabe como é, marido corintiano, irmão corintiano, o que me restava? Ser corintiana. Até nascerem os netos. Influenciados pelos pais, se tornaram palmeirenses. Fanáticos. Coração de vó amoleceu e assim, sem mais nem menos, me vi torcendo para o Palmeiras. Confesso

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Cai, México

Vamos combinar. Cai, cai mesmo é o México. Os caras nem entraram em campo e já sabiam que iam cair. Desavisada, a torcida mexicana começou a gritar “olé”, aos 6 minutos de jogo. Como? Olé? Aí o tempo foi passando e los cucarachos caíram na real. Pediram mais uma tequila, um taco, um chili, e perceberam que a coisa não

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Schadenfreude!

O futebol é o esperanto que deu certo. E isso é lindo. Até porque alguns idiomas tem palavras e expressões intraduzíveis de forma direta ou compreensível para os outros países. Assim como “saudade” só existe no Brasil – com tradução aproximada, mas sem o sentido completo em outras línguas – no alemão também existe uma palavra com significado ainda mais

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O método Thiago Silva

Não sei por aí, nas suas redondezas, mas por aqui houve quem dissesse que o Thiago Silva não merecia estar na Copa. Que ele devia ter sido banido da seleção (e do planeta) pra todo o sempre, junto com todas as 23 criaturas + membros da equipe técnica que pisaram em campo no 7 x 1. Afinal, onde é que

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Mas eu nem sei falar russo!

Imagino que o treinador russo não teve dúvida em marcar baixo a Espanha. Deve ter dito aos jogadores que o time espanhol toca, mas não agride. Que jogariam no contra-ataque. Contra-ataque? Ora, os espanhóis raramente perdem a bola e, quando isso acontece, se recompõem velozmente e com qualidade, seja atacando a bola ou retardando o ataque. Dois dos principais hábitos

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Último tango em Paris

O Tango é platino. Mas foi em Paris que se popularizou. Depois voltou. E fez sucesso na própria Argentina. Um, dois. Um, dois, três e quatro. Compasso sincopado. Difícil explicar, melhor sentir. Teve dança. A música começa para Argentina e França. Mbappé e Griezmann. Messi, DiMaria, Pavón, Mascherano. França organizada. Argentina tentando, só na vontade. Mbappé rápido. O zagueiro lento,

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Se eu fosse o Messi…

…hoje eu não passaria nem perto dos tristes tangos de Gardel nem das sofisticadas e modernas harmonias de Piazzolla. Se eu fosse o Messi, hoje eu levantaria os olhos para enxergar um país que fugiu dos ventos glaciais, se aconchegou no calor solar e criou um ritmo espalhafatoso – usado, em geral, como subterfúgio de sobrevivência. O Brasil pode perder

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Da trapalhada ao drama

A disputa por pênaltis é a solução mais cruel para o desempate. Claro que tem hora que é preciso definir critérios, e se dois times seguem iguais no tempo normal e na prorrogação, e só um pode passar, o que fazer? Houve tempo em que se recorreu ao gol de ouro, o velho “quem marcar primeiro ganha”, mas não deu

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Futebol sonífero

– Esse menino não dorme – falou a mulher. – Bota ele pra assistir o jogo da Espanha – respondeu o marido. O outro menino, mais velho, estava inconformado. O pai tinha mostrado o rei assistindo a partida. – Ele não é rei pai – disse o menino. – Por que? – Ele não usa coroa. Fim do primeiro tempo

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A COPA DO MUNDO É NOSSA.

Não, não se trata de um rompante ufanista e arrogante, na véspera de um jogo contra o misterioso e traiçoeiro México. Talvez o chili de amanhã nos caia indigesto, talvez não. Talvez teremos na próxima sexta uma intoxicação de chocolate belga, ou sejamos, depois de nadar, nadar e nadar, atropelados por uma barca de sushi na praia. Pode ser que

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O MELHOR DA COPA SÃO OS AZARÕES.

A Coreia do Sul pode derrotar a Alemanha? Nem fodendo. Alguém apostaria na vitória do Japão em cima da Bélgica? Copa do Mundo tem resultados imprevisíveis e, por isso, desperta tanta paixão. Quando a campeã Espanha foi eliminada na primeira fase ou a Itália que vinha capengando eliminou a fantástica seleção brasileira na Copa de 82, todo mundo ficou pasmo.

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Desapego

Copa do mundo? Tô nem aí. Acho uma besteira parar o país para assistir futebol. Tanta coisa para nos (pre)ocupar. Cenário político caótico, desemprego ainda em alta, eleições batendo à porta e o povo pensando em bola. Alôoo, Brasil! É por isso que o país tá desse jeito. Eu que não quero saber de copa, não. Porque enquanto os telejornais

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Amor nos tempos de Copa

O inesperado acontece. Ele, que aos 85 anos jamais ganhou um prêmio sequer, acerta o bolão da Copa. Na turma ninguém acredita no Brasil, só ele. Deus ajuda quem tem fé e ele tem. Tinha virado motivo de chacota: ô véio, cê num vai ganhar. Neymar já era, time bom é do nosso tempo, Jairzinho, Tostão, Pelé, Garrincha. Essa geração

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Crítica de padarias

A nossa crítica gastrunómica d’hoje bai ritrataire u’a das peidarias mãis vadaladas da cidade. A peidaria Floire du Minho, lucalizada nu vunitu vairro di M’Voi Mirim. U’a das milhores coisas desti estavelecimento, muderno, igiênico – e, purquê num dizeire, supimpa , é tamvém u urário d’atendimento ao púvlico. A sabeire, das binte pás seis da matina à mãia-noute. Muito bãem,

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Copa literária

Nessa época dominada por memes, há até fake meme em circulação: aquele que “devolve” os 7×1 somando placares errados dos jogos da Alemanha. É uma praga esse tal de meme. É a piada velha repetida à exaustão, como aliás vêm se tornando as anedotas de internet. Esse nariz de cera todo foi pra falar de um meme do qual finalmente

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Um choro de verdade

Cavani é um exímio finalizador. Joga em altíssimo nível há muito tempo. É um atacante que sabe seus pontos fortes. Por isso, raramente se distancia da área adversária. Sua eficácia exterminou Portugal. Os portugueses circulam bem a bola. São equilibrados em ambos os lados do campo. Têm um ótimo volante, que eles devem chamar de médio, Willian Carvalho. Mas não

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A pseudo Argentina

Mascherano é o único bom jogador da Argentina. Messi é genial. Todos os outros são medianos, inclusive o Di Maria, que fez um golaço. É a pseudo Argentina. O Brasil da Copa de 2010. Sofrível vê-los jogar. O que há com a formação de jogadores de futebol na Argentina? Na origem do primeiro gol da França, o zagueiro argentino, de

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A Copa dos que não foram

Desde o começo da Copa penso nos países que ficaram de fora. Minha lembrança das crianças alinhadas na quadra, aula de educação física, as duas melhores jogadoras iam escolhendo seus times, eu imensa e descoordenada incapaz de acertar a bola, ficava por último, eu não era uma escolha, se houvesse um limite de alunas por time eu ficaria de fora,

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12 frases para dizer aos hermanos, caso ganhem a Copa

Eu sei que eu deveria estar pensando na integração latino-americana. Eu sei que eu devia valorizar o Bolívar. Eu sei que há laços inseparáveis entre nosotros – apesar da palavra “nosotros” não constar nos dicionários de língua portuguesa. Eu sei que o Jorge Drexler não vai curtir esse desapego pelos hermanos del Sur. Eu sei que eles amam o futebol

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As crônicas que tive preguiça de escrever nesta semana

CHUCRUTE E VODKA – Nesse clima de euforia e histeria coletiva, nada melhor do que tomar uma cerveja alemã (WEISS FÜDER). Bem que eu avisei: chucrute não combina com vodka! CANARINHOS & ‘CANALHINHOS’! – Com índices de rejeição maiores que os de uma lagartixa sem rabo, o vampiro que ocupa a cadeira do Planalto age nas sombras para negociar uma

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VAR pra #@%] *&^ #]=%@!

Como treinador de futsal, fui roubado vergonhosamente numa final de campeonato brasileiro. Repito: roubado. Não foi erro de arbitragem coisa nenhuma. Todo mundo viu. O ginásio viu. O time adversário viu. Todos com os quais falei disseram que foi pênalti. Até o 4o árbitro! Até os meus desafetos! E os dois juizecos de 5a categoria que apitavam o jogo “não”

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Vai Te Catar!

Aviso: este texto contém diversos trechos com altas doses de ironia, que não refletem, literalmente, as opiniões do autor. Tente descobrir quais são.   Hoje não tem jogo na Copa do Mundo, portanto aproveito essa folga na rotina alienante dos jogos para voltar minhas atenções novamente aos problemas políticos que afligem nossa realidade tão sofrida. Neste dia de pausa e

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HOJE NÃO ESTOU ME SENTINDO MUITO BEM.

Dormi mal, acordei péssimo. Tive insônia de encharcar lençóis alternada por pesadelos de querer gritar e não conseguir. Neymar com aquela instalação capilar que expôs no jogo contra a Suíça me aparecia recorrente socando a bola como no jogo da Costa Rica, xingando mi madre, rolando no chão do quarto, voando até o teto. Num determinado momento me aparecia Bruna

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Brasil e Principado de Liechtenstein na final

Não é a compaixão que impele o ser humano a torcer pelo time mais fraco. Na compaixão somos movidos a fazer algo concreto pelo necessitado. À comoção midiática em solidariedade ao time pequeno ou a uma nação pobre trazida pela Copa do Mundo chamamos de emoções baratas. Derramamos fortuitas lágrimas e pronto: o esboço de catarse torna-se suficiente, cumprimos nossa

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Organizados e comuns

Inglaterra e Bélgica jogam a essa hora. Como estão classificadas, jogam em “dó menor”. Mas jogam. A Bélgica joga notoriamente à espanhola: dá pra levantar, tomar água e voltar sem que eles percam a bola. A Inglaterra também toca, toca, toca e, quando chega perto do gol, faz o que sempre fez desde que inventou o futebol: chuta mal, pra

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Depois de Pelé, Coutinho

Nós, brasileiros, sempre fomos metidos a besta quando se trata de copa do mundo. Também, fomos muito mal acostumados com Pelé, Garrincha, Didi, Tostão, Gerson, Rivelino, Romário, Ronaldo e tantos outros foras-de-série. Bom, melhor tirar Pelé desta lista, afinal ele não é fora-de-série, ele é fora-deste-mundo. Aí, chegamos em 2018 e temos que colocar um novo nome nesta lista. Um

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O Jura Que Sabe: Brasil e Sérvia

O pessoal do Jura Que Sabe gosta de ver os jogos do Brasil no boteco do Novelo. Contra a Sérvia foi na quarta, à tarde. Dolores foi, e levou o namorado. Dolores não se interessa por futebol, mas parece que se interessa. Ela não entende de futebol, mas parece que entende. Dolores não tem varinha de condão, mas parece que

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A Copa do silêncio

Essa é uma Copa silenciosa. Lembro-me de quando era criança: a Copa de 70. Não só durante os gols do escrete canarinho havia uma saraivada de bombas, bombinhas e traques dos mais diversos calibres. A artilharia já começava bem antes das partidas e seguia por horas a fio depois de seu final. Eu mesmo, para economizar os caramurus mais barulhentos,

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Detetive

Após uma partida vergonhosa, a Alemanha, nossa melhor inimiga, se despede como a chacota oficial da Copa do Mundo 2018. A maldição se comprova. Mas qual delas? Temos quatros candidatas: 1) A queda dos gigantes: Após a histeria da eliminação (seja em choro, risos, ou mero espanto), constatou-se algo inusitado. Desde 2002, toda campeã cai em desgraça na primeira fase

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2×0 magro

O futebol tem dessas coisas: expressões e clichês que sintetizam um jogo. Quando nosso time goleia o adversário dizemos: “foi um passeio!”. Se a vitória foi indiscutível, não dando chances para o rival, “demos uma aula”.  Agora, se acontece do favorito perder, é porque “deu zebra”. Quando falamos do placar, também temos explicações curtas. Um a zero é o placar

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GENTE ESQUISITA.

Wilma e Raulino odiavam futebol e Copa do Mundo. Tinham orgulho de dizer que não distinguiam uma bola de futebol de um melão. Já haviam fugido de várias Copas, o que chamavam de burburinho insano, balbúrdia incivilizada, foguetório agressivo, uma alegria artificial e manipulada, um detestável carnaval fora de época dos detestáveis carnavais de fevereiro. Dessa vez, os motivos lhes

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A dor fantasma

Eu estava concentrada no trabalho quando escutei janela afora uma comemoração efusiva. Gritos, cornetas, buzinas, como se não houvesse mais expediente nesse país. Teria eu pedido a noção do tempo e o Brasil já estava em campo? Não, não era isso. Era a Alemanha apanhando da Coreia (yeah). Era a alegria do brasileiro com a desclassificação do adversário (e por

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Gente mordeu cachorro

Meu leitorado me pede a crônica do jogo do Brasil e eu, ranço de jornalista por 30 anos, preferiria falar da Alemanha, essa sim a notícia do dia. Máxima do jornalismo: cachorro morder um homem não é notícia; ser humano morder cachorro é que é. Hoje gente mordeu cachorro e a Alemanha viveu seu “momento 7×1”. Ok, pessoal, nada vingará

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Neymar e seu labirinto

Neymar tem um ovo (de galinha, não me interpretem mal) ao alcance da mão. Em vez de pega-lo, prefere perseguir a galinha mais arisca do terreiro e obrigar a penosa a por um ovo só para ele. A cena deve incluir um galo mal-humorado bicando as canelas do craque. Se o terreiro for irregular, com buracos e atoleiros que provoquem

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Quem sabe um dia

Sentados à mesa de sempre do bar de sempre desde as 10h da manhã, com aquelas cangibrinas cheirosas descendo uma atrás da outra, céu lusco-fusco, Tristão, Poleto, Simões, Almeríades e Tobias se encaminham para o que seria o fim da resenha sobre aqueles jogos merrecas que fizeram nossa seleção, quando Almeríades, que sempre mais fala do que escuta e bebe,

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Celebração das contradições

Às vezes, nada se espera de um jogo. Quando dois times já classificados entram em campo, por exemplo. Quase sempre vira apenas um teste para reservas, ajudando a poupar aquele jogador importante. Cumpre-se a tabela, nada mais. Era esse o espírito sobre o campo apesar dos discursos de técnicos e capitães nas coletivas de imprensa. E quando um dos times

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“Um tango em São Petersburgo”

O poeta argentino Jorge Luis Borges, autor do brilhante conto O Aleph, disse certa vez que o tango é uma expressão de alguma coisa que os poetas tem frequentemente tentando expressar em palavras. Pois bem! Frequentemente a seleção argentina, especialmente em Copa do Mundo, tem expressado o tango por meio do futebol. Assim ocorreu nesta tarde em São Petersburgo, um

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Dia normal

  – Doutora vai atender normal na segunda-feira? – Sim, normal, não deveria? – Mesmo se houver jogo do Brasil? – Jogo do Brasil? Pensei com meus botões, mas o jogo do Brasil é quarta-feira, ou será na segunda? – É que meu horário é as 14 horas. Não sei se consigo assistir ao jogo e chegar em tempo para

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Astolfo, alegria do povo

PRELIMINAR Estávamos ali, na frente da televisão, esperando o momento em que os jogadores chutariam a piroga. Final era sempre assim. Vestíamos nossas camisetas verde-amarelas e ficávamos olhando atentamente para a grama vermelha, os fogos-fátuos-de-eventos e aquele objeto hexagonal sendo chutado de um lado para o outro da arena coberta. Bebíamos gunta e fumávamos cuñola com uma ansiedade gigantesca nessas

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Entre les deux mon coeur balance

Entre les deux mon coeur balance… Se diz em francês da situação que vivi hoje diante de Argentina e Nigéria. Explodi de alegria com o gol do Messi, minha alma cantou no empate de Moses… Mas a classificação no final com Rojo me levou às lágrimas… Assim como a despedida da linda Nigéria… Chorei por ambas. Como é possível torcer

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Eu juro que grito!

Se for gol, eu grito! Juro que saio à janela e toco minha vuvuzela, balanço a bandeira, esquerda, direita, esta flâmula que vai e vem, vai-vem nesse agito sem fim da Copa do Mundo. Levanto esse meu corpo, sacudo, saúdo. Ergo meu copo e corro a vista adiante, esse meu olhar que atravessa o vazio da parede, eu do outro

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Mercado da bola

Aquela conversa de sempre, papo de botequim, cinco da tarde, três bramas na mesa. Na época da Copa, falavam da seleção brasileiro, claro. O assunto era o jogo contra a Sérvia. – Dizem que os caras são bons e bem rápidos pelos lados do campo. Não vamos ter vida fácil – disse um deles. – Que nada! Olha o que

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NÃO MATEM O VELHO.

Enquanto meus amigos de escola disputavam Bellini, figurinha carimbada dificílima, eu tinha Zagallo e não trocava por ninguém. Sempre tive simpatia por ele. Como jogador inventou o ponta esquerda recuado e abriu espaços para Nilton Santos ser um dos maiores laterais esquerdos do mundo e liberar Didi, eleito Mr. Football, o melhor jogador da Copa da Suécia. Numa festa junina

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Na marca da cal

O pênalti é um fenômeno transcendental. Ele não obedece as mesmas regras estabelecidas no mundo do futebol e mais que isso, chega até a desafiar princípios lógicos que deveriam conduzir a verdades absolutas. Acompanhem: no pênalti existem apenas duas figuras. De um lado, vamos imaginar apenas por hipótese, temos um atacante acostumado a fazer gols, certamente o melhor batedor do

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Segue o Jogo

A primeira fase da Copa está acabando e muitas seleções já se preparam para voltar aos seus países. No momento em que escrevo esta crônica, Egito e Arábia Saudita, mesmo já desclassificados, lutam para fazer uma última partida digna. Salah, o “faraó” da seleção egípcia, lida com a frustração de um rendimento abaixo do esperado. No sábado passado, assistimos à

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O nome da tia

Ela não estava nem aí para a Copa. Cuidava lá das suas coisinhas, alheia aos humores dos torcedores. Na sala o povo da sua família, mais os amigos, berravam, vociferavam, choravam, xingavam o Neymar, clamavam por Neymar, escalavam o time que o Tite não escalou, e o tempo, que também não estava em aí para a Copa, corria como louco

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O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde

No final do século XIX, o escritor escocês Robert Louis Stevenson publicou o que viria a ser um de seus trabalhos mais famosos: “O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”. Acompanhamos a complexa relação entre os personagens do título por meio do detetive Utterson, que investiga um suposto caso de chantagem envolvendo seu amigo e médico Dr. Jekyll

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Migalhas da Copa

Jogador de seleção: atleta que recebe milhões de euros durante os campeonatos de futebol e adoece durante as copas do mundo. – Futebol é patrocinador, o resto é curling. – O maior adversário da seleção brasileira é a seleção brasileira. – Brasil, o melhor do mundo em amistosos. – Quando o sábio aponta para as estrelas, o Neymar olha para

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COPA, SUA LINDA.

Na alegria e na tristeza, Copa é turbilhão de emoções. Entendedores da arte do futebol entenderão. Valem a pena acordar cedo, perder praia e cinema, não assistir a séries, ler menos, fazer um buraco no meu cantinho no sofá. A Copa é linda por todas as camisas, gritos, bandeiras, paixões e pelo que acontece nas quatro linhas. Seus primeiros 11

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Um olho no campo, outro nos técnicos

E a Copa da Rússia 2018 vai seguindo, meio morna pra nós. Atolados com tantos problemas no país, a gente bem que tenta se envolver, reviver as alegrias que o futebol já nos deu, mas está difícil, até mesmo nosso time joga mas não empolga. Então chamamos os filhos, os amigos, ligamos a TV, pote de pipoca no colo, a

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Sem querer, um conto russo

Os ânimos se acirraram em Sochi quando se ouviu o apito final. Veio depois o pedido de desculpas dos alemães pela provocação: “Foi um jogo emocional!”. Um jeito de dizer: foi sem querer. De imediato, lembrei de um conto de Tolstói que traz esse título na tradução de Rubens Figueiredo, e fala de fraqueza humana e descontrole. No conto, o

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O segredo do craque português

Pai, ele é o melhor do mundo. Fez três gols, mano! – Ele é bom mesmo, filho. Habilidoso, concentrado, criativo. Você sabia que ele tem um filho da tua idade? – Tem? – sorriu. – Tem. – E ele joga bola? – Parece que sim. – Ele vai ser o melhor do mundo também, véi. O pai se levanta para

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Chocolate Belga

Vamos chegando freguesia, tem pra todo mundo! A Bélgica resolveu distribuir chocolates nesta Copa do Mundo. E não são pouca coisa não, são iguarias finas, elaboradas com o melhor da nata futebolística. Tem chocolate branco, à la Hazard, Mertes, DeBruyne, com visão de jogo e passes açucarados. Menina bonita do Panamá e da Tunísia não paga, e leva! Para quem

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Festa estranha, com gente esquisita

Quando me acomodei no sofá pra ver o Brasil entrar em campo pela primeira vez nesta Copa, passei os primeiros 15 minutos tentando reconhecer aquele pessoal de amarelo. Torcedora mequetrefe, só vejo futebol em Mundial. Um parênteses de saída: sou corinthiana quase por acidente. Veja bem, aos dez anos notei que precisava escolher um time pra responder a terceira grande

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Deixa o Alfredo vibrar

Eu entendo perfeitamente quem não gosta de futebol. Acha um jogo tosco, sem importância, que não vale o sofrimento, tudo bem, até faz sentido. Mas não entendo por que esculachar quem gosta. Criticar a alegria do outro é ser chato. Sabe, chato, rancoroso, crica? Aquele que olha as pessoas de cima e diz em sua olímpica superioridade: “tolinhos… patéticos…” Incomoda

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Fora de foco

Ok, estamos todos felizes porque a Seleção ganhou, e com dois belos gols, depois de um jogo sofrido, em que atuamos melhor do que na estreia, mas ainda pecando nas finalizações. (Isso não é novidade pra torcedores de times como o meu Galo, acostumados a ter tudo, quando tem, sofrido…) Mas os problemas não terminaram, e nem o choro do

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Tira o velho da sala

Vô Nofrinho, como sempre, hoje acordou cedo. Foi à padaria, comprou uma rosca de torresmo, pãezinhos franceses, leite desnatado e levou para casa. Eram 8h40 quando acabou de arrumar a mesa para a filha, o genro e os quatro netos. Minutos depois, os seis desceram correndo do andar superior do sobrado. O genro já pegou o controle e ligou no

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Alô, mãe! Fiz um goooool

Igual a todo brasileiro, levantei cedo nesta sexta-feira. Ainda atordoada, fiquei em dúvida entre o amarelo e o azul. Vesti azul, uma cor que me cai bem nesse tempo em que o amarelo anda em baixa. Enquanto tomava café dei um passeio pelos portais de grandes jornais, como faço todos os dias. Hoje não é um dia qualquer, foi o

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Disfarça e chora, Neymar

A crônica de hoje vai ser conduzida com a elegante companhia musical de Cartola. O Brasil enfim venceu, de forma dramática como nossos melhores sambas, com sofrimento, lágrimas e uma exultante alegria triunfal, tal qual apoteose carnavalesca. Chora, disfarça e chora/ Aproveita a voz do lamento/ Que já vem a aurora. Que todo o sofrimento dos dias, dos anos anteriores

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MEU PAI VEIO.

Há exatamente 8 anos, num 22 de junho, meu pai se despedia da vida, em plena Copa do Mundo. Seus últimos dias foram estranhos. Já não reconhecia as pessoas, não falava coisa com coisa, repetia histórias da sua vida remota a cada cinco minutos, como se estivesse vivendo a infância, ali, naqueles agoras. Mas a tristeza de percebê-lo numa despedida

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Gritos que poderiam ser de Munch.

Dia lindo e comprido. Lá estava ela em São Petesburgo para torcer pela seleção brasileira. Pela seleção da Costa Rica. Da Argentina. Pela seleção de botões da Rose. De botões do irmão. De botões da camisa social do chefe coxinha. O negócio era torcer. Sentia que precisa gritar. Berrar por aí: Vai Brasil, Vai Brasil, Vai Neymar, Vai Orlando, vê

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Torcida da Costa Rica

Oto, meu morcego confidente e mensageiro me disse que morcegos de uma outra caverna pediram para ver o jogo do Brasil contra a Costa Rica na nossa caverna. Ele deixou e eu também não vi razão para recusar. Faltava uma meia hora para o jogo começar quando os visitantes chegaram. Quietos, um tanto desconfiados, se arranjaram de cabeça para baixo

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Costa rica brasileira

Mais de 8 mil quilômetros de costa, riquíssima em praias e belezas naturais. Mais de 200 milhões de costas, de joelhos, de olhos fechados, de olhos bem abertos, de lágrimas brotando, de gritos engasgados, de um grito solto aos 46 do segundo tempo e outro aos 52. Vai ser sufoco, Brasil. Vai ser dureza, Brasil. Vai, Brasil!!! Vai ser assim

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Copa a copa

Seu olhar atravessa a vidraça e aterriza na copa de uma árvore do pátio. Seus ouvidos atravessam minha voz de professora e atentam para a Copa acontecendo nos pés de um ou outro jogador, que atenta quase que exclusivamente para a bola, sem dar atenção à voz do juiz. Não importa tanto o jogador ou a cor de sua camisa.

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O radinho

O radinho Gervásio não se considera supersticioso. Passa por debaixo de escadas, não se preocupa com gatos pretos cruzando à sua frente, sextas feiras treze ele tira de letra. Mas, como não poderia deixar de ser, Gervásio tem uma pequena, minúscula, superstiçãozinha: desde a final da Copa de 1994, em que estava de serviço como segurança de um depósito de

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Crônica (ou conto) da Fada dos Dentes

Ontem, assim por acaso, acabei tomando ciência que os colegas de blog, Carlos Castelo e Fernanda de Aragão, estavam tramando um desafio de crônicas sobre os dotes dentários do Luis Suárez. Movido, não por ciúmes, mas pelo sentimento de dever com o público, não pude tomar outra atitude senão enfiar-me junto a tantos caninos, molares para, incisivamente, contar tudo que

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Arcada

Estes meus dentes de café estão tímidos nessa Copa. Estão amarelando mesmo. Acovardados, meus dentes sem placa de porcelana, sem carvão turbinado, com um ou outro bicarbonato de sódio de vez em quando. Estes meus dentes de chá preto estão assustados. É tanto dente branco demais, cândido demais, plástico demais que os meus estão acuados, não conseguem fugir da marcação,

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O LOBO DA COPA

Suárez, o camisa 9 da Celeste, é famoso por gostar de dar mordidas nos outros atletas dentro de campo. No final da partida entre Ajax e PSV pelo Campeonato Holandês de 2010, uma confusão se formou entre os jogadores das duas equipes. Suárez se aproximou do volante Otman Bakkal, do PSV, e aplicou-lhe uma mordida no pescoço. O próprio clube

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Doenças crônicas

Ela, que sempre foi elegante e arrogante, sentia agora uma dor, uma coisa que não sabia se era sinusite ou estomatite. Talvez labirintite, pois a deixava cada vez mais tonta. Tinha certeza de que não era otite, pois esse problema era de sua vizinha de porta, amiga em tantos momentos e rival em inúmeras disputas. Fosse peritonite, rinite ou nefrite,

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A cotação do euro

Preconceito? Talvez seja. Contra o bom-mocismo, o cabelismo, o nhem-nhemhismo. Mas que seja então. Por essas e outras já elegi meu craque brasileiro do momento e da Copa: Marcelo. O cara, além de jogar bola pra caramba, de ter uma habilidade incrível, tem a nossa cara. Quando eu olho para a seleção é com ele que identifico o brasileiro. Valente

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O Arraial da Copa

Este lance, pouca gente viu ou ficou sabendo: com o fim da primeira rodada da Copa da Rússia, as seleções se juntaram e, por sugestão dos brasileiros, fizeram uma grande festa junina. O evento foi exclusivíssimo, só para as delegações e familiares. Nada de torcida, repórteres ou autoridades. Cada país contribuiu como pôde, levando comidas típicas ou organizando jogos e

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Amor ao time

Quando o pai chegou em casa, o garoto estava vestido para matar: camisa oficial do Fluminense, bermuda do Fluminense, meias do Fluminense e cuecas do Fluminense. Chuteira oficial de futebol. O pai parou na soleira da porta e olhou para cima. No alto da escada, seu filho gritava “Nense, Nense” e agitava a bandeira do clube.O pai abriu um sorriso

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MAL NÃO FAZ.

O que um botafoguense faz no instante em que seu time marca um gol? Resposta em um, dois, três. Pronto: olha para o juiz. Gol validado, abraços e loas à surpresa. Torcer pelo Botafogo é exercitar a neurose. Numa certa tarde de domingo no Maracanã, o Botafogo foi para um intervalo com 5 a zero contra o Corinthians, na época

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Não entendo nada de futebol

A Copa do Mundo começou e, com ela, uma profusão de mesas redondas, textos e conversas de bar (ou melhor, conversas de redes sociais) sobre as estrelas e destaques, os possíveis confrontos e, sobretudo, a configuração tática das equipes. Mas você sabe o que é um líbero ou um segundo volante? O que faz um meia de ligação ou um

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A cambalhota de Milad Mohammadi

Eu poderia vir aqui, explicar através da física, da biomecânica, do torque, o que foi aquele lance, mas não, aquele lance foi só o desespero do último minuto, ali, nos acréscimos dado pelo juiz já no finalzinho do segundo tempo, só isso e ponto, não tem física que se mostre suficiente para explicar aquela bola não lançada, aquela bola que

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agorrrrrra é corrrrrrrrrrrrrrrrrrinthian na copa

bem amigos da rede google, #procuremsaber, agora a seleção é corinthian na copa. agora vai. agora que pese a camisa. a tradição. agora a seleção é corinthian. que agora pese o amor pela democracia do nosso amado dr. sócrates; a tradicional comemoração do punho cerrado em riste seria um sonho; os passes especialmente de calcanhar, nem me fale. que agora

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Futebol association

Ele não precisa de mais que três minutos. Nem quatro. Três minutos e créu! É claro que estamos falando de Cristiano Ronaldo, o deus da força, da beleza, da graça, da gentileza urbana… e dos gols! Mas, como dizia meu pai, sabiamente, futebol é association! E por mais que nos encante o brilho do craque, só funciona, no atacado, se

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Tambores de Senegal

Corremos para chegar a tempo de ver o jogo. Ela se instalou na sala com seus tambores e ligou a TV, enquanto eu apressava uma saladinha para o nosso almoço semanal. Um encontro a que nos obrigamos diante da correria desse tempo louco. A pressa se justificava porque ela torce por times africanos. Perdeu o encanto pelos nossos jogadores desde

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Dois toques

Começa o jogo, e na Copa do Mundo o objetivo é um só. O gol. Quando tem aquele toca de um lado, toca de outro, a gente reclama, resmunga, ressente, porque vira um jogo de vírgulas, meio campo pra defesa, que lança a bola ao alto, cabeça pra lá, cabeça pra cá, o jogo não anda e nada vai acontecendo

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DA BOLA DE MEIA PARA OS TEMPLOS DO FUTEBOL.

Imagine um garoto da periferia correndo atrás de uma pelota feita em casa e imaginando que está disputando a final da Copa do Mundo? Esse é o sonho da maioria dos garotos que nasceram em berço de palha. Para eles, o futuro tem um só caminho: o da bola. Eles sabem que outros caminhos existem, mas são todos tortuosos e

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“Amor em japonês”

Por um lado, ficamos perplexos com uma certa ‘brincadeira’ de um grupo de brasileiros com uma jornalista russa, que de tão viralizada não merece mais nenhum comentário. Que grotesco! Que repúdio! Já por outro lado, como se não bastasse a mesma atitude na Copa de 2014, em terras tupiniquins, novamente amamos a finesse da torcida japonesa, que dessa vez foi

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É melhor vestir a camisa do que vestir Louis Vuitton

Eu tinha uma esperança de que tudo fosse diferente, de que seria goleada, e só pra tirar da minha cabeça aqueles gols, aqueles sete gols, aquela porrada, aquela bordoada bem dada e aliviada pelos alemães que podiam mais, queriam mais, mas que, por educação, deram um breque na vergonha alheia. Eu tinha essa esperança de que nesse Brasil-Suíça a rede

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Pra trás Brasil.

Nunca soube diferenciar muito bem os sons de alguns fogos com os de tiros. Fico na dúvida se me abaixo para não ser atingida ou se vou à janela admirar o show de luzes. Credito essa confusão aos hábitos do meu pai, que costumava comemorar os gols da seleção brasileira com tiros do seu velho 38. Ia até a varanda

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A Copa mexe com a gente

Não adianta pintar a rua com as cores da Argentina, desligar a TV, xingar o Neymar ou marcar um retiro espiritual no dia do jogo do Brasil: é quase impossível passar indiferente à Copa. Já me vi acordando de madrugada para ver os jogos da Seleção no Mundial do Japão e Coreia, quase perdendo um emprego porque o chefe não

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Dostoievskiana

Outro dia ouvi um Ph.D em artes dizer que a literatura brasileira nunca chegaria à densidade da literatura russa. Nunca teria a dramaticidade implícita à língua de Dostoievski, temperada em séculos de catástrofes, guerras, pestes e os Romanov mamando no Estado. Discordo da teoria. Até porque, tirando os czares e os Romanov, nossa situação não é tão diversa à da

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“É a vaidade, Fábio, nesta vida”

O ex-zagueiro são-paulino, Lugano, como um bom uruguaio, assim como o escritor Eduardo Galeano – autor do brilhante livro As veias abertas da América Latina – já havia disparado, para a perplexidade da imprensa esportiva brasileira, que Tite, atual técnico da seleção brasileira, não passava de um grande encantador de serpentes. Convenhamos, o sujeito realmente tem um discurso bem pegajoso,

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Já é Copa?

Nossa, sério que já é Copa? disse há poucos dias a um amigo. Não, eu não estava no clima. Mesmo. De-fi-ni-ti-va-men-te. E aceitando como nunca esse descompasso com o coletivo, que costuma apresentar-se em épocas como o Natal. O que importa é esse friozinho, a lua minguando, a alegria de re-costurar aqueles contextos que apenas a solitude ilumina. Muito embora

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Cidadão Kane

Cidadão Kane, filme de Orson Welles de 1941, é considerado uma das obras-primas do cinema mundial. Gol do Kane, obra coletiva da seleção da Inglaterra aos 46 do segundo tempo, é a prova de que quando o melhor joga sério não perde pontos no campeonato mundial. Comparando o jogo dos ingleses com o de ontem, estrelado por nossos “gênios”, “craques”

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De segunda a domingo

O povo é besta mesmo. Com a Copa, todo mundo esquece de tudo, menos do futebol e o governo aprova o que quiser e os larápios escapam todos ilesos. – A gente devia é de não torcer, de nem ligar a TV, nem Copa devia ter. – É isso mesmo. Copa só serve pra enganar o povo. Concluíram que não

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Reflexos do empate

Sofro de insônia, mas ela não me incomoda. Saio da caverna de madrugada e aguardo a aurora, geralmente conversando com Aurora, minha vizinha coruja. É hora de sossego, os morceguinhos dormem, como sempre, de cabeça para baixo. Aurora chegou quando as luzes no horizonte anunciavam a aurora. – Como está o clima na caverna depois do empate? – ela perguntou.

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Salvem a mãe do juiz

– Rezei tanto para esse menino ser médico ou advogado! Ela repetia entre soluços. – É sempre assim. Ele lá, se sentindo vencedor, e eu aqui tapando os ouvidos, para não ficar deprimida por conta dos palavrões que me atingem em cheio. Sem saber o que fazer, ofereci o meu ombro e dei umas palmadinhas nas suas costas enquanto pedia

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Santo Antônio ainda não perdoou o 7×1

Quisera o primeiro jogo do Brasil tivesse acontecido no dia 13 de junho e talvez Santo Antônio tivesse mudado de opinião em relação ao relacionamento da nossa seleção com o povo. Desde aquela noite de 8 de julho de 2014, quando a canarinho deu 7 bofetadas na cara do país, o casamento foi para o vinagre. O 3×0 sofrido para

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MEU DOMINGO CHUVOSO.

Andava sentindo o coração batucar por Letícia. Trabalhávamos juntos e a cada almoço, a cada reunião, a cada olhada de viés no seu notes, sentia a queimação. Claro, acompanhada de uma certeza que me faz companhia desde a adolescência: mulher bonita, charmosa, de sorriso matador e muita personalidade era muita areia para meu Fiorino. Mas a cada aproximação, seja para

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Brasil, Suíça, meteoritos e morcegos

Depois que o jogo terminou saí da caverna. Aurora estava pousada num mourão. Ela me viu e me fez um sinal. Encostei-me na cerca e ficamos olhando o pôr-do-sol, que nessa época do ano é lindo. Fazia frio. – Viu o jogo? – perguntei. – Vi. – Gostou? – Claro que não. E quem gostaria? Ficamos falando do Brasil e

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É golpe!!!

Acabou o jogo, 1×1. Resolvi descer, dar uma volta e tentar passar a decepção. No meu ponto de vista, o Brasil jogou mal. Fez o gol e recuou. E o juiz, que tava mais pra Gilmar Mendes do que pra árbitro de futebol, deu vários habeas corpus pros gigantes da cruz branca. Na portaria do prédio estava seu Abelardo que

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Elemento surpresa

Uma das coisas mais chatas no futebol é lugar-comum. Frase feita. Clichê. Como o tal do “elemento surpresa”. O conceito inicial se justificava quando um jogador da defesa, sem que ninguém esperasse, aparecia lá na frente e marcava um gol. Depois disso, virou clichê anunciar: o Paulinho joga de elemento surpresa. O Renato Augusto vai entrar em seu lugar para

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3 x 3 x 2

O jogo estava pra começar. Era nosso primeiro jogo da Copa de 2018 e, para essa estreia, estava de bom tamanho um Espanha x Portugal, que prometia ser um jogaço. Frio fazia, e a gente jazia no sofá entre cobertores e pipocas, esperando os hinos, esperando o apito, entrando no clima. De repente a bola rolou. Sem apito, sem hino,

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A peneira

Anoitecia e ele ainda não havia comido nada desde o frugal café da manhã, pão amanhecido e café preto. Para economizar havia cruzado a imensa cidade a pé, cansando-se bastante, mas não a ponto de desanimá-lo. Sabia que as coisas não lhe seriam oferecidas de bandeja desde que se entendia por gente, desde que seu pai os havia abandonado, sua

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A bola veio alta

A bola veio alta, e o brilho dos holofotes lhe dificultava a visão. Seria sua última chance, talvez não apenas no jogo, mas sim no clube. Já avistara Deraldo, seu substituto, aquecendo-se ao lado do banco de reservas. Não marcava há seis partidas, o que para um centroavante era muito tempo. Estava pensando em encerrar sua carreira de altos e

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Eles não sabem o que fazem

Meu querido Brasil, perdoa aqueles que não vão torcer por você na Copa do mundo.  Perdoa  aqueles que não vão colocar bandeira nos seus carros, nem nas suas janelas, nem nas suas casas.  Eles não sabem o fazem.  Perdoa aqueles que não vão se reunir com os amigos tomando cerveja, gritando Vai Brasil! Eles não sabem o que perdem.  Tenha

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Soneto vaidosinho

O espaço aqui é de crônicas. Mas, na estreia do nosso esquadrão, mando-lhe um recado através de um soneto. Ele é dedicado ao amigo, o cronista Ruy Castro. Ao ler recentemente meu novo livro Poesihahaha, ele me desafiou a fazer um outro só com sonetos. Este é o primeiro da lista. Vai lá, Brasil, mas vai de salto baixo. E,

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O primeiro gol a gente nunca esquece

Minha relação com o futebol é antiga: não havia felicidade maior do que sair à rua em debandada para me juntar aos outros moleques no asfalto riscado com tijolos vermelhos, que roubávamos em uma olaria. A bola era de capotão e as traves eram improvisadas com pedras ou chinelos colocados sobre o chão. O primeiro gol que marquei foi em

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O filme que o goleiro-cineasta da Islândia sempre quis dirigir

Amigos, a partida que assistimos hoje não foi jogo de futebol, mas sim um daqueles filmes que a gente não consegue tirar os olhos, thriller de suspense onde o crime brutal está sempre prestes a ser cometido, só não sabemos quando, nem por quem. Posso contar a trama sem medo de roubar a surpresa, pois é daquelas histórias que correm

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Nem sempre a defesa é o melhor ataque. É só defesa, mesmo!

Na Copa do Mundo nem sempre a defesa é o melhor ataque, vamos trocar esse discurso feito pra boi dormir. Defesa é defesa e a Islândia sabe muito bem disso, marcação dobrada o jogo todo, todo tempo esse jogo estudado, pensado, esse jogo estratégico, vamos fechar o gol e pronto e é isso mesmo, tem favorito, sim, mas sai pra

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Figurinha rara

Escalada como quarta mãe – depois da Mamãe, da Babá e da Vovó – eu sempre aguardava no banco a hora de entrar em campo. Naquela tarde, fora convocada para buscar a “filhinha” na escola. Dez minutos me aquecendo na porta e nada! A coordenadora de entradas e saídas já tinha anunciado seu nome pelo microfone umas sete vezes e…

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A minha seleção.

Mais uma Copa, dessa vez na Rússia. Longe pra dedéu. Mas tem muito brasileiro por lá. Somos o segundo país que mais comprou ingressos, atrás apenas dos americanos que nem na Copa estão. Será que o Trump irá dar o ar da graça por lá? Se for deve ir acompanhado pelo novo amigo Kim. O Putin é amigão do Kim

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Confissões de uma bola

Sou uma bola. Imagine você que, depois de tudo que passaram minhas ancestrais, eu, produto da evolução, me apresento assim lisinha e com gomos unidos termicamente. Os pontos asquerosos das costuras desapareceram e já não prejudicam o meu deslizar faceiro na grama ou no ar. E aqui estou, em meio a uma copa. Vaidosa ao extremo, não vou aqui me

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Para fazer de 2018 um novo 2016

Dona Emília andava pela casa apressada, arrumando todos os últimos detalhes. Faltavam poucos minutos para a partida começar e tudo tinha que estar exatamente no mesmo lugar de dois anos atrás. Já não lembrava se era aquele mesmo pano de prato que estava pendurado, mas acreditava que sim. Apesar dos 82 anos, ainda conservava a memória quase intacta. Ainda mais

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AQUECENDO.

Goal keeper, back, center half, center forward, corner, offside, fowl, scratch nacional. Quando me apaixonei por futebol, esse era o idioma. Não foi difícil encantar o coração aberto de um menino de 5 anos. Também não foi difícil perpetuar esse encantamento até hoje, vivendo minha décima sexta Copa do Mundo. Sou um privilegiado. Entreguei meu coração ao artista em movimento,

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Esse ano tem Peru

Acompanhar a Copa do Mundo em um país que foi eliminado é uma experiência nova para mim. Moro na Itália e o entusiasmo é praticamente ausente. E é graças ao Peru, que está dando um show de bola na cara de todo mundo, que comecei a sentir o início da Copa. País conhecido pela sua gente feliz, resiliente, lutadora e

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Os ibéricos

Saí de casa e a caminho do centro da cidade liguei para o meu pai. Você pretende assistir ao jogo de hoje à tarde? Opa. Remanejei os meus horários para isso. Vamos assistir juntos? Portugal e Espanha. Não é preciso entender muito de futebol para saber que o jogo vai ser importante. Uruguai é um bom time. Mas se nos

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UMA ESTREIA MAIS DO QUE CONTIDA.

Poucas vezes o Brasil chegou em uma Copa com tanta segurança. A seleção do Tite é uma máquina bem azeitada com valores individuais acima das médias das outras equipes. O Neymar, certamente, será um dos destaques desse mundial, caso não o quebrem antes como fizeram em 2014. O Filipe Coutinho, o Gabriel Jesus, o Paulinho e Willian estariam tranquilamente em

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Let Iranian Women enter their stadiums

Antes mesmo do português Cristiano Ronaldo fazer a festa lusitana às margens do Mar Negro, próximo às montanhas do Cáucaso, ao balançar as redes da Espanha três vezes em Sochi, as torcedoras iranianas protestavam, elegantemente, em outra sede russa, particularmente, em São Petersburgo, com cartazes que enunciavam, em língua inglesa, a paixão pelo futebol – que segundo Amin, acompanhado de

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O shortinho de Cristiano Ronaldo

Puxe seu shortinho, meu bem, que o jogo de hoje foi mais do que sua coxa lisinha, depilada no pelo, sem apelo, com apego. Hoje, meu bem, você passou como lâmina fina pelo gramado, foi a bola cair nos seus pés, esses pés assim afiados, afinados, para você passar ligeiro, vê?… que não te pegam, que nem te pegarão, que

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Apito final.

Vida de cronista de Copa do Mundo não é fácil. Tem que assistir aos jogos, ver o noticiário, olhar o clima nas ruas, sempre procurando um detalhe para inspirar a próxima crônica. Nem sempre a inspiração aparece. É como no jogo Egito x Uruguai, a gente cisca pra um lado, tenta encontrar uma brecha, arrisca um chute, no caso algumas

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Árbitro de Vale a Pena Ver de Novo

Até o jogo Portugal x Espanha, pela primeira fase da Copa da Rússia, a principal e mais aguardada novidade anunciada para a competição ainda não havia entrado em campo: o Árbitro de Vídeo. E também nesta partida não entrou. Apesar do jogo quente e o insistente pedido por parte dos jogadores para que o juiz utilizasse a tecnologia, desenhando com

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Abelardo 3×0….

Acordo bem cedo. Tomo café. Visto meu confortável moletom, sento no meu confortável sofá, ligo minha confortável tevê e começo a assistir Uruguai e Egito. Dez minutos de jogo, Cavani apara no peito uma bola lançada por Godín, a pelota escorre por seu corpo, o uruguaio prepara o petardo e… acaba a luz!!! Como assim???? Corro e interfono pro porteiro:

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No que você é craque?

Tem gente que é craque em desenho. Há quem bata um bolão em matemática. Outros, marcam um golaço em música. Às vezes a vocação aparece cedo. Em alguns casos, precisa ser explorada, lapidada, cavada bem lá no fundo. Um dia desses, assistindo a uma reportagem sobre o perfil dos jogadores da seleção, descobri que o Neymar, com 4 anos de

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O gajo é Zeus

Cristiano Pan-Helênio (“Cristiano de todos os Helenos”), a quem o célebre templo de Éaco em Egina foi dedicado. Cristiano Xênio: Cristiano, que era o padroeiro da hospitalidade e dos convidados, pronto para vingar qualquer mal cometido a um estrangeiro. Cristiano Órquio: Cristiano protetor dos juramentos. Mentirosos que haviam sido expostos eram forçados a dedicar uma estátua a Cristiano, muitas vezes

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Gajos, eu vi

Meninos, eu vi. Gonçalves Dias começa assim a sua Canção no exílio. Gajos, eu vi. Digo eu vendo o time de Portugal contra a poderosa esquadra espanhola. Gajos, eu vi um craque, tão diferenciado dos outros gajos, que também foi obrigado a criar sua canção no exílio. Ou melhor, 3 sonoras canções: uma de pênalti, uma de frango e outra

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Uma Copa de arrancar os cabelos.

A primeira Copa de que me recordo é a de 66. Lá na Ingla, terra dos Beatles, como alguém um dia me disse. Eu havia pegado a estrada (bem que podia ser a Route 66) para passar as férias na fazenda dos meus tios, em Flora Rica. Cidadezinha desaparecida no mapa de São Paulo naquela época e que continua assim

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Live It Up

A partir de hoje até meados de julho, a terra dos Romanovs é o foco de todos os olhares, apesar do interesse por parte dos brasileiros em relação ao maior evento futebolístico do mundo, depois do sete a um, não se apresentar como dantes, segundo pesquisa; isso é, enquanto a bola não rola nos tapetes verdes. Já vi esse filme

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Meu hino da Copa

Entre os roteiros que escrevi em tempos de Copa, este não foi produzido. Eu queria perfilar crianças vestidas com a camisa da Seleção, cantando: – “Basil, meu Basil basilelo, meu mulato inzonêlo, vô cantati nos meus véssos… O Basil, samba qui dá, bamboleio qui faz gingá, o Basil do meu amô, tela di Nosso Sinhô… Basil! Basil! Pá mim! Pá

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Para não tomar de sete, chute pra frente!

Agora não adianta bater pé, coçar a barba, nem chorar. Se a defesa estava sem linha, era não deixar a bola correr por ali, perigo iminente, e dar de bico. Chutão mesmo. Pro outro lado, a bola rifada dali para o ataque (no mínimo um lateral cedido no caso de uma espinhada, que sufoco; no máximo um escanteio permitido pelo

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Uma abertura quase inesperada

Rússia e Arábia Saudita jogando a abertura de uma Copa do Mundo não é o melhor prenúncio para a competição. Inevitável usar o clichê (e agora trocadilho oficial desta edição) que a coisa tá russa. Quem gosta do bom futebol deve lembrar com saudades da época em que cabia ao campeão da Copa anterior a honra disputar a partida de

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maiakóvski futebol e arte clube

e a abertura da copa? prometia ser mais um jogo sacal, sem o corinthians, como sempre. tinha tudo pra ser pior que o jogo de ontem na bahia. mas confesso que o joguinho até que surpreendeu. um bom amigo, que mora em portugal (e portanto a abertura pra ele foi em moscovo), tinha feito uma anedota que me divertia e

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Copa do mundo numa hora dessas?

Aquele 7×1 foi fatal. Acabou com o élan de décadas que havia entre o torcedor brasileiro e sua Seleção. O momento político nacional é dos mais broxantes da História contemporânea. E, ainda por cima, milhões de pessoas deixaram de assistir à tv aberta, o que turbina bem mais a sensação de esvaziamento do evento russo.  Tudo bem, vai ter Copa,

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carta de intenções

não gosto muito de copa. copa não tem corinthians. logo, não gosto. não tenho outro time. nem na várzea. confesso que não sou desses torcedores que, quando o time vai mal é bem coincidente, dizem assistir todos campeonatos do mundo com a desculpa que gostam mesmo de ver o bom futebol. pois brado, futebol é pros fracos, eu gosto mesmo

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Começou!

Admito que sou viciada em futebol. por isso assisto com o mesmo fervor a um jogo de Copa do Mundo ou a um da Série B. Até da C. Por isso comecei a maratona em torno do maior espetáculo da Terra pensando ver um bom e velho clássico goiano. Foi com jeito de Vila Nova e Goiás no Serra Dourada

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Seleção raiz.

Minha primeira seleção foi formada num time de botões. Meu irmão torcia para o Santos e o time dele era todo certinho. O meu, não. Tinha botão de tampa de relógio, botão de osso, botão de acrílico, botão de casca de coco, botão de madrepérola (meu favorito), botão disputado das caixas de costura da minha mãe. O importante é que fossem

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Balanço das Copas

Na Copa de 1974 eu tinha oito anos e morava em Porto Alegre. Meu avô materno batia com os punhos na cadeira de balanço enquanto Alemanha e Brasil se enfrentaram. Gol de Rivellino cobrando falta, contando com a agachadinha de Jairzinho na barreira [vídeo – Brasil x Alemanha Oriental]. Um pouco antes quando Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental tinham se

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Primeira crônica Copa do Mundo 2018

Não recebo correspondências. Do mundo pouco sei, a não ser o que Oto, meu morcego mensageiro e confidente, me conta quando chega de suas voanças pelos quatro cantos do mundo, seu mundo, pois que os mundos são muitos e cada qual do tamanho de cada pessoa. Meu isolamento é voluntário, movido pelo que vi no mundão de todo mundo e

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A Copa da Rússia

Era para ser uma pelada num campinho de gelo qualquer. Mas o negócio tinha se estendido, e eles começaram a ficar alvoroçados. Como assim? Copa do Mundo aqui na Rússia?  Hoje? Dia 14? Por que não fomos convocados antes?   Gogol Tolstoi Pushkin Gorki Dostoievski Tchekhov Andreiev Goncharov Soljenítsin Maiakovski Babel Turguêniev   Todos convocados para a grande Copa do Mundo

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Uma figurinha

Corria célere o ano de 1970, eu, dez anos de idade, calça curta, assim como os meninos de todo o Brasil, estava motivado pela possibilidade do Tri, que nos escapara quatro anos antes na Copa da Inglaterra. Não que eu soubesse disso na época, pois a lembrança mais remota que tenho, no que se refere a Copa do Mundo foi

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Brincar de crônica e gentileza com os animais

Feliz e honrada com o convite para integrar o time dos “cronistas da Copa”, sobretudo porque a crônica é um imenso desafio para qualquer escritor. Ela parece fácil de fazer, mas é um dos gêneros mais complicados, mesmo para os mais experientes. Como escritora, me arrisco em tudo: conto, novela, romance, cometo até mesmo alguns poemas. Mas a crônica, ah

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1970: noventa milhões em ação.

Havia uma nuvem negra sobre o país, mas se não percebia. O menino de pouco mais de oito anos que se esgueirava pelas ruas ingênuas de uma cidade do interior pernambucano não alcançava a tensão daquelas horas. Tudo recendia à tranquilidade inexistente. Éramos noventa milhões em ação, como cantavam os versos de Miguel Gustavo. Compositor de hilariantes sambas-de-breque cantados por

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Sem seleção, o Brasil para.

Naquele domingo à tarde, a seleção brasileira entraria em campo para seu primeiro compromisso na Copa da Rússia. A disputa aconteceria em Rostov; o adversário, a Suíça. Mas a seleção não apareceu. O juiz decidiu dar alguns minutos de prorrogação e aguardou a presença do escrete canarinho. 15 minutos passaram-se e apenas o time suíço aquecia-se no estádio. Os bandeirinhas

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De volta para o jogo

Não chorei, mas doeu, na alma, no psicológico. Não chorei, mas achei uma merda, fiquei revoltado, perder no Mineirão, em casa de 7 é dose. Estava em um bar vendo o jogo com meu pai, expectativa grande, fantasiado, com o rosto de verde e amarelo. 50 pessoas olhando para a tv e vendo a maior chacota do futebol brasileiro criando

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1O coisas para se fazer caso o Brasil saia, de cara, da Copa

Sim, sempre há uma possibilidade de dar tudo errado. Sempre pode haver uma aparição inesperada de Mick Jagger numa arena. Uma intervenção direta do Papa Chico com o chefe em favor da Argentina.  Ou pior: a camisa pesando tanto que nem o doutor Lasmar vai conseguir fazer nada pela coluna dos jogadores. A menos que você seja um bookmaker na

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Festa do alienado

Talvez a primeira vez que ouvi a expressão copa do mundo tenha sido em 1958, menina pequena, descobri pela animação do meu pai, que algo importante estava acontecendo. Aos poucos foram chegando alguns vizinhos e a euforia tomou conta do pequeno grupo que se acomodou em algumas cadeiras em torno de um rádio de pilhas, se a lembrança estiver certa,

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Que vença o melhor, desde que seja a gente.

Nasci antes da primeira conquista, sou então veterano em ganhar esse caneco.   Na primeira vez, ouvi pela rádio Nacional  o banho contra a Suécia. Era muito pequeno e não entendia bem o porque daquela euforia nas ruas e praças da minha cidade.   Na segunda, no Chile, acompanhei novamente pelo rádio. Não sei se por mandinga, mas eu ouvia

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Vai ter Copa sim! (de novo)

Acontece a cada quatro anos. Impreterivelmente. Quando a gente percebe, eles já estão em campo, peito estufado e a certeza de que, desta vez, sairão vencedores. E olha que dessa vez as chances são grandes. Estão treinando há muito tempo. Desde antes da Copa de 2014. Obviamente, não estou falando do esquadrão brasileiro, que se reuniu há apenas alguns dias.

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Delírio Juvenil

“Cuando así me acosan ansias andariegas Qué pena tan grande me dá ser mujer!”                                         Juana de Ibarbourou   Quando já tudo estivesse perdido, campo-santo em silêncio abandonado, na terrível agonia de um sonho esvaído na arena embandeirada, então eu sentiria

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Tentando driblar a Copa

A gente até tenta se alienar do noticiário massacrante e repetitivo, das pautas sem imaginação que a imprensa em geral nos despeja, enquanto se prepara para faturar, junto com os patrocinadores, no maior espetáculo da Terra. Mas não tem jeito. De repente se aproxima a Copa do Mundo e a gente, quando se dá conta, já comprou o álbum, já

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O capitão sobe aos céus

– Ué. Que lugar é esse? – Não me diga que não sabe. – Hein?! Que susto! Quem é você? – Você pergunta isso desde o dia 21 de junho de 1970. – D-desculpa, não me lembro. – Claro que sim. Há 46 anos você se pergunta, afinal, quem levantou aquela bola. – A bola? – Aquela, com 12 gomos

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Viver a Copa

Esses dias fiquei pensando como seria se minha vida fosse uma Copa. De 4 em 4 anos, eu contrataria um técnico encarregado de me tornar campeã do mundo. Ainda que eu estivesse fora de forma, desacreditada e quase sem apoio da torcida, ele apostaria em mim. De manhã, principalmente nos dias gelados, ele me arrancaria da cama e me faria

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