Cezar Fittipaldi

Crônicas publicadas no projeto.

Observações aleatórias de um observador idem

É inevitável: toda Copa do Mundo de futebol tem suas surpresas, suas zebras, seus “queridinhos instantâneos”, seus momentos de fofura, pessoas que pegam carona na fama de forma voluntária, ou não, nas mega transmissões (quem ainda se lembra dos atributos da bela paraguaia Larissa Riquelme e seu porta-celulares de algumas copas atrás?). Estamos no meio da primeira rodada e é

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Reflexões inócuas do meio da primeira rodada

É inevitável: toda Copa do Mundo de futebol tem suas surpresas, suas zebras, seus “queridinhos instantâneos”, seus momentos de fofura, pessoas que pegam carona na fama de forma voluntária, ou não, nas mega transmissões (quem ainda se lembra dos atributos da bela paraguaia Larissa Riquelme e seu porta-celulares de algumas copas atrás?). Estamos no meio da primeira rodada e é

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A copa “machucada”

A Copa “Machucada” Na falta de um termo melhor, escolhi a palavra “machucada” para definir minha percepção inicial da Copa do Mundo de 2026 que, pela primeira vez, será realizada em três países: EUA, Canadá e México. Buscando em minha memória, a de um senhor com mais de seis décadas de vida, não me lembro de tamanha apatia às vésperas

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Enfim, um mundial de clubes de verdade. Ou quase!

Como palmeirense relapso, se ganhasse um real a cada vez que, ao revelar meu time do coração escuto a (sem graça) piadinha “mas o Palmeiras não tem Mundial”, estaria rico. Bom, talvez não rico de verdade, já que o real não anda valendo muito por estes dias, mas remediado. E, remediado me parece ser esse Mundial de clubes, porque, sinceramente,

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A efêmera ilusão da glória vã

Reflexões no calor da hora sempre são subjetivas demais e correm o risco de perpetrarem injustiças. Passadas as críticas 24 horas desde a eliminação da seleção feminina do Copa do Mundo de futebol, podemos então fazer algumas observações. Toda crônica é, por excelência, subjetiva. E a minha, claro, não poderia ser diferente. Sempre fui meio “ovelha negra”, rés rebelde do

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Madalena

Madalena Eu confesso: fui criado como e, fui machista! Até, que duas coisas aconteceram em minha vida e me fizeram rever conceitos: Madalena e ser pai de meninas. Eu era um desses homens que tinham reservas quanto ao papel das mulheres nos esportes e quiçá, na sociedade. Isso diminuiu muito, felizmente, e ainda estou em processo de melhoria de conceitos

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O Rei maior

Morreu Pelé. Morreu parte de minha identidade como pessoa e principalmente, brasileiro. Desde pequeno, meu pai mencionava o quanto Pelé era diferenciado enquanto jogador de futebol. Mas ele era, naturalmente, muito mais do que isso. Lendas ou fatos a seu respeito existem aos milhares. A de que foi capaz de causar um armistício temporário numa guerra entre dois países africanos

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O moto perpétuo e o mito de Sísifo

É uma coisa tão velha quanto andar para a frente: se repetimos sempre os mesmos erros, como poderemos acertar finalmente? Eu sei, você sabe, todos sabemos. Todos? Bem, não parece. Fácil ser profeta do passado, mas desde o começo a coisa não cheirava bem. Um técnico discutível, no mínimo, refém (voluntário ou não) das muitas maquinações sinistras da CBF. Sinistra

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O sósia

– No meu time você não joga mais! – o grito assustou os jogadores, mesmo aqueles que estavam acostumados aos rompantes de mau humor de Tite, técnico da seleção brasileira na Copa do mundo do Catar. Olhares atônitos seguidos por um silêncio sepulcral. O vocativo, ou seja, o sujeito receptor da ira do técnico era justamente a sua maior estrela:

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A copa das cores e paradoxos: reflexões iniciais após uma semana

Completamos a primeira semana da Copa do Mundo do Catar e temos algumas interessantes constatações: há muito o mundial da Fifa ultrapassou apenas a condição de ser apenas um torneio de futebol. Simbologias, resgates de nacionalismos, brios, revanche, autoafirmação, tudo isso e mais, proporcionado pelo futebol emerge durante essas poucas semanas a cada quatro anos. Para começar com a polêmica

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