Caio Junqueira Maciel

Crônicas publicadas no projeto.

FOME DE BOLA

(Para Ronaldo Guimarães) Éramos meninos e famintos de bola. Éramos meninos e famintos de copas. Comigo começou em 1958. E aprendi a cantar: Garrincha que brilhou lá Suécia, Garrincha que nasceu em Pau Grande. Não sei o que me impressionou mais: a Suécia, com as louras suecas, ou a inveja do Pau Grande. Mas, lá no Sul de Minas, enquanto

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A COPA E A CULPA

(com licença ao Isso é Aquilo, do CDA) A bala perdida e a bola prendida. Os Alison & Ederson & Weverton e o Trio Irakitan O corner e o corneteiro. O escanteio e o descontei-o. A falta e a flauta. O Carlo Ancelotti e o cara do quiosque A penalidade máxima e a venalidade master O gol e o gole

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A COPA E A CULPA

(com licença ao Isso é Aquilo, do CDA) A bala perdida e a bola prendida. Os Alison & Ederson & Weverton e o Trio Irakitan O corner e o corneteiro. O escanteio e o descontei-o. A falta e a flauta. O Carlo Ancelotti e o cara do quiosque A penalidade máxima e a venalidade master O gol e o gole

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UM OUTRO WATERLOO

Perder Sem Glamour: PSG * Palmer Sempre Goleando: PSG * Putz Sem Gols: PSG * Parabéns Sanchez Goleiro: PSG * Puxada Sem Graça: PSG * Pois é, segundo o google (PSG) a puxada, no futebol “refere-se geralmente a um drible ou movimento técnico em que o jogador utiliza o pé para controlar a bola e enganar o adversário, mudando a direção

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O FILHO DO FANTASMA CONTRA SOBRENATURAL DE ALMEIDA

Antes de mais nada, devo dizer que, como brasileiro, torci para o Fluminense. * Embora vascaíno, e deteste o Fluminense, torci para o pó de arroz. * Tenho um problema freudiano com o Fluminense: nos meus sonhos, já torci para esse time. * Uma vez, sonhei que o Fluminense ganhou do Vasco por 2×0, e o jogo foi realizado no

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LAMENTO DAS ARÁBIAS

Busco no meu alforge um alfarrábio contendo apenas palavras de origem árabe. * Maneira de consolar Alcides, meu amigo das arábias, que sofre de achaques e até pensa em mergulhar em um açude após derrota de seu time contra o Fluminense. * Houve violência no jogo, nada de açúcar, mas de açougue. Mas a defesa do Flu estava um alcácer,

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ZÉ CARIOCA CONTRA TOPO GIGIO

Esta crônica, celebrando a vitória do Fluminense contra o Inter de Milão, poderia ser escrita tendo como trilha sonora aquela canção de Adriana Calcanhoto cantando que “Cariocas são bonitos, cariocas são bacanas/ cariocas são sacanas […]. Cariocas nascem bambas, cariocas nascem craques…” * Devo dizer que, embora mineiro, futebolisticamente falando, sou carioca. Pois sou daqueles velhos mineiros do Sul de

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ENTRE O DOURO E O NILO

ENTRE O DOURO E O NILO Deixo de lado o lírico rio Minho, que corta Espanha e norte de Portugal, para dizer que entre o Douro, do Porto, e o lendário Nilo egípcio, houve o transbordamento de uma excelente partida de futebol. * Pois é, no Grupo A, os dois desclassificados Porto e Al Ahly nos deram uma lição simples

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Copa Mundial de Clubes: confuso horário & geográfico

Da altura de seus 91 anos do segundo tempo, mas prevendo longa prorrogação e infinita cobrança de pênaltis, o apreciador de futebol meu sogro Pedrinho está eufórico com a vitória do Botafogo sobre o PSG. E ele me provoca, dizendo que o PSG parecia ser dirigido pelo técnico do Vasco, o Diniz, inclusive as iniciais do time francês parecem indicar

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NO VOSSO E EM MEU CORAÇÃO

NO VOSSO E EM MEU CORAÇÃO Hasteada a bandeira feminina, neste final da Copa, relembro Manuel Bandeira daquele poema que fala da Espanha no coração: “Espanha da liberdade:/ A Espanha de Franco, não!” Falando francamente, nesse domingo meu coração não estava na Austrália: só vi o segundo tempo da disputa entre Inglaterra x Espanha, pois, para usar uma expressão cara

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