Alexandre Brandão

Crônicas publicadas no projeto.

Gols da Noruega

Vinha escrevendo com certa regularidade no “Crônicas da Copa”, mas uma viagem me impediu de manter o ritmo. Pois bem, volto agora como se estivesse no restaurante assistindo ao vexame brasileiro. Vexame, sim. Não culpo a perda do pênalti e lamento que tenha sido desperdiçado pelo Bruno Guimarães, talvez o nosso melhor jogador no campeonato. Agora, cair na rodinha da

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Palavras na marca do pênalti

O jogador já se retirou dos gramados, mas, se não fosse o caso, teríamos um problema. Estou falando do Deley, defensor principalmente do Fluminense, mas com passagens pelo Palmeiras, Botafogo, Volta Redonda e até mesmo pela seleção. Em tempos de diferentes tecnologias utilizadas na transmissão dos jogos, o que ocasiona o tal delay, o nome do jogador e essa praga

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Made in Paraguai

Sejamos sinceros, o Paraguai sofre todo o tipo de preconceito dos brasileiros. Tudo começou lá no século XIX. A tal guerra que nos deu um herói, Duque de Caxias, foi de fato um extermínio de paraguaios. Uma coisa feia, quer dizer, uma coisa cruel e merecedora de punição internacional. Naquela época, não havia esse olhar. Hoje, ainda que demore bastante,

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Dos pés às mãos

Camus – amigo e depois não mais amigo de Sartre, autor de “O estrangeiro” e defensor da ideia de que o suicídio é de fato uma questão filosófica – antes de ter tamanha visibilidade e conquistar o Nobel de Literatura, em 1957, foi goleiro. Ao que parece, mesmo não seguindo a carreira, o argelino teve o esporte como uma metáfora

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Roomday

Se dia 16 de junho se comemora o Bloomday, personagem do livro Ulisses, de Joyce, dia 20 será lembrado como Roomday, o dia em que o goleiro de Curaçâo fechou o gol às más intenções equatorianas. Dia 16 foi o dia que o personagem de Joyce cortou as ruas de Dublin, dia 20, o que Room não fez mais que

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Bola na treva

Um surfista fez dois dos três gols do Brasil sobre o Haiti. Devemos nos alegrar, ainda mais sabendo que o rapaz é da Paraíba, estado de grandes amigos meus, em particular de Maria Valéria Rezende. Quer dizer, a religiosa e escritora nasceu em Santos e viajou meio mundo antes de ser adotada por aquele pedaço de chão que é onde

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Ao som de Belchior

Enfim, um tango argentino me vai bem melhor que um pagodinho meia boca tão do gosto de nossos jogadores. Messi, o jovem senhor de trinta e nove anos, não é tão complexo como o bandoneon, mas seu desempenho se assemelha ao toque mágico do Astor Piazzolla, que escreveu, no momento de luto pela morte do pai, “Adios Nonino”, mas, ao

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Nem sempre os miúdos

Não sou desses que estão sempre torcendo pelo time mais fraco. Gosto de futebol bem jogado, seja por quem for, quer dizer, desde que o Botafogo, ora grande, ora pequeno, não esteja em campo. Nesse caso, jogando feio ou não, é por ele que torço, é para ele que olho. Se ganha, mérito do time; se perde, responsabilidade do time.

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Em língua estranha

Na caminhada matutina, embiquei para os lados da Urca. Sem querer saber de futebol, pesado pelo empate da noite anterior, entrei na pista Cláudio Coutinho. Onde? Ah, minha gente, a psicologia revela nossas armadilhas, escarafuncha que escarafuncha, e lá estamos nós nos traindo repetidas vezes. Como é possível não querer saber de futebol passeando na pista nomeada pelo técnico da

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Pernas de ferro

Roubam-nos tantas coisas: Bem agora, da Estrada de Ferro Oeste de Minas, em Prado, Minas Gerais, uma ponte montada no século XIX, quando ainda se esperava a integração nacional por via ferroviária – ideia que nos foi sendo subtraída aos poucos e finalmente descartada por Juscelino e os militares. Aproveitando o abandono, há bastante tempo algum larápio da minha Passos

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