TORCER CONTRA, O DILEMA
Futebol? Ora, o futebol. Pra que? Mesmo assim, o momento
O site Crônicas da Copa é a maior iniciativa de valorização da crônica esportiva do Brasil, quiçá do mundo, considerando que este gênero é tão nosso. Durante as Copas do Mundo de futebol masculino e feminino, em 2018, 2019, 2022 e 2024 foram publicadas mais de 700 crônicas esportivas, de mais de 70 autores. Em 2020, o projeto se ampliou e deu origem ao site Crônicas Olímpicas, dedicado a cobrir os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Trata-se de um projeto cultural sem fins lucrativos. Saiba mais aqui.
Seja bem-vindo(a), delicie-se com as crônicas e compartilhe esta iniciativa.
Futebol? Ora, o futebol. Pra que? Mesmo assim, o momento
O cenário é surreal: em vez de estarem nas pradarias
É como um livro que você vai ralentando, sorvendo as
Sinto muito, mas vou contar uma piada velha, devidamente atualizada.
Confesso que perdi o timing para escrever várias crônicas que
Vinha escrevendo com certa regularidade no “Crônicas da Copa”, mas
Busco no meu alforge um alfarrábio contendo apenas palavras de
O campeonato Mundial Inter Clubes se afunila, chega aos momentos
O resultado inesperado (mas nem tanto) do Al Hilal contra
Esta crônica, celebrando a vitória do Fluminense contra o Inter
Da altura de seus 91 anos do segundo tempo, mas
Como palmeirense relapso, se ganhasse um real a cada vez
As meninas da seleção brasileira de futebol voaram mais de 15 mil quilômetros, até a Austrália. Com direito a uma paradinha para esticar as pernas,
A seleção brasileira de futebol feminino já desembarcou na Austrália e, dia 24 de julho estreará no Mundial. A Austrália fica a 15.569 km do
PELÉ: O FUTEBOL É UM CAXAMBU DE SURPRESAS “que voltem sorriso e fé ao reino do rei pelé.” (Affonso Ávila, “Cantiga do Rei Pelé”) A
Havia sido um amistoso seguido de vitória, como de costume. No centro do ônibus, reunidos, falávamos sobre a vida, entoávamos sambas conhecidos por todos, encarnávamos
A mãe, escandalosa como sempre, berrava, enquanto eu sumia pela praia em busca das águas quentes da Enseada. Por puro masoquismo, ela assistiu ao filme
Pelé do rádio. Pelé do basquete. Pelé dos mecânicos. Pelé dos violonistas. Pelé do sax. E a alcunha final, destinada ao próprio, sem qualquer falta
Morreu Pelé. Morreu parte de minha identidade como pessoa e principalmente, brasileiro. Desde pequeno, meu pai mencionava o quanto Pelé era diferenciado enquanto jogador de
Em casa, Pelé era um nome proibido. Meu pai, corintiano fanático , simplesmente o detestava. Na época, só dava Santos. Havia um programa de TV