Copa 2026

D. ELSA ESTÁ DANADA

Na esquina de minha rua, há uma bomboniere que serve um café divino. Quem comanda a lojinha é D. Elsa, uma senhora amável até dizer chega, portuguesa de nascimento, brasilianista de carteirinha (não acha graça no Neymar, conhece muito MPB e se espanta com a tal família nociva e armada que se imiscuiu no Brasil). É lá que começo meu dia. Conversar com D. Elsa é energia para seguir adiante.

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DE COMO UMA OLHEIRA PODE RESOLVER O PROBLEMA DA SELEÇÃO

(para Sérgio Fantini; Aluísio Sá; Francisco de Morais Mendes; Gilberto Xavier e Hugo Almeida.) Olha, nasci em 1952 e foi só no fim dessa década que vi a primeira mulher de calças compridas: foi minha tia Diguinha. E foi no começo da década de 1960 que vi a primeira mulher guiando uma kombi, foi a dona Nísia, mulher do seu Tilu. Hoje é o que se vê, tem até mulher

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Ao som de Belchior

Enfim, um tango argentino me vai bem melhor que um pagodinho meia boca tão do gosto de nossos jogadores. Messi, o jovem senhor de trinta e nove anos, não é tão complexo como o bandoneon, mas seu desempenho se assemelha ao toque mágico do Astor Piazzolla, que escreveu, no momento de luto pela morte do pai, “Adios Nonino”, mas, ao La Pulga, poderia ter dedicado o espetacular “Libertango”. O tango

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O insubstituível

Nos bastidores da Seleção, o clima é de expectativa. Não por causa de Neymar, que ainda ensaia sua entrada triunfal depois da fase de grupos, mas por causa de outro protagonista: Lesão. Lesão já está em concentração há semanas. Começou discretamente numa panturrilha. Agora, segundo novas informações, poderá estrear contra o Haiti usando a lendária camisa 10. A escolha não surpreende. Afinal, Lesão tem uma longa história na Seleção. Frequenta

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Não consigo ignorar uma Copa do Mundo

De quatro em quatro anos meus aniversários são em clima de Copa do Mundo, junho é o mês do futebol. Esse ano não foi diferente, não pude escapar, ainda mais com o jogo da seleção brasileira dia 13 de junho – dia de Santo Antônio, Fernando Pessoa, Rita Cadillac e meu. Se em alguns anos, em momentos mais reflexivos, bucólicos ou de pouca grana ignoro a efeméride e no máximo

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Observações aleatórias de um observador idem

É inevitável: toda Copa do Mundo de futebol tem suas surpresas, suas zebras, seus “queridinhos instantâneos”, seus momentos de fofura, pessoas que pegam carona na fama de forma voluntária, ou não, nas mega transmissões (quem ainda se lembra dos atributos da bela paraguaia Larissa Riquelme e seu porta-celulares de algumas copas atrás?). Estamos no meio da primeira rodada e é precoce fazer previsões e cravar favoritos. Mas temos alguns temas

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Reflexões inócuas do meio da primeira rodada

É inevitável: toda Copa do Mundo de futebol tem suas surpresas, suas zebras, seus “queridinhos instantâneos”, seus momentos de fofura, pessoas que pegam carona na fama de forma voluntária, ou não, nas mega transmissões (quem ainda se lembra dos atributos da bela paraguaia Larissa Riquelme e seu porta-celulares de algumas copas atrás?). Estamos no meio da primeira rodada e é precoce fazer previsões e cravar favoritos. Mas temos alguns temas

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Nem sempre os miúdos

Não sou desses que estão sempre torcendo pelo time mais fraco. Gosto de futebol bem jogado, seja por quem for, quer dizer, desde que o Botafogo, ora grande, ora pequeno, não esteja em campo. Nesse caso, jogando feio ou não, é por ele que torço, é para ele que olho. Se ganha, mérito do time; se perde, responsabilidade do time. Os outros são detalhe. Na Copa tudo fica nublado. Não

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NÃO É SÓ FUTEBOL

Final da Copa de 1962. Família reunida em torno do rádio de válvula torcendo pelo Brasil. Que era favorito. Tinha Garrincha, Didi, Nilton Santos, Vavá, Amarildo, Zagallo, entre outros que se eternizavam no meu álbum de figurinhas. Logo aos primeiros minutos de jogo, entre chiados e ruídos, ouve-se a voz desolada do locutor. “Gol da Tchecoslováquia, meus amigos.” Desânimo geral. Quase geral, não fosse uma providência tática de quem menos

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FÚRIA É A VOVOZINHA

O nome dele é Josimar, igual ao craque da seleção canarinho, que o pai fez questão de registrar o filho. Vozinha é o apelido, recebido quando criança pois era nos braços da vovozinha, Maria Senhoria, que ele se sentia seguro ao perder ou estar em perigo. Fúria é também o apelido da seleção espanhola, que hoje esbarrou no Vozinha, em tarde épica. Aliás, creio que neste momento todos os jogadores

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