Nos bastidores da Seleção, o clima é de expectativa. Não por causa de Neymar, que ainda ensaia sua entrada triunfal depois da fase de grupos, mas por causa de outro protagonista: Lesão.
Lesão já está em concentração há semanas. Começou discretamente numa panturrilha. Agora, segundo novas informações, poderá estrear contra o Haiti usando a lendária camisa 10.
A escolha não surpreende. Afinal, Lesão tem uma longa história na Seleção. Frequenta todos os jogadores, conhece a comissão técnica, os médicos, os fisioterapeutas, os massagistas e até o motorista do ônibus. Em algumas gerações, teve mais convocações que Pelé.
Nos treinos, mostrou categoria. Driblou exames, tabelou com o departamento médico e aplicou um chapéu em três ressonâncias magnéticas. A imprensa esportiva já fala em sua capacidade de decidir sem sequer tocar na bola.
Contra o Haiti, a expectativa é enorme. Se entrar bem, Lesão poderá ampliar sua participação no torneio. Se acabar com alguma contusão, também.
Em entrevista recente a um jornal europeu, Lesão falou sobre o momento.
— Estou vivendo minha melhor fase. Trabalhei muito para chegar até aqui. Muita dedicação, repouso e bastante fisioterapia — declarou.
Questionado sobre a concorrência, respondeu com humildade:
— Respeito muito Cãibra e Entorse. São grandes nomes. Mas cada um tem seu estilo.
Já um jogador que preferiu não se identificar revelou preocupação:
— Você acorda bem, toma café, alonga, faz tudo certo. Quando percebe, ele já está no banco de reservas esperando uma oportunidade.
A polêmica só aumenta. Hoje, fontes próximas à Seleção Brasileira garantiram que Lesão só não foi fotografado com o time titular porque estava em tratamento.
É como dizia um comentarista da era do rádio: no futebol brasileiro, o futuro é incerto. Lesão, não.