Obrigada, Cabo Verde ( antes mais tarde do que nunca mais )

Escrevo neste momento para me desviar de um assunto preocupante.
Preciso de um desvio certeiro, que nem o chute do Sidny Lopes Cabral, quando fez o segundo gol para o Cabo Verde.
Sei que muito já se escreveu sobre a sensação que todos nós fomos dormir ontem, por causa de Argentina X Cabo Verde.
Antes mais tarde do que nunca mais.
Eu achei tão surreal aquele time de negros bonitos dando um suadouro no time de branquelos boquiabertos . Foi irônico. Argentinos parecem racistas. É o que ouvimos nos noticiários, volta e meia. O cara foi pra delegacia porque cometeu crime de racismo, aí descobrem que ele era argentino.
Claro que existem argentinos legais, normais, que preferem a cor branca apenas porque simboliza a paz.
Mas voltando ao jogo. Este time do Cabo Verde goleou meu coração.
Me trouxe uma baita lição, já apagada na memória: temos que acreditar até o fim.
A raça, a gana que eles mostraram me despertou a vontade de resolver todos os entraves da vida, desde um simples varal torto de roupa até um problema familiar complicado.
Temos que acreditar, esta frase estava em maiúsculas na testa de Vozinha, gritando para os meus olhos.
Além de goleiro, Vozinha deve ser uma pessoa de igual valor. Eu o vi bater palma quando a Argentina desempatou mais uma vez. Bateu palma, talvez por apreciar um gol bem feito, mesmo que fosse contra o seu.
Fui dormir feliz porque percebi que o mundo pode ser melhor, basta a gente enxergar a coragem dos jogadores do time do Cabo Verde.
No meu coração eles venceram.
Já na minha cabeça eu fiz um desvio tão preciso quanto aquele do Cabral.
Pronta para enfrentar a bola quadrada que a vida mandar.
Sou Vozinha, eu agarro.
( se não agarrar, tudo bem, vamos agradecer e superar).

Compartilhar:

Curta nossa página no Facebook e acompanhe as crônicas mais recentes.