MOLEZA E ESPINHA DE BACALHAU

Lentamente a maior Copa de Todos os Tempos, versão 2026, vai se afunilando e ganhando forma enquanto mentes criativas já estão a pleno vapor para organizar a próxima Maior de Todas as Copas, que deve acomodar 64 países. A favor podemos alimentar desde já a possibilidade do surgimento de gratas surpresas, como a sensação Cabo Verde, que já fez história. Se eu fosse de Fernando de Noronha ou de Cananéia estaria sonhando em participar da próxima Copa. O sonho de participar de uma Copa é viável para qualquer, basta ter um campinho e ser patrocinado por uma bet… (bet e não Beth, seja lá o que queira dizer… porque “bet” e não “bat” ou “but”? Os linguistas que expliquem). Esta é uma das maravilhas do Capitalismo: todos os sonhos são possíveis, além dos já assegurados 15 minutos de fama. Na maior Copa, todos os jogos tem atrativo especial, mesmo aqueles muito ruins vale a emoção da disputa. Cada qual colabora com o que pode. E tem!
Já faz algum tempo que se convencionou a expressão “não existe jogo fácil” É justo que seja assim, pois, “o jogo é jogado e bacalhau é pescado.”

Opa! Alguém lembrou de bacalhau? Bacalhau norueguês, pura moleza aquelas tenras, nutritivas e deliciosas carnes brancas? Noutros tempos eu estaria apostando quanto seria… 6 a 0, tipo “3 vira, 6 acaba?” Em vez de ficarmos discutindo táticas e esquemas táticos, deveríamos estar preocupados com a receita. Que azeite usar? Qual o vinho? Eu vou de tinto, português de preferência, mas temos bons nacionais brasileiros…
Mas nem tudo é o que parece. A Noruega, talvez por estar localizada numa zona limítrofe do planeta, no oposto da abundância tropical, aprendeu ao longo de milhares de anos que discrição e canja de galinha não faz mal… São ricos, mas não ostentam. Educação é bem precioso. As reservas de petróleo são bem coletivos, é a poupança para o bem estar futuro – desde que o Trump não decida que as reservas são dele, Trump! Afinal, quem decide é ele, o Chefe, The Boss! Mas não nos alarmemos, cada coisa a seu tempo.
Podemos preparar um bom bacalhau para degustar durante a partida, mas atenção: nosso retrospecto contra eles não é nada favorável. Quer dizer, nunca ganhamos deles! Temos um grande espinho de bacalhau atravessado em nossa garganta. Fosse eu o Carletto Ancelotti, convocaria o Maestro Severino Araújo para o lugar do contundido Lucas Paquetá. E surpreenderia com um arranjo especial para “Espinha de Bacalhau”, com violões, violas caipiras, clarinetes, flautas e batuques! Muito batuque, para deixar os noruegueses zonzos!

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