OITAVA NA PENEIRA, OITAVA PENEIRANDO

Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando…
E o Brasil cai nas oitavas da final.
Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo?
Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
Claro que levou. Um, dois, Podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
O futebol não é uma caixinha de surpresas.
È um caixão, com sua presa.
Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

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