UM JOGADOR QUE SEMPRE AMANHECE

Inevitável, logo após ver Argentina e Áustria, lembrar-me do poeta simbolista português, Eugênio de Castro, que leva a musicalidade aos píncaros do sonho naqueles célebres versos: “Na messe, que enlouquece, estremece a quermesse…/ O sol, o celestial girassol, esmorece…”
Só que não quero falar do Eugênio, mas do gênio argentino. Que nunca esmorece, pois eis que ele é um girassol vibrante rodopiante que compare em cada jogada a cada instante. O comentário que agora lanço foi feito por minha mulher Francisca, companheira de 46 anos, que pouco entende de futebol, mas acertou na mosca ao ver o segundo gol de Messi: “uai, como ele faz para se desdobrar em dois? Ele chutou e ele mesmo recebeu a bola para marcar o gol!” Pois é, parece coisa de desenho animado!
Messi rima com messe, que sabemos ser seara madura pronta para ser ceifada, mas ele é colheita ou safra que nunca é podada. Esquece quem pensa que que Messi acabou, pois ele começa sempre, como o sol em cada alvorada.
Se o Brasil não for longe, Manuel Bandeira nos dá o velho conselho: resta-nos dançar o tango argentino!

Compartilhar:

Curta nossa página no Facebook e acompanhe as crônicas mais recentes.