Crônica

Em defesa de Daniel Alves.

Depois da convocação do Tite, Daniel pensou que ia para o céu, mas muita gente desejou o inferno para ele. Quanta maldade com um dos maiores laterais direitos que o Brasil já revelou. Aliás, revelado lá no nordeste, em Juazeiro da Bahia onde nasceu, cidade que é prodigiosa em ter filhos talentosos. Além dele, só para mostrar como Juazeiro bate um bolão, João Gilberto e Ivete Sangalo engrossam esta lista.

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O absurdo mundo do futebol

“Acordar, bonde, quatro horas no escritório ou na fábrica, almoço, bonde, quatro horas de trabalho, jantar, sono e segunda terça quarta quinta sexta e sábado no mesmo ritmo. Um belo dia, surge o “por quê” e tudo começa a entrar em lassidão tingida de assombro. A lassidão está ao final dos atos de uma vida marginal, mas inaugura ao mesmo tempo um movimento da consciência. Ela o desperta e provoca

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COM QUE COR EU VOU?

Quem diria que a maior dúvida que tenho sobre a Copa são as cores que usarei para torcer. Minha camiseta azul de tantas copas e, pelo menos dois campeonatos mundiais, vai continuar na gaveta. Não dá para ser confundido com os bozoloides que estão nas portas dos quartéis pedindo a volta dos milicos. Seria muito pra minha cabeça se cruzasse com um deles no caminho do boteco e ele acenasse

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Se buzinar, não torça

Peguei um uber na quinta à noite. O jovem motorista era grande. Forte. Assim que entrei, ele já foi falando: — Tá indo pralgum rolê? — Nada. Fui ver o jogo do Corinthians na casa do meu filho. — Ouvi qualquer coisa aqui no rádio. Deu um branco de alguns segundos na conversa. Passamos na frente de um bar lotado, com as pessoas festejando a vitória do Timão, tocando aquela

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VESTIU UMA CAMISA AMARELA E SAIU POR AÍ

Abri o armário e ela foi logo se atirando em cima de mim, num abraço que nem abraço de gente. Suas mangas enroscaram minha nuca e eu a envolvi nos meus braços. Rodopiamos. – Que saudade! – Nem fala… – Você foi sequestrada e eu achava que nunca mais íamos nos encontrar. – Passou, passou, passou! – Agora vamos sair por aí, sem vergonha de sair por aí. – Mostrando

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Palpitando sobre o impalpitável

Dar pitaco é típico dos boleiros de samba-canção, afundados nos sofás, homens de olhos rubi estatelados em frente ao televisor. Este ofício de confeccionar crônicas esportivas durante um dos maiores eventos do planeta também é um chute e tanto. Nunca fui muito fã dos comentaristas dos jogos. Sejam eles de futebol, olimpíadas, basquete, ou de um Fifa 2018 no PlayStation 4, sempre tiro os malas dos fala-falas chacrilongos e deixo

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Camisa 10

Novembro tem tudo para ser o mês do ano, e não digo isso por ter nascido nele muitos anos atrás, antes mesmo de o Brasil ser bicampeão mundial. O que justifica esse protagonismo é que, ao longo de seus trinta dias, teremos grande parte da Copa e o início da transição de governo. Logo de cara, o dia sete promete revelar quem são os convocados do Tite. Não haverá muita

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Vão se catar!

Argentina, va se catar! Equador, va se catar! Holanda, ga se catar! Senegal, allez se catar! Catar, تذهب se catar! Estados Unidos, go se catar! Inglaterra, go se catar! Irã, به se catar! País de Gales, go se catar! Arábia Saudita, تذهب se catar! México, va se catar! Polônia, jedzie se catar! Austrália, go se catar! Dinamarca, gå se catar! França, allez se catar! Tunísia, تذهب se catar! Alemanha, geht

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A gente não quer mais marcar gol contra

Das entrelinhas de “Comida” (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto), lançada pelos Titãs, em 1987, pode-se evocar o complexo de inferioridade do cidadão brasileiro, batizado de vira-latas por Nelson Rodrigues, nos anos 1950. Mas a música vai além ao agregar reivindicações. Ter comida é essencial, mas não basta, pois, como lembra Jesus, o ser humano não vive só do pão – existe anseio por algo mais. Então, os autores

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Não vou mais pintar a rua

Dia 04 de novembro de 2022. Faltam 20 dias pra estreia do Brasil em mais uma Copa do Mundo. Seguramente a Copa que menos tem me empolgado pra torcer. Aquele brilho intenso que senti pela primeira vez na Copa de 1986 vem se apagando. Antigamente, em épocas como essa, os muros e as ruas de toda a vizinhança eram pintados de verde-amarelo. Algumas pessoas se arriscavam a desenhar os mascotes,

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