Crônica

Molecada artilheira

Ronaldo. Tostão. Reinaldo. Coutinho. Leônidas. Fred. Casagrande. Careca. Juari. Adriano. Dario. Roberto. Adão. Luis Fabiano. Vavá. Nunes. Serginho. Jardel. Washington. Ricardo Oliveira. Túlio. Dodô. Gabriel. Romário. Fenômeno. Criativo. Diferente. Tabela. Diamante Negro. Carismático. Crítico. Habilidoso. Veloz. Imperador. Peito de Aço. Dinamite. Elegante. Fabuloso. Rompedor. Decisivo. Canhoto. Cabeceador. Casal 20. Pastor. Maravilha. Gol bonito. Gol. Baixinho. Filhos do Brasil.

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As lágrimas de Thiago

Há oito anos atrás, Thiago chorou e foi crucificado. Tudo por expressar sua emoção em uma catarse pouco comum para os padrões masculinos. Thiago nos permitiu assistir ao vivo um choro humanizador e foi desprezado pela maioria. Até aí nenhuma surpresa. Inédito seria a exaltação da sua sensibilidade masculina. Buscando registros antigos encontrei apenas um texto, do jornalista Adão Júnior, valorizando essas lágrimas. Adão argumentou que Thiago, menino negro que

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MÃOS AO ALTO: ISTO É UMA COPA!

O escritor uruguaio Eduardo Galeano era apaixonado por futebol. Sempre que chegava uma Copa, ele colocava uma placa na porta de casa: “fechado para futebol”. E só tirava de lá depois do fim da competição. Mas como surgiu esse esporte que to mou conta do planeta? Dois ingleses, Sir Paul e Sir Peter (inglês adora ser sir), andavam por uma estrada e encontraram uma bola. Sir Paul deu uns chutes

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Mané não perdeu

Mané, quando foi preciso, elevou ainda mais nosso país. Mané era sim um patriota. Da cabeça ao coração na ponta das chuteiras. Mané, para assombrar o mundo e dar o Bi-Mundial ao Brasil, usou e abusou de suas pernas tortas e do talento de entortar qualquer cintura dura que aparecesse. Mané foi sempre à frente do seu tempo, sem precisar jamais ir à frente de qualquer tiro de guerra. Sua

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O FANTASMA DE 66

Numa tarde de julho de 1966, eu era escoteiro (confesso e indesculpável deslize infanto-juvenil) em plena armação de um acampamento numa fazenda infestada de carrapato. À primeira estacada na barraca, apareceu do mato um dos chefes de patrulha. Gago. – Hun hun hun gria um a ze ze ro. Na segunda martelada, ele de novo: – Hun hun hun gria do do do dois a ze ze zero. E com

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Com que Roupa?

Não estou sozinho, aliás, estou bem acompanhado. Dizem que o poeta Carlos Drummond de Andrade, como eu, se enfeitava de camisa nova para ver os jogos da seleção brasileira. Gosto do ritual. Ir à loja desportiva mais próxima e comprar, por preço sem sempre justo para o consumidor, uma camisa da Canarinho, e nos dias de jogos, copos de cerveja à mão, sofrer e me alegrar, solidário aos locutores televisivos.

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Vizinho

VIZINHO Quando vi meu vizinho pintar a bandeira do Brasil no meio da rua, logo desconfiei: estava chegando a Copa do Mundo. Animados, ele e os filhos repintavam a bandeira em cima do asfalto, depois de quatro anos. E renovavam as esperanças de poder gritar “campeão”. Os filhos são pequenos, nunca viram o Brasil ser campeão, acho até que duvidam que tenha sido, mas enfim, lá estão eles se divertindo.

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O resultado de sempre

Essa é uma copa que, após muitos anos, não assistirei em companhia de meu pai. Ele se foi em Agosto. Se ela tivesse sido em Julho, como sempre acontecia, ainda teria dado tempo. Embora nos últimos dias ele não estivesse mais tão interessado no esporte que mais gostava. Vivemos seus últimos doze anos de vida grudados. Aliás, toda nossa pequena família se juntou à sua volta, enchendo-o de cuidados e

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AMAR ELA

AMAR ELA Que seria do amarelo Sem o mundo paralelo? Que seria da amarela Se tivermos asco dela? Vou voltar ao tempo: usei a camisa amarelinha pela primeira vez na parada de 7 de setembro de 1958. Calção azul, camisa amarela, meias brancas, com beirada verde e amarela, e um miserável par de chuteiras apertadas. Até hoje me doem os dedos. Ainda menino, vi num álbum de figurinhas de meu

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Sem apelidos

Era tarde quando liguei a TV. Os vinte e seis já tinham sido anunciados e os nomes com as fotos apareciam de tempos em tempos numa faixa sobreposta às imagens da entrevista coletiva. Dei a sorte, no entanto, de pegar esta faixa recomeçando com a lista naquele exato momento. E o começo das listas, todos sabem, é sempre com os goleiros. Lá estavam Alisson, Ederson e Weverton. Os três nomes

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