Muitos supõem que a Copa do Mundo é uma assembleia da humanidade. Tolice. Ela é, antes de tudo, um desfile de nações interessadas e organizadas para trocar pontapés regulamentares. A curiosa ausência da China, portanto, não é um mistério, mas uma opção política.
Quando governos se convencem de que a História lhes reservou um papel mais nobre do que correr atrás de um balão, acabam descobrindo que não precisam sentir tantas saudades da pelota.
A China prefere planejar séculos a pensar sobre noventa minutos.