Ao terminar o jogo em que a Argentina ganhou da Inglaterra de virada, um velho roqueiro estava chorando no banheiro do estádio Mercedes Benz, em Atlanta. Um argentino aproximou-se dele e traduziu em sua língua o que o Mick Jagger sussurrava, em feitio de oração:
La victoria es una dama difícil de complacer…
Tengo que decir adiós
Tengo que dejarla ir.
No logro encontrar satisfacción
Porque lo intento, lo intento, lo intento
Pues ya ves que llevo una racha de derrotas interminable
Bueno, esta podría ser la última vez…
No me llames si quieres llorar
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Caio Junqueira Maciel
Caio Junqueira Maciel nasceu em Cruzília, MG. É mestre em Literatura Brasileira pela UFMG. Autor de vários livros de poemas, entre eles, Pele de Jabuticaba, Os sete sábios da Grécia & outros poemas safados e Igrejinha do Rosário (Urutau & Hecatombe). Contista de Cartões de crédito para gastar no inferno (Urutau Hecatombe), Micros-Beagá (Pangeia). Romancista de Um estranho no Minho (editora Viseu). Ensaísta de A escritura do tempo na poesia de Dantas Mota (Appris), O sangue que rejuvenesce o conde Drácula (Caravana). Participou de várias antologias de poemas e contos, entre as quais Jovens contos eróticos (editora brasiliense); Entrelinhas, Entremontes: versos contemporâneos mineiros (Editora Quixote)Todos os Saramagos (Páginas editora) Letrista musical, tem parceria com Zebeto Corrêa nos CDs Trilhas da Literatura Brasileira, Recados de Minas e Era uma voz: sonetos só pra netos. Em 2022 publicou o livro de crônicas Dia das mãos (editora Urutau) e lançará brevemente, para a coleção BH: a cidade de cada um, o livro Floresta(ed. Conceito).
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