O empate é solidário aos que ficam em cima do muro.
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Devolvam ao empate a dignidade dos que lutam pela igualdade.
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O empate não atravessa a faixa de Gaza.
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O empate não é contra nem a favor, muito antes pelo contrário.
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Na casa do empate não há moradas que cheguem.
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O empate depende do contexto.
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O empate não é um ponto de vista: é apenas um ponto.
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Importante, impetuoso e impávido é o empate aos 45 do segundo tempo.
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O empate detesta acréscimos.
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Um embate com empate abate os ânimos.
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O empate é patético sibilino e susta qualquer raciocínio.
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O empate é assim meio que fofoqueiro.
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O empate emputece.
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Caio Junqueira Maciel
Caio Junqueira Maciel nasceu em Cruzília, MG. É mestre em Literatura Brasileira pela UFMG. Autor de vários livros de poemas, entre eles, Pele de Jabuticaba, Os sete sábios da Grécia & outros poemas safados e Igrejinha do Rosário (Urutau & Hecatombe). Contista de Cartões de crédito para gastar no inferno (Urutau Hecatombe), Micros-Beagá (Pangeia). Romancista de Um estranho no Minho (editora Viseu). Ensaísta de A escritura do tempo na poesia de Dantas Mota (Appris), O sangue que rejuvenesce o conde Drácula (Caravana). Participou de várias antologias de poemas e contos, entre as quais Jovens contos eróticos (editora brasiliense); Entrelinhas, Entremontes: versos contemporâneos mineiros (Editora Quixote)Todos os Saramagos (Páginas editora) Letrista musical, tem parceria com Zebeto Corrêa nos CDs Trilhas da Literatura Brasileira, Recados de Minas e Era uma voz: sonetos só pra netos. Em 2022 publicou o livro de crônicas Dia das mãos (editora Urutau) e lançará brevemente, para a coleção BH: a cidade de cada um, o livro Floresta(ed. Conceito).
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