Caio Junqueira Maciel

Crônicas publicadas no projeto.

A METRALHA NOS MATRAQUILHOS

A METRALHA NOS MATRAQUILHOS O Brasil ganhou de 1×0 da Suíça. Um português trocadilharia: só isso? Pois o jornal luso “A Bola” hoje estampa em sua parangona, aliás, manchete: “Chocolate para os quartos”, enquanto o diário esportivo “Record” propaga: “Ramos faz história”. É, ontem foi a procissão de Ramos em Portugal, cuja equipa fez seis golos numa oitava de final.

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O BOBO DE ALBION

O BOBO DE ALBION Estão dizendo aí que não há mais bobo no futebol. Mas vejo um tolo na colina que vê o mundo girar feito uma bola. A bola, jogada com os pés, brotou lá na velha Albion. Aliás, encontro numa passagem de Rei Lear, de Shakespeare, um trecho em que, em seu delírio, o Bobo afirma: “Quando os

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COPOS E COPAS: GOLES E GOLEADAS

COPOS NAS COPAS: DE GOLES E GOLEADAS Há em Belo Horizonte um bar chamado Ali Ba-bar onde eu costumar ir ali beber. Uns quarenta litrões… Não, não eu, que não tive ali meu fígado afogado, mas o Cassim, um assim daqueles velhos boêmios, amante de futebol, que era também metido a poeta, gostava de levar um livro para o boteco

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MINHA CHUTEIRA FLORIDA

MINHA CHUTEIRA FLORIDA Quem conhece Mário Quintana, já ouviu falar do seu divertido Sapato florido, livro em que a poesia, a prosa surpreendente, o surrealismo inesperado sempre dá as caras ou os pés. Há um texto que sempre admirei, sobre Mr. Wong: é um personagem chinês que mora dentro da gente, “nem bom, nem mau: gratuito”. Deixo o Quintana explicar:

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UMA PAIXÃO CHAMADA WANDA

UMA PAIXÃO CHAMADA WANDA Só quem tem os olhos vendados não vê a propaganda que ronda os estádios da Copa. Como não tenho olhos vendidos e não entendo nada de renmimbi ou yuan, dinheiro chinês, não pretendo engrossar a conta do conglomerado Wanda, que anuncia sua marca na beirada dos gramados. Este texto vai wandar por outras paragens.Toda vez que

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SOBRENATURAL DE AL-MEIDA E A RAINHA DE COPAS

SOBRENATURAL DE AL-MEIDA E A RAINHA DE COPAS Nélson Rodrigues tornou imortal a figura de Sobrenatural de Almeida, aquele personagem misterioso que, num piscar de olhos, entra numa partida de futebol e muda todo o panorama do jogo. Há os clássicos no futebol, aqueles times que se equivalem e não há favoritos, qualquer um deles pode ganhar. Porém, há aqueles

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AGARRE A CÓLERA DOS DEUSES

AGARRE A CÓLERA DOS DEUSES Não, não se trata aqui de falar daquele incrível filme alemão do Herzog, de 1972, em que exploradores liderados pelo nobre Pedro de Ursua – interpretado pelo magnífico Klaus Kinski – vieram em busca do Eldorado, na Amazônia. Com perdão do trocadilho, mas o agarre aí está mesmo é ligado à condição do goleiro, que,

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AMAR ELA

AMAR ELA Que seria do amarelo Sem o mundo paralelo? Que seria da amarela Se tivermos asco dela? Vou voltar ao tempo: usei a camisa amarelinha pela primeira vez na parada de 7 de setembro de 1958. Calção azul, camisa amarela, meias brancas, com beirada verde e amarela, e um miserável par de chuteiras apertadas. Até hoje me doem os

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COPA DO MUNDO NO KIKUIO

COPA DO MUNDO NO KIKUIO Já disseram que futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes. Para mim, futebol é a perpetuação da infância. É quando o adulto se permite continuar molequemente o jogo em que entrou lá nas lonjuras de sua meninice, chutando bola de capotão sem dar bola pra capitão nenhum. Desde criança sou Vasco

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