Caio Junqueira Maciel

Crônicas publicadas no projeto.

OITAVAS NA PENEIRA

OITAVAS NA PENEIRA Oitavas na peneira Oitavas peneirando Oitavas sem namoro Com o Brasil sobrando… Se um perde outro ganha Amarelo ou azul Jogam Suíça x Espanha Holanda x África do Sul Mas a justiça cega Punirá os vencidos Japão x Noruega Suécia x Estados Unidos. Oitavas na peneira Oitavas peneirando Oitavas sem namoro Com o Brasil dançando… Sei que

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AGORA INÊS É MARTA

AGORA INÊS É MARTA Inesperada eliminação da seleção feminina de futebol após um jogo Brasil x Jamaica abaixo de zero, só me resta concluir, à moda de Camões, que há nos jogos tanto tormento e tanto dano, e que não tivemos os troféus pendentes da vitória, pois não vencemos a jamaicana resistência… Inesquecível e mais dramática foi a eliminação da

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A BOLA E AS BELAS

A BOLA E AS BELAS Eduardo Galeano em seu clássico Futebol ao sol e à sombra nos lembra que a bola, no Brasil, é mulher. Daí que muitos brasileiros a chamam de gorduchinha, menina, e até por nomes como Maricota, Leonor ou Margarida. Não sei se o escritor uruguaio chegou a pensar na possibilidade de mulheres chutando a bola. Para

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O FIO DE ARIADINA

O FIO DE ARIADINA A mitologia clássica está aí há séculos para nos auxiliar em alegorias, metáforas, paráfrases, paródias, pastiches, citações e nas mais díspares das situações. Das mulheres da mitologia, há de se lembrar da beleza de Helena, da sagacidade de Penélope e da estratégia que Ariadne se serviu para ajudar Teseu a entrar e sair do labirinto de

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QUEM TEM MEDO DAS PATAS DAS GAZELAS?

QUEM TEM MEDO DAS PATAS DAS GAZELAS? Cessa tudo o que a antiga musa canta, desde o calcanhar de Aquiles ao calcanhar de Sócrates: um outro valor aos rés do gramado se levanta. Nosso papo aqui não é cabeça, mas pé. Mas que fiquem longe aqueles mórbidos adoradores de pés, como Henfil, Glauco Matoso e os não menos mórbidos podófilos

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A PROCURA DE UMA DIGNIDADE

A PROCURA DE UMA DIGNIDADE “Eu sou do tempo em que crônicas que começavam com ‘eu sou do tempo’, eu, pelo menos, não lia, pois sabia que eram escritas por velhos para velhos e não teriam nada que me interessasse.” (Luiz Fernando Verissimo, “Outros tempos”, in Time dos sonhos. Rio de Janeriro: Objetiva, 2010, p.43) Eu sou do tempo em

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PELÉ: O FUTEBOL É UM CAXAMBU DE SURPRESAS

PELÉ: O FUTEBOL É UM CAXAMBU DE SURPRESAS “que voltem sorriso e fé ao reino do rei pelé.” (Affonso Ávila, “Cantiga do Rei Pelé”) A primeira vez que vi de perto grandes craques do futebol brasileiro foi em Caxambu, em 1966, quando uns 40 jogadores pré-selecionados preparavam-se para a Copa da Inglaterra – que acabou em grande frustração No campo

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TOADA DE UMA NOTA SÓ PARA O NÚMERO DEZ

Toada de uma nota só para o número dez 1 Hábil com a bola no pé Cada jogada um balé — só podia ser Pelé. 2 Lá na terra do café Onde dizem uai e né Foi onde nasceu Pelé. 3 Todo mundo punha fé Cada estádio era a Sé Pontificava Pelé. 4 Com Coutinho, lé e cré, Não tinha

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TODOS OS JOGOS O JOGO

TODOS OS JOGOS O JOGO Não adianta convocar Pascal, Descartes, Rousseau, Sartre e o diabo a quatro: o futebol, além de ter reações que a própria razão desconhece, é, como diria Borges, um labirinto de surpresas e num só jogo, para cortar o azar, há todos os jogos. * Um jogo de amarelinha em que se vai do inferno ao

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O FILHOTE DAS COPAS

O FILHOTE DAS COPAS A primeira Copa do Mundo a gente sempre se esquece: ele só tinha três anos e não há de se lembar de 1974, quando o Brasil foi despachado por 2×0 daquela fenomenal Holanda. * Em 1978, já crescidinho, ele ganhou de seu tio um time de futebol de mesa do Brasil. E começou a prestar atenção

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