Roubam-nos tantas coisas:
Bem agora, da Estrada de Ferro Oeste de Minas, em Prado, Minas Gerais, uma ponte montada no século XIX, quando ainda se esperava a integração nacional por via ferroviária – ideia que nos foi sendo subtraída aos poucos e finalmente descartada por Juscelino e os militares.
Aproveitando o abandono, há bastante tempo algum larápio da minha Passos levou os trilhos da estrada que pertencia à Mogiana, que, para mim, era mais que um nome de empresa, era um som, um conforto.
Em 2013, quando um dos atuais candidatos a governador do Rio entrava em seu segundo mandato na prefeitura, houve um espetáculo: ninguém sabe ninguém viu como sumiram seis vigas de aço, cada uma com peso de vinte toneladas, do elevado da Perimetral.
Roubam-nos também coisas pequenas:
Bueiros, fios de cobre, portões, postes.
Tudo minério.
O que espero é que nada disso tenha sido fundido e implantado na perna dos craques lá da seleção. Um ou outro perna de pau, ainda se aceita, mas de ferro roubado, não. A menos que, nas entrevistas depois de jogarem mal, protestem contra as aberrações políticas envolvendo a Fifa e o governo americano.
Ah, esperança vã! Melhor eu acender vela aos anjos e pedir que ajudem a polícia a encontrar pelo menos a ponte, que foi roubada ontem mesmo.