Bola pra frente!

Hoje é o penúltimo dia desta Copa que nem de longe nos trouxe a alegria que sempre buscamos no futebol. Uma competição realizada num país cujo presidente tem declarado uma guerra comercial contra nós, de característica nada inclusiva, de estádios lotados, a despeito de ingressos a preços estratosféricos.
Nós já sabíamos que nossa seleção não ia longe, sabíamos que a convocação do Neymar havia sido totalmente equivocada, sabíamos que dificilmente teríamos em campo um salvador da pátria e que a equipe não estava redonda e afinada para fazer a diferença frente as partidas que teríamos que disputar, para ao menos tentarmos traçar o caminho até a final, embora tivéssemos no comando um treinador famoso e supostamente competente.
Entretanto, apesar de tudo isso estar muito claro para nós, sempre restava uma pontinha de esperança. Afinal, no futebol as surpresas acontecem, as zebras aparecem quando menos esperamos.
Mas o milagre não aconteceu. O que vimos foi um desfile de outras equipes dando o máximo de si, jogadores determinados a fazer história a todo custo, no talento ou na raça, ofuscando nossa camisa amarela com todo peso de sua história, mas vestindo agora a pior safra de atletas que já tivemos, apáticos em campo e soberbos frente as câmeras. A provocação do menino Ney, cara a cara com o goleiro da Noruega, nos ridicularizou ainda mais, nos envergonhou muito mais do que a própria derrota nas oitavas de final.
Resta-nos assistir hoje à disputa pelo terceiro lugar entre França e Inglaterra, que pode nos propiciar um excelente jogo, levando-se em conta a qualidade já demonstrada pelas duas equipes e a possibilidade de Mbappé se desdobrar para superar Messi na artilharia do Mundial.
E no domingo, assistirei à grande final, lutando intimamente para não torcer contra os hermanos, tentando ser justa com a grandiosidade do atacante argentino, mas sabendo que do outro lado está Yamal.
Bola pra frente!

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