Talvez Ochoa queira poder

Faz pouco menos de uma semana que a Copa do Mundo de 2026 teve seu início no Estádio Azteca, em um de seus países-sede: o México. Os olhos de milhares de pessoas, de centenas de nações, se viraram para o jogo de abertura, entre México e África do Sul, e mais ainda se viraram para uma figura especial mexicana: Guillermo Ochoa.

O arqueiro, de longevidade notável, entrou para um hall seleto de jogadores com mais edições de Copa disputadas. Está em sua sexta participação em mundiais, ao lado de apenas dois outros nomes: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. No entanto, não foi só por isso que ele foi lembrado. Na verdade, foi por algo bem mais curioso: um antigo relacionamento

Ochoa é uma daquelas figuras que parecem sumir do radar entre uma Copa e outra, reaparecer, pontualmente, a cada quatro anos, como se nada tivesse acontecido no intervalo. Não é à toa que ganhou o apelido de “Mariah Carey das Copas”, pois assim como a cantora “descongela” em dezembro com seu clássico natalino, Ochoa “descongela” em anos de Mundial, sempre pronto para fazer o que sabe fazer de melhor.

Mas, dessa vez, o que viralizou não foi exatamente sua atuação em campo. Nas redes sociais, Ochoa voltou a ser assunto por outro motivo: um relacionamento antigo com Dulce María, cantora e atriz mexicana, ex-integrante do RBD, fenômeno musical que marcou uma geração na América Latina. E, junto com o nome dela, veio à tona uma música: “Quiero Poder”, que muitos fãs especulam ter sido composta sobre o próprio Ochoa.

São dois mundos que dificilmente se cruzam, mas que, de tempos em tempos, colidem, e quando isso acontece, vira assunto. Para a bolha do futebol, Guillermo Ochoa é simplesmente um dos maiores goleiros da história do México, reconhecido por sua longevidade e por defesas que entraram para a memória de torcedores ao redor do mundo. Já para o “mundinho pop”, ele é conhecido de outra forma, uma bastante diferente: o ex-namorado de uma das artistas mexicanas mais queridas da última década, a ruivinha mais icônica do cenário pop latino, Dulce María.

Uma usuária do extinto Twitter resumiu bem esse choque de bolhas: achou curioso o fato de ter conhecido Ochoa primeiro como “o ex da Dulce María”, e só depois, talvez, como o goleiro. Para ela e para tantos outros fãs do universo pop, o maior feito da carreira de Ochoa não foram as seis copas. Foi ter conquistado algo que poucos conseguem, mas que cantoras pop costumam imortalizar em uma faixa: uma música só sua, dedicada, ainda que especulada, a ele.

“Quiero Poder” ou “Quero Poder”, em português, não é exatamente uma canção de despedida triste. Pra dizer a verdade é praticamente o oposto: é uma declaração de quem decidiu que não vai se contentar com pouco. A letra fala de alguém que recusa ser tratado como troféu, que não se impressiona com símbolos de status, e que prefere ficar sozinho do que se conformar com um amor que não é completo. É uma música sobre escolher a própria liberdade, mesmo que isso doa.

Se a especulação dos fãs estiver certa, há algo irônico nessa história: enquanto Dulce María canta sobre não precisar de ninguém pra ser feliz, foi justamente essa música, e o suposto destinatário dela, que ajudou a manter essa história viva quase vinte anos depois. A canção que fala sobre seguir em frente é, hoje, o que faz as pessoas olharem para trás.

Talvez Ochoa queira poder, depois de seis copas, ser tão inesquecível quanto um refrão lançado em 2007.

Dados: ‘Mariah Carey das Copas’ e ex de Dulce María: veja 4 curiosidades sobre Ochoa, goleiro do México
https://x.com/minzyara/status/2065133833003958352?s=20
Significado da música QUIERO PODER (RBD) – LETRAS.MUS.BR

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