Na torcida de um Brasil com Neymar

Quem acompanhou a nomeação dos convocados, ao vivo, transformada em espetáculo e transmitida pela TV Globo com pompas de grande evento, não pôde deixar de notar o evidente desconforto de Ancelotti ao mencionar o nome de Neymar. Pressionado pelas mídias, por torcedores ou sabe-se lá por qual outro meio, ele teve de ceder, mesmo sabendo ser uma aposta um tanto elevada na mesa do carteado da Copa, para quem já tem tantos problemas para fazer da seleção atual uma que tenha ao menos chance de passar da primeira fase.

A tão esperada convocação pode dar muito certo, e espero que dê, se Neymar “nascer” de novo em campo, como aquele garoto que muitos anos atrás encantou, primeiramente os torcedores do Santos, para em seguida conquistar o Brasil e o mundo, mesmo não apresentando resultados tão significativos ou levar os times pelos quais passou a grandes conquistas.

Mas sua presença, também, no banco ou em campo, pode trazer muito prejuízo, pra uma equipe que não vem gerando tanto “lucro”, ao menos para a imagem que sempre teve perante o mundo, a de ser o país do futebol. Foi, um dia, bem, bem distante.
Atualmente ele pode, no banco, se mostrar descontente e desprestigiado, contaminando os outros com seu mau humor e arrogância. No campo, pode não jogar nada, levar um drible de um perna de pau qualquer, e partir para o ataque, no mais puro sentido da palavra.

O que eu não entendo é por que Neymar Jr. pareça ter mais torcedores do que o próprio Brasil, a ponto de quererem sua presença na lista muito mais do que a própria vitória do país na competição.

Vamos, então, torcer, para que sua estrela brilhe, que o peso que ainda resta de nossa camisa atue a seu favor e a favor dos brasileiros, em campo é claro, porque fora dele a amarelinha também teve sua imagem usurpada e desgastada e ainda luta para ter sua notoriedade resgatada.

Que venham os jogos!

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