Crônica

Crônica (ou conto) da Fada dos Dentes

Ontem, assim por acaso, acabei tomando ciência que os colegas de blog, Carlos Castelo e Fernanda de Aragão, estavam tramando um desafio de crônicas sobre os dotes dentários do Luis Suárez. Movido, não por ciúmes, mas pelo sentimento de dever com o público, não pude tomar outra atitude senão enfiar-me junto a tantos caninos, molares para, incisivamente, contar tudo que sei sobre o assunto. Por isso, ao invés de continuar

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Arcada

Estes meus dentes de café estão tímidos nessa Copa. Estão amarelando mesmo. Acovardados, meus dentes sem placa de porcelana, sem carvão turbinado, com um ou outro bicarbonato de sódio de vez em quando. Estes meus dentes de chá preto estão assustados. É tanto dente branco demais, cândido demais, plástico demais que os meus estão acuados, não conseguem fugir da marcação, pressão o campo todo, o noticiário todo, todos os apresentadores,

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O LOBO DA COPA

Suárez, o camisa 9 da Celeste, é famoso por gostar de dar mordidas nos outros atletas dentro de campo. No final da partida entre Ajax e PSV pelo Campeonato Holandês de 2010, uma confusão se formou entre os jogadores das duas equipes. Suárez se aproximou do volante Otman Bakkal, do PSV, e aplicou-lhe uma mordida no pescoço. O próprio clube holandês suspendeu o atacante por duas partidas e ainda multou-o.

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Doenças crônicas

Ela, que sempre foi elegante e arrogante, sentia agora uma dor, uma coisa que não sabia se era sinusite ou estomatite. Talvez labirintite, pois a deixava cada vez mais tonta. Tinha certeza de que não era otite, pois esse problema era de sua vizinha de porta, amiga em tantos momentos e rival em inúmeras disputas. Fosse peritonite, rinite ou nefrite, ou mesmo uma trombada numa imensa estalactite, estalagmite, fosse o

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A cotação do euro

Preconceito? Talvez seja. Contra o bom-mocismo, o cabelismo, o nhem-nhemhismo. Mas que seja então. Por essas e outras já elegi meu craque brasileiro do momento e da Copa: Marcelo. O cara, além de jogar bola pra caramba, de ter uma habilidade incrível, tem a nossa cara. Quando eu olho para a seleção é com ele que identifico o brasileiro. Valente e manhoso, atrevido e corajoso. Esse sabe o que é

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O Arraial da Copa

Este lance, pouca gente viu ou ficou sabendo: com o fim da primeira rodada da Copa da Rússia, as seleções se juntaram e, por sugestão dos brasileiros, fizeram uma grande festa junina. O evento foi exclusivíssimo, só para as delegações e familiares. Nada de torcida, repórteres ou autoridades. Cada país contribuiu como pôde, levando comidas típicas ou organizando jogos e brincadeiras. O arraial estava completo, montado no gramado do Estádio

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Amor ao time

Quando o pai chegou em casa, o garoto estava vestido para matar: camisa oficial do Fluminense, bermuda do Fluminense, meias do Fluminense e cuecas do Fluminense. Chuteira oficial de futebol. O pai parou na soleira da porta e olhou para cima. No alto da escada, seu filho gritava “Nense, Nense” e agitava a bandeira do clube.O pai abriu um sorriso de uma esquina a outra. Imediatamente, o filho pulou no

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MAL NÃO FAZ.

O que um botafoguense faz no instante em que seu time marca um gol? Resposta em um, dois, três. Pronto: olha para o juiz. Gol validado, abraços e loas à surpresa. Torcer pelo Botafogo é exercitar a neurose. Numa certa tarde de domingo no Maracanã, o Botafogo foi para um intervalo com 5 a zero contra o Corinthians, na época campeão brasileiro. Euforia incontida por quinze minutos. Quinze, não, dezoito.

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Não entendo nada de futebol

A Copa do Mundo começou e, com ela, uma profusão de mesas redondas, textos e conversas de bar (ou melhor, conversas de redes sociais) sobre as estrelas e destaques, os possíveis confrontos e, sobretudo, a configuração tática das equipes. Mas você sabe o que é um líbero ou um segundo volante? O que faz um meia de ligação ou um ala? Futebol vertical é chutão pra cima? E o futebol

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A cambalhota de Milad Mohammadi

Eu poderia vir aqui, explicar através da física, da biomecânica, do torque, o que foi aquele lance, mas não, aquele lance foi só o desespero do último minuto, ali, nos acréscimos dado pelo juiz já no finalzinho do segundo tempo, só isso e ponto, não tem física que se mostre suficiente para explicar aquela bola não lançada, aquela bola que ameaçou mais não foi, a bola ali, pedindo uma única

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