Crônica

Juras e Promessas

“Tinha jurado à minha mãe, por toda vida, não me meter em mais nenhuma trapalhada”. Todas as vezes que abre a temporada de euforia com a perspectiva da Festa Literária de Paraty, lembro dos versos de Miguel Gustavo, cantados por Moreira da Silva. A analogia é simples. Todos os anos prometo não vir à festa e, sempre e sempre, como na promessa de Kid Morangueira, traio o compromisso. Neste glorioso

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Um novo tempo?

Acho que é cedo. – Cedo? – Sim. E se ele for… – Não é! Você sabia que ele pediu, publicamente, por urgência nas buscas pelo desaparecimento do Dom Phillips e do Bruno Pereira? – Pediu? – Sim. Ele se posicionou. – Isso é raro. – Tem mais: ele se tornou embaixador do USP Vida, aquele programa voltado para pessoas físicas e jurídicas que tenham interesse em fazer doações para

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UMA PAIXÃO CHAMADA WANDA

UMA PAIXÃO CHAMADA WANDA Só quem tem os olhos vendados não vê a propaganda que ronda os estádios da Copa. Como não tenho olhos vendidos e não entendo nada de renmimbi ou yuan, dinheiro chinês, não pretendo engrossar a conta do conglomerado Wanda, que anuncia sua marca na beirada dos gramados. Este texto vai wandar por outras paragens.Toda vez que leio o nome Wanda, penso é em minha irmã mais

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Novos garotos da camisa amarela

O presidente eleito, Lula da Silva, vestiu a camisa da CBF e vibrou com a vitória da seleção brasileira em sua estreia na Copa: 2 x Zero sobre a Sérvia. E, além de ter resgatado a camisa amarela para a cidadania e a civilidade, Lula ainda palpitou que o Brasil poderá ganhar essa Copa — que só precisamos tomar cuidado com as potências Inglaterra, França e Espanha. Boas falas. Precisamos

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Pombo com asa. Uma história de amor.

No futebol todos conhecemos a expressão “pombo sem asa”, aquele chute onde a bola vai em direção ao gol como uma pedrada, com violência irrefutável e arrebatadora. Agora, com o gol de Richarlison aos 73 minutos do tempo regulamentar da estreia do Brasil na Copa do Catar, contra a Sérvia, passamos também a ter a expressão “pombo com asa”, sim senhor. Pru. Tudo por conta de mais uma investida diabólica

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Richarlison, tudo de bom!

Por diversos motivos, bem fáceis de identificar, não tinha visto muita gente animada com esta Copa. O que não impediu que o dia de hoje, de estreia do Brasil, fosse um quase feriado, pelo menos depois do meio-dia. Do almoço até as 16h, a tarde se arrastou, malemolente, pelo menos na rede aqui de casa, onde me joguei, que só se agitou mesmo quando o Richarlison sacudiu a rede no

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Voleio amarelo

Ensaiei para comentar o protagonismo da zebra na terra do camelo, que fez a festa em cima de nossos hermanos argentinos e de nosso algoz, Alemanha, mas achei melhor esperar o resultado do jogo de hoje entre Brasil e Sérvia. Embora eu tenha ciência da qualidade do futebol brasileiro, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, já disseram muitos por aí, não é mesmo? Felizmente, nosso favoritismo

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Tudo pronto!

– E aí, vamos ver o jogo hoje? – Qual jogo? – Do Brasil! – Olha, pai, não sei mais se quero ver a Copa. – Por quê? – Porra, ninguém quer ganhar isso! Um monte de time merda ganhando dos times bons. A Alemanha perdeu pro Japão, a Argentina pra Arábia! O que é isso?! Hoje, o Uruguai empatou com a Coreia. Ah, vai pra porra! Não fizeram nada!

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Braçadeira proibidona

Depois que proibiram a bandeira de Pernambuco nos estádios porque ela lembra a do movimento LGBTQIAP+, desisti. Deviam mudar o nome de Oriente Médio pra Oriente Péssimo. Por isso acho esse mascote da Copa tão perfeito: diante de tantos constrangimentos apresentados pela comissão organizadora do Qatar e pelo comitê da FIFA, tudo devidamente escondido pelas transmissões das tevês oficiais, nada melhor do que um pano, um pano bem passado para

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A magia da Copa

Mineirão, 8 de julho de 2014. Eu era um dos 58.141 pagantes no Brasil X Alemanha. Tudo ia bem quando, aos 11 minutos, Thomas Müller marcou contra a Seleção. Deu-se o apagão. Uma energia muito pesada caiu sobre o lugar. Não saberia defini-la em palavras, nem usando a linguagem poética. Nesse momento, um homem alto, cabeça coberta por um capuz negro, ficou bem próximo de mim. Enquanto todos amaldiçoavam o

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