Crônica

A grande final

Agora não existe reta final, é somente final. São somente 90 minutos, ou um pouco mais, que vão definir um bicampeonato ou um inédito campeão mundial. Já foram 63 jogos, falta 1. Nesta copa já saíram aproximadamente 163 gols, gols de cabeça, pênalti, cobrança de falta, voleios, gols nos acréscimos, só não teve gol de bicicleta, nem de mão Maradona. A jornada foi longa, gigantes caíram fora de primeira, teve

Leia Mais »

Nunca foram só palavras

A copa do mundo de 2018 chega ao fim com um surpreendente embate entre França e Croácia. Muitas análises e interpretações sobre o fato são expostas na mídia. Desde teorias sobre a evolução/involução do futebol até as que enveredam pela simbologia política, cultural, ideológica que o esporte pode apresentar. Muita bobagem e muita coisa interessante também. A leitura de toda essa verborragia me fez lembrar de uma conversa com um

Leia Mais »

Registre-se: a Bélgica na Copa 2018

A crônica de hoje é rápida e desimportante como uma partida de terceiro lugar. Não vale nada, apenas serve como registro em um livro no fundo da estante mais profunda, mas lá está. E há de se registrar, nessa Copa da Rússia, a passagem da Bélgica, que merecia um palco mais nobre para despedir-se da competição. Que time, que futebol! Hazard, o maestro, faz o time jogar, protege a bola

Leia Mais »

Bola pra frente

Não rolou. Não foi dessa vez. Eu queria, você também, era plural. Mas não deu certo, de uma vez só, no singular. A vida e assim, afinal. Tem sempre um elemento surpresa (ou nem tanto) por aí, contrariando nossas vontades, embarreirando nossos desejos tão plurais. A gente cai – e muito – pelas tabelas, erra passe, se atrapalha diante do adversário, bate pra fora do gol. Diz aí se a

Leia Mais »

A ÚLTIMA CRÔNICA.

Posso ser exagerado e passional, porém sincero: a maior crônica de todos os tempos, acho eu, chama-se “A última crônica” de Fernando Sabino. Recomendo que a procurem no Google e deleitem-se com a beleza e a sensibilidade do autor em enxergar um imenso tudo num muito pouco, ou no detalhe quase imperceptível. Certo de não chegar nem às travas das chuteiras de Sabino, ouso surrupiar o título (só o título)

Leia Mais »

Crítica à sociedade

Demoro um pouco para escrever essa crônica para me acalmar, pois caso isso não ocorresse ela sairia cheia de palavras “radicais”  e impróprias para um texto. Desde o começo da Copa do mundo, as redes sociais brasileiras só falavam um género de coisas: teorias de conspiração e mensagens falando que essa era a “copa do hexa”. Ainda não recuperado dos 7 fui contrário a todas as falas como “o hexa

Leia Mais »

O fim da Copa e do colo

Por dezesseis anos ele cedeu-lhe quase sempre o colo, recusou-o algumas vezes, e agora não mais, agora o colo está vazio. E assim ficará porque ela, como a Copa, chegou ao fim. Pode-se dizer que não morreu, que apenas parou de viver. Vini era o nome dela, uma gata amarela, teimosa e sábia. Adorava Copas do Mundo. É quando ele mais tempo fica sentado na frente da TV, o colo

Leia Mais »

A sorte está lançada

Não há favorito na final de domingo. Nenhum dos dois times é badalado a esse ponto. Seus craques não são pernósticos, individualistas e populares entre os adolescentes, como Neymar. Modric ou Mbappé devem ganhar o prêmio de melhor jogador. Gosto da objetividade francesa. Contra a Bélgica, mesmo com menos posse de bola, chutou mais vezes no gol. Varane é seguro. Pogba tem feito grandes partidas. Griezmann honra a República. Por

Leia Mais »

MICK JAGGER E TIO ZEQUINHA.

Mick Jagger é um dos maiores nomes do rock de todos os tempos. Amo. Um ícone da música. Um arrebatador de multidões. Mas o folclore maledicente do futebol não perdoa. É impiedoso e injusto. Assim que o vi comemorando o gol da Inglaterra contra a Croácia no estádio, me lembrei do meu tio bisavô Zequinha. Tanto que reproduzo aqui uma lenda familiar, que até inspirou conto no meu segundo livro

Leia Mais »

Redondamente enganada

Meu leitorado sabe que pelo menos coerente eu sou. Ontem a maioria dos comentários à minha crônica discordava do meu ponto de vista, pois, ao contrário de mim, as pessoas haviam gostado do jogo entre França e Bélgica. Hoje, para meu gosto, assisti a uma partidaça entre Inglaterra e Croácia, o oposto de tudo que havia acontecido na primeira semifinal. Contrariando também meus receios e prognósticos, os ingleses não fizeram

Leia Mais »