Crônica

COPOS E COPAS: GOLES E GOLEADAS

COPOS NAS COPAS: DE GOLES E GOLEADAS Há em Belo Horizonte um bar chamado Ali Ba-bar onde eu costumar ir ali beber. Uns quarenta litrões… Não, não eu, que não tive ali meu fígado afogado, mas o Cassim, um assim daqueles velhos boêmios, amante de futebol, que era também metido a poeta, gostava de levar um livro para o boteco e escrevinhava em guardanapos. Cassim, que tinha o apelido de

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Não dá para rir

Ontem estive em uma apresentação de stand up comedy. Estava atrás de me divertir. O comediante falou por uma hora e meia. Mas eu não ri. Nem por dentro. Nem antes, com os dois que abriram o show. Nem depois. Azar. Passado algum tempo, que para mim era muito tempo, minha filha me perguntou sobre as horas. Respondi que era quase dez. Minha filha é a minha pessoa preferida. Os

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Bola na rede e xixi no pijama

Mês de frio e de festa. De fogueira e de bola. Numa noite junina de 1970 vi o maior balão de minha vida. Com folha dupla, bucha redonda, infinitas lanternas feitas à mão. Era dois de junho e a rua assistiu o que não consigo reproduzir com palavras. As que encontro são tímidas, opacas diante do esplendor daquele monumento de papel e fogo. Na parte debaixo, como saia rodada, um

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Sobrou pro Doku

Os últimos dias têm sido um turbilhão de atividades e emoções, a começar pelas questões pessoais, que não vêm ao caso, e culminando nesta tarde de decisões envolvendo os grupos E e F. Um desfile de zebrelos sem fim, com o Japão derrubando a Alemanha e uma legião de apostadores, enquanto o Marrocos fazia o mesmo com a Bélgica e outros tantos que entraram nos bolões, como eu. Daí o

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A Copa das Sete Mulheres

As mulheres saíram para a luta nesta Copa do Mundo 2022, desafiando todos os preconceitos. Renata Silveira, primeira narradora numa Copa do Mundo na TV Aberta; Ana Thais Matos, dividindo a telinha com o Galvão e o Júnior durante os jogos do Brasil; Barbara Coelho, dando um baile nos comentaristas de bancada; Karine Alves, arrebentando na cobertura da Seleção; sem contar inúmeras outras que estão dando seu show lá no

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O cabelo do CR7

Achei que ia passar a Copa do Mundo como mero espectador. Depois do jogo de Portugal e Uruguai não vai dar. A rápida polêmica sobre a autoria do primeiro gol foi resolvida na consulta à bola. Isso mesmo “perguntaram” à pelota quem havia tocado nela por último e ela não pensou duas vezes em apontar o Bruno Fernandes como o ser humano lusitano que deu o toque decisivo para marcar

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Sonhando com o Hexa

Sim, a Copa no Catar não estreou lá muito animada. Denúncias de maus tratos aos trabalhadores na construção dos estádios e a cultura machista e homofóbica do país, somados à festa de abertura sem graça e ao conservadorismo extremo dos anfitriões contribuíram para jogar ainda mais água na cerveja (que, aliás, foi vetada). A impressão que dava é de que havíamos sido convidados para uma balada só para homens, onde

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A Falta que Ele Não Fez

Foi um dia de esperas e expectativas, a segunda-feira, 28 de novembro. Ainda dá tempo de falar nesse dia. A excepcionalidade estava no fato do Brasil entrar em campo, precisando garantir a vaga para próxima fase da Copa, sem Neymar, sequer no banco. Já às sete da manhã, as emoções acenderam-se entre Camarões e Sérvia, cada um buscando seu espaço para seguir em frente. Jogo pegado, duro, corrido. Um jogo

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OVERDOSE SADIA

Época de Copa do Mundo é tempo de empaturrar-se de futebol. Quem pode, mergulha na orgia desmedida, entrega-se à gulodice luxuriante, mete o pé na jaca. São futebóis, pátrias de chuteiras, apoteoses múltiplas por mais evidentes que sejam as distorções e interesses escusos que normalmente solapam as relações. No momento em que escrevo essas linhas, metade das Oitavas de Final da Copa do Deserto já está definida e entre as

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Por que amamos odiar Neymar Jr?

No meio da insensatez humana que vivemos, teve gente torcendo para que Neymar se machucasse. Outros, comemorando a lesão como se fosse gol. Odiamos tanto o Neymar, porque ele é cai-cai. Porque ele declarou voto. Num cenário político polarizado, ele é fruto de tudo que vivemos nos últimos 30 anos de Democracia. Dos impeachments, da reeleição, do mensalão, das rachadinhas, do antipetismo. Dos protestos da Copa das Confederações em 2013,

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