José Guilherme Vereza

Crônicas publicadas no projeto.

COPA, SUA LINDA.

Na alegria e na tristeza, Copa é turbilhão de emoções. Entendedores da arte do futebol entenderão. Valem a pena acordar cedo, perder praia e cinema, não assistir a séries, ler menos, fazer um buraco no meu cantinho no sofá. A Copa é linda por todas as camisas, gritos, bandeiras, paixões e pelo que acontece nas quatro linhas. Seus primeiros 11

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MEU PAI VEIO.

Há exatamente 8 anos, num 22 de junho, meu pai se despedia da vida, em plena Copa do Mundo. Seus últimos dias foram estranhos. Já não reconhecia as pessoas, não falava coisa com coisa, repetia histórias da sua vida remota a cada cinco minutos, como se estivesse vivendo a infância, ali, naqueles agoras. Mas a tristeza de percebê-lo numa despedida

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MAL NÃO FAZ.

O que um botafoguense faz no instante em que seu time marca um gol? Resposta em um, dois, três. Pronto: olha para o juiz. Gol validado, abraços e loas à surpresa. Torcer pelo Botafogo é exercitar a neurose. Numa certa tarde de domingo no Maracanã, o Botafogo foi para um intervalo com 5 a zero contra o Corinthians, na época

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MEU DOMINGO CHUVOSO.

Andava sentindo o coração batucar por Letícia. Trabalhávamos juntos e a cada almoço, a cada reunião, a cada olhada de viés no seu notes, sentia a queimação. Claro, acompanhada de uma certeza que me faz companhia desde a adolescência: mulher bonita, charmosa, de sorriso matador e muita personalidade era muita areia para meu Fiorino. Mas a cada aproximação, seja para

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AQUECENDO.

Goal keeper, back, center half, center forward, corner, offside, fowl, scratch nacional. Quando me apaixonei por futebol, esse era o idioma. Não foi difícil encantar o coração aberto de um menino de 5 anos. Também não foi difícil perpetuar esse encantamento até hoje, vivendo minha décima sexta Copa do Mundo. Sou um privilegiado. Entreguei meu coração ao artista em movimento,

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