MINHA TORCIDA PARA O LADO B TER VEZ

O jogo Argentina e Egito pode ser considerado como o jogo símbolo desta Copa. Ouso dizer que dificilmente outra partida alcançará o mesmo nível de emoção, garra e imprevisibilidade que cercou esta partida do começo ao fim. Ainda falta muito. Tem as partidas das Quartas de final, tem a Semifinal e a finalíssima, mas, a meu ver, pouco resta. Tudo agora tem um cheiro de algo previsível, especialmente se a grande final for entre Argentina X França. Ganhe quem ganhar, para o grande público fora as torcidas dos respectivos países, não terá graça nenhuma! Graça teria se fosse para a finalíssima equipes como Marrocos, Egito, Cabo Verde, Senegal ou, pra não ser chamado anti europeu, equipes como Suiça, Bósnia.
Até mesmo o nosso algoz da vez, a Noruega, se estiver em estado de graça e chegar a final, será um banho de frescor. Se tal acontecesse – a conquista da Copa por um país fora dos cânones – talvez o futebol voltasse às suas origens, a pura emoção dos jogos na rua ou nos campinhos de terra; talvez fosse a redenção. Já pensou a prática do jogo de bola como sendo algo prazeiroso para os próprios praticantes? Já pensou se o técnico voltasse a ser um mero distribuidor de camisolas, como dizem os portugueses? Minha torcida, agora que o Brasil foi desclassificado, não é pela melhor equipe, mas pela mais surpreendente e imprevisível, só assim, terá graça. Minha torcida é por um campeão inédito. Mas sei que será difícil, quase impossível.
Mas o Egito quase conseguiu o impossível. Cabo Verde idem. Senegal ibidem. O Egito teve o azar especial de ter enfrentado Messi na partida de sua vida. Ou pelo menos a mais importante.
Feito isso, algumas ressalvas: Argentina não tem nada com isso, mas o Egito foi escandalosamente prejudicado. Não falo de erros de arbitragem, que podem ocorrer em qualquer jogo. O escândalo vem de dois pesos e duas medidas. Aí, é demais! O Egito teve um gol anulado, por supostamente ter ocorrido falta na jogada de origem. Pois bem: no terceiro gol argentino, teve falta na origem da jogada, aliás, um penalti sobre o principal jogador do Egito, o Salah. Ninguém garante que o pênalti seria convertido em gol. A Argentina poderia ter vencido do mesmo jeito, pois estava predestinada. Mas o Egito foi vergonhosamente prejudicado. Fica uma mácula, uma sensação de algo podre. Antes que me acusem de mal perdedor, lembro de opiniões semelhantes sobre a lisura desta Copa: o técnico português José Mourinho e os ex atacantes ingleses Paul Sholes e Alan Shearer. Aliás, eles são claros: manipulação!
E A ORDEM DO IMPERADOR PARA ANULAR O CARTÃO VERMELHO?
Confesso que pensei ser meme. Brincadeira. Tive o cuidado de conferir em vários órgãos de noticias, pois não era possível que um presidente de país democrático interviesse diretamente numa decisão desportiva. Mas aconteceu: Trump deu a ordem e foi obedecido. Inacreditável.
FILOSOFIA DE BAR:
Tenho certa implicância com ex jogadores comentaristas. Não sou contra, mas, especialmente nos debates, deveria ser mediado por alguém do ramo. Mas, pode ter seu lado divertido. Ouvi num programa qualquer um desses jogadores-comentaristas explicar porque o Brasil perdeu para a Noruega:
“O problema foi o Brasil ter tomado o primeiro gol. Se não tivesse tomado o primeiro, não tomaria o segundo!”
Profundo isso!

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