Crônica

“É a vaidade, Fábio, nesta vida”

O ex-zagueiro são-paulino, Lugano, como um bom uruguaio, assim como o escritor Eduardo Galeano – autor do brilhante livro As veias abertas da América Latina – já havia disparado, para a perplexidade da imprensa esportiva brasileira, que Tite, atual técnico da seleção brasileira, não passava de um grande encantador de serpentes. Convenhamos, o sujeito realmente tem um discurso bem pegajoso, além de circular, ao extremo. Mas, o que nos interessa

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Já é Copa?

Nossa, sério que já é Copa? disse há poucos dias a um amigo. Não, eu não estava no clima. Mesmo. De-fi-ni-ti-va-men-te. E aceitando como nunca esse descompasso com o coletivo, que costuma apresentar-se em épocas como o Natal. O que importa é esse friozinho, a lua minguando, a alegria de re-costurar aqueles contextos que apenas a solitude ilumina. Muito embora pudesse ser bom também aproveitar um tempo para observar o

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Brésil, o bar do futebol

“Irregular! Irregular! Pequena área é do goleiro, meu! Se fosse o Cássio dava na cara, mas o Belo… Bela merda!” “Mas pelo menos não foi frango, foi falha! Se fosse o Cássio frangava!”, diz a palmeirista. Nem é voley, mas o curintia corta, gentil: “Deixa eu dá uma olhada no churrasquinho!” Aqui é ZL, mas hoje é tudo junto e torcido, torcida! “Vai, Brasil!” “Futebol é isso!” – bate o

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Cidadão Kane

Cidadão Kane, filme de Orson Welles de 1941, é considerado uma das obras-primas do cinema mundial. Gol do Kane, obra coletiva da seleção da Inglaterra aos 46 do segundo tempo, é a prova de que quando o melhor joga sério não perde pontos no campeonato mundial. Comparando o jogo dos ingleses com o de ontem, estrelado por nossos “gênios”, “craques” e demais “parças”, fica uma certeza: vamos precisar de mais

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De segunda a domingo

O povo é besta mesmo. Com a Copa, todo mundo esquece de tudo, menos do futebol e o governo aprova o que quiser e os larápios escapam todos ilesos. – A gente devia é de não torcer, de nem ligar a TV, nem Copa devia ter. – É isso mesmo. Copa só serve pra enganar o povo. Concluíram que não devia ter Copa e nem qualquer dessas coisas que enganam

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Reflexos do empate

Sofro de insônia, mas ela não me incomoda. Saio da caverna de madrugada e aguardo a aurora, geralmente conversando com Aurora, minha vizinha coruja. É hora de sossego, os morceguinhos dormem, como sempre, de cabeça para baixo. Aurora chegou quando as luzes no horizonte anunciavam a aurora. – Como está o clima na caverna depois do empate? – ela perguntou. – Normal – respondi. – Acho que a expectativa não

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Salvem a mãe do juiz

– Rezei tanto para esse menino ser médico ou advogado! Ela repetia entre soluços. – É sempre assim. Ele lá, se sentindo vencedor, e eu aqui tapando os ouvidos, para não ficar deprimida por conta dos palavrões que me atingem em cheio. Sem saber o que fazer, ofereci o meu ombro e dei umas palmadinhas nas suas costas enquanto pedia uma limonada, um chá e um café com biscoitinhos para

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Santo Antônio ainda não perdoou o 7×1

Quisera o primeiro jogo do Brasil tivesse acontecido no dia 13 de junho e talvez Santo Antônio tivesse mudado de opinião em relação ao relacionamento da nossa seleção com o povo. Desde aquela noite de 8 de julho de 2014, quando a canarinho deu 7 bofetadas na cara do país, o casamento foi para o vinagre. O 3×0 sofrido para a Holanda no último jogo daquela Copa nem chegou a

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MEU DOMINGO CHUVOSO.

Andava sentindo o coração batucar por Letícia. Trabalhávamos juntos e a cada almoço, a cada reunião, a cada olhada de viés no seu notes, sentia a queimação. Claro, acompanhada de uma certeza que me faz companhia desde a adolescência: mulher bonita, charmosa, de sorriso matador e muita personalidade era muita areia para meu Fiorino. Mas a cada aproximação, seja para falar de trabalho, seja para seja para trocar abobrinhas no

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Brasil, Suíça, meteoritos e morcegos

Depois que o jogo terminou saí da caverna. Aurora estava pousada num mourão. Ela me viu e me fez um sinal. Encostei-me na cerca e ficamos olhando o pôr-do-sol, que nessa época do ano é lindo. Fazia frio. – Viu o jogo? – perguntei. – Vi. – Gostou? – Claro que não. E quem gostaria? Ficamos falando do Brasil e Suíça. Perguntei-lhe se ela não tinha sintonizado o Canal Z33

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