Crônica

A ARGENTINA SENDO ARGENTINA.

Foto: Imagem de natanaelginting no Freepik De um lado um time invicto há quase mil anos, segundo os comentaristas ufanistas com a seleção dos vizinhos. De outro, um time árabe sem nenhuma tradição e disposto a perder de pouco. Aparentemente, um treino oficial para a seleção argentina. Mas, no futebol, nada se decide no papel, nem sempre o favorito leva e muitas vezes o impossível rola legal. Com um gol

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CRAQUES DE CHINELAS

Sou, acho que já posso dizer isso sem freios de modéstia, um redator publicitário bem-sucedido. Assim como meu amigo de décadas José Guilherme Vereza, ele mais do que eu porque ostenta em alguma estante em sua casa a estatueta de um leão, prêmio conquistado em Cannes, que equivale ao Grammy ou ao Oscar da publicidade mundial. Claro que nós dois sabemos que seríamos mais exemplares de competência não fossem outros

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Dramático como só um portenho

Por conta do meu destino, um tango argentino me cai bem melhor que um blues, cantava Belchior no século passado. Também sou assim. É um sangue quente, é uma garra, é uma faca nos dentes e um brilho nos olhos. Guerra das Malvinas: derrota. Aquelas Falklands lá, como uma cicatriz a lembrar da humilhação. Ditadura sanguinária. Evita e Perón. Mercedes Sosa, deusa. Maradona, vida e morte trágicas. E o tango,

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Ginga, meu caro.

Caro Vini… Eu bem sei que os ataques que você tem sofrido não dizem respeito só a você. É um ataque mortal a todo nosso futebol. O fato de surgir alguém que baila e balança as redes sorrindo, faz com que as torcidas adversárias fiquem em choque e façam de tudo para menosprezar e tentar parar essa alegria. A maioria dos times, aqui e lá fora, doutrinam seus craques pros

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Copa ou Koopa do mundo?

E a bola rola assim que o juiz apita! Nada de estranho, se ele não tivesse apitado no 2 da cronometragem. Ou foi a transmissão? Eu ainda estava tentando digerir a falta dos dois segundos, numa espécie de torpor – seria o fuso horário? Tudo rápido demais e, sim, já ouvi “gol”. O Equador abriu o placar da copa, mas anularam por um impedimento pra lá de questionável. Ah, já

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Entra o VAR, sai o arco-íris e a luta pela liberdade.

E prometiam que desta vez iria ser diferente, que o VAR iria varrer a demora, afinal são tantos sensores em tantas partes do campo, nos peitos dos jogadores, nas traves, nos postes, nas gramas, na cal, que desta vez não teríamos nada para esperar, desta vez, em instantes, a tecnologia iria decretar de bate-pronto o que um lance de gol tem a dizer numa partida de futebol, principalmente quando a

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Bom começo, com muitos gols

Apita o árbitro e os dois primeiros dias de Copa do Catar foram de tirar o fôlego. Não graças à cerimônia de abertura, que foi chinfrim, com aquela luta de espadas Jedi, música paia e os Fulecos de todas as edições anteriores. Gostei do fantasminha catariano. O ponto alto foi o encontro de Morgan Freeman com Ghanim Al Muftah, o influenciador digital que se agigantou ao lado do ator americano.

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Mashas, Nikas, uma braçadeira e o silêncio antes do apito

E lá vai a bola rolando outra vez nos gramados sob olhos atentos do mundo. Que horror! Repetem os que discordam das escolhas da FIFA. Nem cerveja! A escolha está feita e as obras monumentais erguidas. Sobre que bases? Haja escavações pra trazer à luz toda a verdade. E a essa altura já não importa. A bola deslizou macia obedecendo aos pés de cataris e equatorianos depois de uma clara

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Pouca pele

Bem que eu tô tentando, mas tá difícil me empolgar com essa Copa do Qatar. Mas, buscando dentro de mim, vejo que o motivo desse meu desinteresse crescente pelo futebol em geral, vem de um tempo já. E nessa viagem sincera ao meu interior, descobri que é a falta de pele. Sim, os jogadores de agora vestem uniformes patrocinados pelas grandes marcas que mais parecem uma armadura de tecido, tampados

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Vai torcer com o quê?

Meu gastroenterologista, a pessoa que melhor me conhece por dentro neste mundo, disse-me um dia, analisando minha endoscopia no acrílico: “O estômago é o seu órgão de choque. Tudo você segura aí, absorve aí, ressente aí!”. Assustei-me com aquilo, mas não pude negar: foi ali que aprendi em definitivo que sentir é algo complexo e se dá via muitos órgãos. Nessa Copa não quero torcer com o fígado, destilando ressentimentos.

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