Crônica

O 7 a 1 é nosso (contêm muitos gatilhos de pura ironia)

O Brasil realmente não está bem. Como é possível uma sociedade conservadora, cultuadora do atraso, não sair às ruas protestar ou mesmo pagar para fechar as estradas – sempre pagam alguém para fazer o serviço. Não teve motociata, abraço à sede de CBF, e muito menos, durante à noite, com as lanternas de celulares, não houve qualquer tentativa de cifrar uma mensagem de luz para que alguém no universo pudesse

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SOBRENATURAL DE AL-MEIDA E A RAINHA DE COPAS

SOBRENATURAL DE AL-MEIDA E A RAINHA DE COPAS Nélson Rodrigues tornou imortal a figura de Sobrenatural de Almeida, aquele personagem misterioso que, num piscar de olhos, entra numa partida de futebol e muda todo o panorama do jogo. Há os clássicos no futebol, aqueles times que se equivalem e não há favoritos, qualquer um deles pode ganhar. Porém, há aqueles jogos em que um clube é o franco favorito, é

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Deu zebra até na cronista

Desde ontem, com a derrota da Argentina pra Arábia Saudita, que me ocorreu a imagem de um camelo listrado. Um meme que fundisse a famosa zebra do futebol com o animal típico das areias do deserto. Hoje, foi a vez da Alemanha perder pro Japão e a minha procura se intensificou. Até que encontrei duas: uma feita pelo genial Aroeira (meu companheiro dos tempos de movimento estudantil) e outra pelo

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Bê-á-bá do futebol

É o que sempre digo: o jogo acontece dentro das quatro linhas, mesmo porque, com a bola fora delas, será preciso bater um lateral ou um escanteio. Se este é contra a gente, requer então uma boa reza, no caso, multirreligiosa, um pouco de ave-maria, outro pouco de tambor, além, é claro, de zagueiros altos e goleiro atento. Respeitada essa ideia geral, como se fosse um corolário, troca-se passe com

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Torcendo com os dentes

Marquei a dentista justamente na hora do jogo entre Alemanha e Japão. Paciência. Depois eu assisto aos melhores momentos. Quando chego na doutora, os olhos puxadinhos dela sorrindo por trás da máscara, só aí é que me dou conta: Caramba, hoje é dia feriado pra ela! Procurei bandeirolas como lanternas vermelhas pelo consultório, não vi. Mas a televisão tela plana de 30” em LED bem acima do refletor odontológico, ligadíssima

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Álbum de figurinhas

Há cinco meses o meu neto de seis anos não sabia muito bem o que era e nem dava a mínima para o futebol, apesar da insistência do seu avô, palmeirense, que teimava em lhe apresentar o esporte em toda sua complexidade.    As regras, os times, as modalidades, tudo muito confuso, principalmente no que tange aos campeonatos e suas taças. Como explicar ao garoto que o campeão do Brasileirão,

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O milhão e a ilha

O jogo estava marcado para as 19h há quatro anos. Abertura da Copa. O time treinara algumas vezes nesse período, a cada três, quatro meses, sempre de noite, por uma hora e meia. O fato é o de que, a quatro horas do início da partida, só havia sete jogadores de linha disponíveis. Ninguém sabia o paradeiro de Hatem, Boudiaf e Almoez, o trio catari de meio-campistas. Permanecendo assim, o

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CUIDADOS PARA A ESTREIA

Nos tempos mais gloriosos do Botafogo, o ônibus da delegação entrava de marcha à ré no Maracanã. O time tomava gemada antes dos jogos, menos por fortalecimento energético, muito mais porque, uma vez servido o potente suplemento vitamínico, nunca mais o time perdeu, até ser campeão em 1957. Não sei se abandonaram a gemada, mas o cachorro Biriba entravava com a equipe em campo e ainda tinha lugar de honra

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Ainda é futebol

Há pelo menos duas certezas nesta Copa. A primeira é a de que o Qatar não será campeão e a outra de que vamos reclamar (até o fim) da escolha equivocada do país sede. Todos os dias e com toda razão, alguém lembra o histórico de desrespeito aos direitos humanos e às mulheres, a repressão à comunidade LGBTQIA+, o tratamento desumano aos trabalhadores imigrantes e a mudança de data por

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Risada de zebra combina com lágrima de canguru?

Nem consigo imaginar a decepção dos argentinos hoje, já que o dia desandou bem cedinho com bola e tudo. Mas difícil mesmo garanto que foi não poder nem tomar uma cervejinha pra empurrar goela abaixo a zebra das arábias, e é aí que mais entra o meu “não consigo imaginar”, porque decepção e tristeza a gente conhece, mas nunca associa com sobriedade. Bem, teria sido mais fácil para nossos hermanos

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