Linha tênue

Temos um bom time. Que será ótimo se vencer a Bélgica. Que será excelente se vencer a França. Que será campeão no domingo.

Se Neymar encantar, ele será o craque da Copa. Ele ainda não fez o que Romário fez em 94 e o que Ronaldo fez em 2002. Será que ele sonha com isso? Deveria. Somente se fizer entrará para esse seleto grupo de jogadores extraordinários que venceram a Copa como protagonistas. Zico, que era mais craque que Neymar, não entrou.

Se perdermos hoje, Neymar será o principal alvo de críticas. Tite será o segundo. Se vencermos, ambos, sorridentes, darão entrevistas. Tudo que falarem será anotado e terá valor.

Entendo que Neymar, mesmo que não ganhe a Copa, mesmo com seus defeitos, se trata de um jogador excepcional. E Tite, o “professor”, é um treinador diferenciado. Sua visão tática e o carisma que exerce sobre os jogadores são notáveis. Ele é muito bom.

De fato, eles não precisam vencer a Copa para confirmarem suas virtudes. Eles não são um embuste. Mas, se a vencerem, ficariam melhores.

Uma linha tênue separa ambos de algo mais ou de algo menos. Para cada um de nós, em alguma medida, acontece o mesmo.

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