UMA ESTREIA MAIS DO QUE CONTIDA.

Poucas vezes o Brasil chegou em uma Copa com tanta segurança.
A seleção do Tite é uma máquina bem azeitada com valores individuais acima das médias das outras equipes.

O Neymar, certamente, será um dos destaques desse mundial, caso não o quebrem antes como fizeram em 2014. O Filipe Coutinho, o Gabriel Jesus, o Paulinho e Willian estariam tranquilamente em qualquer outra seleção sem nenhuma dúvida.

Nossa defesa é compacta e segura, atua de forma serena, sem chutões, sabem sair jogando e tocando a bola.

O meio de campo brasileiro é criativo e, ao mesmo tempo, destruidor. Roubam a bola com categoria e lançam com inteligência e precisão.

No banco, um técnico vencedor, que sabe como ninguém como montar uma equipe azeitada. O Tite já merecia o cargo desde os 7X1, mas teve que esperar as lambanças do Dunga para assumir e levar o Brasil de uma situação ruim para a liderança das eliminatórias não perdendo nem um jogo nessa trajetória.

Hoje, sábado, vésperas da estreia, sinto um misto de segurança e indiferença no ar. Segurança pelos motivos os quais falei, indiferença pela situação política do País. Ninguém quer ser vestir com a camisa da CBF por ela ter virado uniforme de um grupo associado ao golpismo. É triste, mas é verdade.

Só nos resta sentar com os amigos na frente da TV e torcer descaradamente na intimidade de nosso lar.

Eu, que sempre preferi ver os jogos em locais públicos como bares e restaurante, vou também ficar preso dentro de um ap com poucas pessoas em volta.

Acho tudo isso uma merda, mas nem sempre o que gostamos de fazer é possível de ser feito.

Tenho fé que a partir de uma boa estreia os ânimos mudem e todos se unam em um só grito: Brasil, Brasil, Brasil.

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