ESCALADO, QUASE NÃO ENTREI EM CAMPO.

Estava tão distraído que nem percebi a mensagem que me foi enviada. Dei de cara com ela, já era o dia do jogo. O Crônicas da Copa estava de volta e, supremo bom gosto, desta vez era a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Pronto. Fui assistir ao jogo.
Ao contrário do que vaticinaram alguns coleguinhas mais misóginos, as meninas tocam a bola com graça e velocidade. E a graça aí, diga-se, não é no sentido de graciosidade. É ginga mesmo.
Marta estava fora, contundida. Pensei logo no Neymar. Será que dá? Sem Marta? Deu. Aliás, sobrou. Cristiane mostrou, com três balaços, que a seleção feminina é um time de 11 feras. Haja vista as defesas excepcionais de Bárbara.
Pois o Brasil passeou em campo naquela tarde e despachou as jamaicanas sem piedade. Sem essa de desculpe, amiga, foi mal. Cristiane encarou a goleira adversária de um jeito que a mim deu medo. Imagine a pobre como se sentiu atravessada por aquele olhar frio e cortante, que media as distâncias e calculava a velocidade e a curva da bola.
No fim, tudo o que vi foi futebol, corrido, gostoso de assistir e que, tenho pra mim, acabou inspirando os rapazes que jogaram no dia seguinte com a faca nos dentes e derrotaram por sete (olha aí o número de volta!) o fraco time de Honduras. Mas foram sete gols, então estamos quites.
E teve o Neymar, no jogo anterior. Saiu manquitolando sem nem comemorar o gol feito pelo companheiro Richarlison.
Para o nosso craque-estrela, torcendo para que ele logo esteja de volta ao seu futebol alegre e genial, só tenho um conselho, que aprendi neste último sábado: Lute, Neymar. Mas lute como uma menina.

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