A dor que deveras sente.

“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente.”
Fernando Pessoa

É, poeta. As câmeras flagram e elas estão todas lá: as expressões de quem sente.

E eu adoro isso: essas caras de gente vibrando, chorando, se encantando, sendo gente.

No campo, na torcida, por trás dos celulares, diante da TV.

Há os que clamam, os que reclamam, os que abraçam, os que chutam, pisam, xingam, agarram, tiram uma, se divertem mesmo.

A emoção é contagiante.
E muda a cada passe, a cada lance.

Rostos ansiosos, mãos mordidas, unhas roídas…
Corações ao alto? Nós os temos nos senhores da bola.

Ah, esses senhores que podem tudo por nós!

A eles entregamos todos os nossos cânticos, todas as nossas glórias.

Deles, esperamos que ergam a taça em comunhão.

Muitas vezes, nossa ansiedade torce o nariz para as jogadas individuais, mas o balé pode ser ainda mais brilhante do que o olé.

E se, por um instante, lamentamos que o coração do adversário se parta, o que esperamos, na verdade, é que eles se apaixonem cada vez mais pelo nosso futebol.

A nós, todas as reverências e todos os aplausos.
Somos penta, temos um hexa a construir, e um passado a honrar.

Por isso, quero mais é que o Neymar deite e role em campo mesmo. Ele e todos os nossos.

Aqui é Brasil!!!!!!!!!

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