Gajos, eu vi

Meninos, eu vi. Gonçalves Dias começa assim a sua Canção no exílio.
Gajos, eu vi. Digo eu vendo o time de Portugal contra a poderosa esquadra espanhola.
Gajos, eu vi um craque, tão diferenciado dos outros gajos, que também foi obrigado a criar sua canção no exílio. Ou melhor, 3 sonoras canções: uma de pênalti, uma de frango e outra de falta.
Porque assim fazem os virtuosos: jogam por música, desfilam talento em prosa e verso.
E escrevendo na Rússia uma inédita poesia portuguesa, o nosso Cristiano Exilado sofre uma falta na frente da área aos 42 minutos do segundo tempo e sua seleção está perdendo.
O gajo, então, pega a bola, respira fundo, respira de novo e a coloca no ângulo.
Gajos, eu vi. Um poeta da bola que só precisou escrever 3 versos para ser o melhor da Copa.

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