E o mundo finalmente se rende ao futebol americano. Ops, ao futebol das americanas!

Olá, amigos. O cronista que vos escreve sabe da falta que cometeu durante esta Copa. Mas asseguro que não foi machismo, sexismo nem misogenia. Jogo a culpa no trabalho, muito trabalho. Apesar de sobrecarregado, fiz questão de assistir o quanto pude – e o quanto nossas queridas emissoras permitiram, da Copa do Mundo feminina.  Mas admito a falta na escrita. E que falta me fez, acreditem!

Dito isto, com a bola na marca do pênalti, vamos lá.

Campeonato de futebol feminino com abertura transmitida pela Globo é novidade. Todas as partidas da nossa seleção ao vivo – é novo também.   A esquadra americana campeã, hum, isso não é nada inédito. Mas é delicioso.

Sim, torci pelas americanas, a potência hegemônica, não tenho vergonha de dizer. E me sinto compelido a louvar essas mulheres. Não vou deixar-me cair na vala comum de chamá-las de meninas, porque são mulheres, com M maiúsculo, assim como foi sua superioridade dentro dos campos franceses durante toda a competição.

Apito inicial. A bola rola e Megan Rapinoe se posiciona, ataca, a Fifa, o desequilíbrio, a Casa Branca, a imprensa, o status quo. Como é incisiva essa atacante! É gol de Rapinoe! Ela corre, saindo do centro em direção às margens, sorriso cheio de orgulho e abre os braços para o mundo, esperando o abraço dos excluídos, das minorias, daqueles que se importam e que importam. Eu abraço Rapinoe!

E quando Rapinoe não estava em campo, eis que surge Alex Morgan, enfrentando as inventoras do jogo, elimina a prepotência britânica e comemora, dedinho em riste, chá servido.

LYON, FRANCE – JULY 02: Alex Morgan of the USA celebrates after scoring her team’s second goal during the 2019 FIFA Women’s World Cup France Semi Final match between England and USA at Stade de Lyon on July 02, 2019 in Lyon, France. (Photo by Catherine Ivill – FIFA/FIFA via Getty Images)

A seleção americana de futebol feminino é uma potência? Sim. Mas é a potência da resistência, da contracultura, da luta contra o preconceito, o descaso e a desigualdade. Quando poderíamos imaginar que os EUA levantariam essas bandeiras? Talvez em 1776.

Se as boleiras do Brasil, do mundo, precisam de um exemplo, que mirem nas gringas. Que desde pequenas jogam com os pés, que tomaram esse esporte para elas. Roubaram a bola e a cena. São as donas do jogo e do seu destino.  Viva o futebol! Viva o futebol das americanas!

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