Teoria da conspiração

O bom de ser autônoma é poder assistir à Copa do Mundo sempre que quero, dona do meu tempo e sem patrão pra mandar em mim. O ruim de ser autônoma é ter que ganhar o pão com o próprio suor, o que me obriga a não ver os jogos sempre que quero, a sair pra ganhar o dia e perder o melhor da festa.

Assim foi ontem com o clássico Su-Su, do qual tive apenas notícia do placar, pois só consegui chegar em casa no intervalo de Colômbia e Inglaterra. Autômata, viciada em Copa, corri à procura dos melhores momentos da partida entre suecos e suíços e não encontrei nada. Não havia. Ufa!, pensei. Pelo menos o fim do jogão da tarde eu veria.

O futebol burocrático, a catimba, a exibição de gala da Escola Bruna Marquezine de Interpretação, a falta da faísca do gênio, a ausência de James e o futebol quadrado do seu colega de mesmo nome, que vinha jogando tão redondo… tudo ia me deixando sonolenta quando ô Mina salvou a pátria e o dia dos adictos com uma prorrogação… igualmente insossa. Emoção só nos pênaltis, mesmo.

Não sou adepta da teoria da conspiração, mas veja bem a tabela desta Copa: numa chave, um jogo de final a cada rodada, os melhores times, as camisas de peso e tradição, jogaços. Na outra, com todo respeito aos inventores do futebol e ao Modric, o morno, o quase, o mais ou menos… Não parece que o desenho coloca de um lado os grandes, pra se comerem, e do outro os donos da casa, pra passarem raspando até alcançarem o dia 15?

Sei não, sei não…

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