Ela que me faz um navegador

Vendo Marta jogar, seja quando, onde ou contra quem for, só me vem à mente uma música, do Gilberto Gil: “Ela, eu vivo o tempo todo pra ela… Ela, eu vivo o tempo todo com ela… Minha música, musa única, mulher…” e vai por aí afora, que Marta só não é a mãe dos meus filhos, ilhas de amor. O resto… é ela e ponto.
Ok, a Seleção hoje jogou sua melhor partida nesta Copa do Mundo. As meninas estavam bem, Andressinha, Debinha, Ludmila, Bárbara, o conjunto. Apesar do técnico – Vadão, vou lastimar sempre. O adversário forte nos fez dar o que nos faltou contra as jamaicanas e que nos escapou contra as australianas. O terceiro lugar, com o mesmo número de pontos das duas primeiras e apenas menos saldo, levanta nosso moral, nos coloca em melhores condições emocionais pra enfrentar a parada que virá nas oitavas, venha quem vier.
Mas tudo porque temos ela, ela que me faz um navegador. O navegador é aquele que vai de timoneiro enquanto outro alguém dirige propriamente o veículo. Ela me faz um navegador porque pilota como ninguém a nau das brasileiras boas de bola e sempre tão secundárias no mundo do esporte. Ela e sua perna esquerda. Ela e seu coração aos pulos. Ela e a comemoração de bebezinho. Ela e sua chuteira da igualdade de gêneros. Ela e seu batom, poderoso batom a afirmar que sim, sou mulher, sou bastante, sou dona do pedaço e hoje conquistei uma marca que nenhum homem, mulher ou ET jamais atingiu, o recorde de gols em copas do mundo. A marca da Marta. Ela!

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