Wilton Santana

Crônicas publicadas no projeto.

Sozinha

Aquela bandeira não vai sair da sacada do vizinho? – Sozinha, não. – Como assim? – Kkkk. Deixa disso. Até que fica bonito. Parece filme americano. Te incomoda? – Um pouco. – Por quê? – É meio clichê, sabe? Copa, verde e amarelo, futebol… – Você tá ficando velho. O que é que tem demais? Na Copa, as pessoas se unem para torcer pelo país. Aí colocam a bandeira. –

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A sorte está lançada

Não há favorito na final de domingo. Nenhum dos dois times é badalado a esse ponto. Seus craques não são pernósticos, individualistas e populares entre os adolescentes, como Neymar. Modric ou Mbappé devem ganhar o prêmio de melhor jogador. Gosto da objetividade francesa. Contra a Bélgica, mesmo com menos posse de bola, chutou mais vezes no gol. Varane é seguro. Pogba tem feito grandes partidas. Griezmann honra a República. Por

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Escapamos!

Assisti ao documentário “Biografia de Pelé”, feito pelos ingleses da BBC. Há depoimentos de ex-companheiros de time, como Tostão, Rivellino, Carlos Alberto, Pepe, Lima; de ex-craques ingleses, entre eles, Bobby Charlton e Bobby Moore; e, ainda, de jornalistas daqui e de lá. A certa altura, um jornalista inglês defendeu que o regime militar, do governo Médici, pressionou Pelé para jogar a Copa de 70. Depois da de 66, ele disse

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O Doutor e o Galinho

Quando Sócrates chegou ao Flamengo, Zico ainda jogava. Na reestreia de Zico e, salvo engano, estreia de Sócrates, o Flamengo venceu o Fluminense por 4×1. Eu estava na arquibancada. No pré jogo, Zico havia sido amplamente provocado. Dizia-se que ele não se recuperaria jamais de uma grave lesão sofrida contra o Bangu. Zico respondeu aos críticos como um craque faria: fez um gol de cabeça, outro de falta e outro

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Explorar caverna

Li que quatro dos 12 meninos saíram da caverna tailandesa. A escuridão não os deteve. Poderão voltar a jogar futebol. A vida venceu a morte mais uma vez. Explorar caverna. Coisa de menino. Os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, ficaram 15 dias expostos à incerteza do dia seguinte. Seus amigos e treinador, um jovem de 25 anos, continuam lá. Devem sair. Precisam sair. Têm de sair. Da

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Puf!

No filme “Não por acaso”, estrelado por Rodrigo Santoro, uma das personagens, no caso, sua mulher, morre atropelada. Ele pediu para que ela ficasse mais dois segundinhos naquela manhã. Um instante. É surreal pensar nos efeitos, na nossa existência, do que não fizemos ou fizemos. Há decisões que tomamos que têm um impacto profundo, perene. Só sabemos disso depois. Demoraria um átimo de tempo para derrubar Lukaku. Falta tática é

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Linha tênue

Temos um bom time. Que será ótimo se vencer a Bélgica. Que será excelente se vencer a França. Que será campeão no domingo. Se Neymar encantar, ele será o craque da Copa. Ele ainda não fez o que Romário fez em 94 e o que Ronaldo fez em 2002. Será que ele sonha com isso? Deveria. Somente se fizer entrará para esse seleto grupo de jogadores extraordinários que venceram a

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Escassez

Não há nenhuma grande seleção nessa fase da Copa. E também não houve. Alemanha, Espanha e Suíça, que saíram, são times medianos tanto quanto Croácia, Uruguai e Inglaterra, que ficaram. Brasil, Bélgica e França são bons. Mais estéticos ao menos. Por ter Neymar, o Brasil é melhor. Ele não é o único craque. Mas é o único que desequilibra. A Bélgica ganhou uma vida ao vencer o time japonês. Ippon.

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Talk Show

Futebol de novo, amor? Silêncio. – Mor, que campeonato é esse? – A Copa. – Ainda? E aquela barulheira de manhã, o que era? – A Copa. Jogo do Brasil. – Quem venceu? – A gente. – É mesmo? Silêncio. – Quem tá jogando agora, vida? – Bélgica e Japão. – O Japão é o de vermelho? – O Japão é o que tem os japoneses. – Quanto tá? –

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A bússola brasileira

O México jogou os primeiros 15 minutos contra o Brasil como um time que pretendia vencer: se passamos pelos alemães, por que não passar pelo Brasil? Mas o jogo tem 90 minutos e o Brasil não é a Alemanha. Vê-se que seu treinador, Osorio, treinou esse time. Os jogadores sabiam o que fazer. Durante 15 minutos. Perigosos no jogo de transição, mas frágeis em organização ofensiva. Vela é excelente. O

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Crônicas publicadas no projeto.

Sozinha

Aquela bandeira não vai sair da sacada do vizinho? – Sozinha, não. – Como assim? – Kkkk. Deixa disso. Até que fica bonito. Parece filme americano. Te incomoda? – Um pouco. – Por quê? – É meio clichê, sabe? Copa, verde e amarelo, futebol… – Você tá ficando velho. O que é que tem demais? Na Copa, as pessoas se unem para torcer pelo país. Aí colocam a bandeira. –

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A sorte está lançada

Não há favorito na final de domingo. Nenhum dos dois times é badalado a esse ponto. Seus craques não são pernósticos, individualistas e populares entre os adolescentes, como Neymar. Modric ou Mbappé devem ganhar o prêmio de melhor jogador. Gosto da objetividade francesa. Contra a Bélgica, mesmo com menos posse de bola, chutou mais vezes no gol. Varane é seguro. Pogba tem feito grandes partidas. Griezmann honra a República. Por

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Escapamos!

Assisti ao documentário “Biografia de Pelé”, feito pelos ingleses da BBC. Há depoimentos de ex-companheiros de time, como Tostão, Rivellino, Carlos Alberto, Pepe, Lima; de ex-craques ingleses, entre eles, Bobby Charlton e Bobby Moore; e, ainda, de jornalistas daqui e de lá. A certa altura, um jornalista inglês defendeu que o regime militar, do governo Médici, pressionou Pelé para jogar a Copa de 70. Depois da de 66, ele disse

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O Doutor e o Galinho

Quando Sócrates chegou ao Flamengo, Zico ainda jogava. Na reestreia de Zico e, salvo engano, estreia de Sócrates, o Flamengo venceu o Fluminense por 4×1. Eu estava na arquibancada. No pré jogo, Zico havia sido amplamente provocado. Dizia-se que ele não se recuperaria jamais de uma grave lesão sofrida contra o Bangu. Zico respondeu aos críticos como um craque faria: fez um gol de cabeça, outro de falta e outro

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Explorar caverna

Li que quatro dos 12 meninos saíram da caverna tailandesa. A escuridão não os deteve. Poderão voltar a jogar futebol. A vida venceu a morte mais uma vez. Explorar caverna. Coisa de menino. Os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, ficaram 15 dias expostos à incerteza do dia seguinte. Seus amigos e treinador, um jovem de 25 anos, continuam lá. Devem sair. Precisam sair. Têm de sair. Da

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Puf!

No filme “Não por acaso”, estrelado por Rodrigo Santoro, uma das personagens, no caso, sua mulher, morre atropelada. Ele pediu para que ela ficasse mais dois segundinhos naquela manhã. Um instante. É surreal pensar nos efeitos, na nossa existência, do que não fizemos ou fizemos. Há decisões que tomamos que têm um impacto profundo, perene. Só sabemos disso depois. Demoraria um átimo de tempo para derrubar Lukaku. Falta tática é

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Linha tênue

Temos um bom time. Que será ótimo se vencer a Bélgica. Que será excelente se vencer a França. Que será campeão no domingo. Se Neymar encantar, ele será o craque da Copa. Ele ainda não fez o que Romário fez em 94 e o que Ronaldo fez em 2002. Será que ele sonha com isso? Deveria. Somente se fizer entrará para esse seleto grupo de jogadores extraordinários que venceram a

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Escassez

Não há nenhuma grande seleção nessa fase da Copa. E também não houve. Alemanha, Espanha e Suíça, que saíram, são times medianos tanto quanto Croácia, Uruguai e Inglaterra, que ficaram. Brasil, Bélgica e França são bons. Mais estéticos ao menos. Por ter Neymar, o Brasil é melhor. Ele não é o único craque. Mas é o único que desequilibra. A Bélgica ganhou uma vida ao vencer o time japonês. Ippon.

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Talk Show

Futebol de novo, amor? Silêncio. – Mor, que campeonato é esse? – A Copa. – Ainda? E aquela barulheira de manhã, o que era? – A Copa. Jogo do Brasil. – Quem venceu? – A gente. – É mesmo? Silêncio. – Quem tá jogando agora, vida? – Bélgica e Japão. – O Japão é o de vermelho? – O Japão é o que tem os japoneses. – Quanto tá? –

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A bússola brasileira

O México jogou os primeiros 15 minutos contra o Brasil como um time que pretendia vencer: se passamos pelos alemães, por que não passar pelo Brasil? Mas o jogo tem 90 minutos e o Brasil não é a Alemanha. Vê-se que seu treinador, Osorio, treinou esse time. Os jogadores sabiam o que fazer. Durante 15 minutos. Perigosos no jogo de transição, mas frágeis em organização ofensiva. Vela é excelente. O

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