Toninho Lima

Crônicas publicadas no projeto.

Quem perdeu foi o marqueteiro.

Elas estiveram por aí, há décadas. Começaram jogando escondidas, porque era-lhes proibido o toque de bola, o drible e os chutes a gol. Aos poucos, umas desistindo, outras insistindo, foram virando times, até mesmo uma seleção nacional. Você notou? Pois o marqueteiro, não. Distraído, estava voando alto nas asas da seleção masculina e ganhando os likes gerais com os craques barbudinhos. Aí a menina Marta (ué, menino Neymar não podia?)

Leia Mais »

ESCALADO, QUASE NÃO ENTREI EM CAMPO.

Estava tão distraído que nem percebi a mensagem que me foi enviada. Dei de cara com ela, já era o dia do jogo. O Crônicas da Copa estava de volta e, supremo bom gosto, desta vez era a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Pronto. Fui assistir ao jogo. Ao contrário do que vaticinaram alguns coleguinhas mais misóginos, as meninas tocam a bola com graça e velocidade. E a graça

Leia Mais »

O DIA EM QUE A BOLA PERDEU A COPA DO MUNDO.

Ela estava rolando freneticamente no gramado? Nem vi. Estava fixado naquela figura loura de camiseta xadrez vermelha e branca, ao lado de um homem sisudo e ar de poucos amigos. Estava embasbacado com aquele sorriso, com aquela placitude. A bola bem que se esforçou, traçando exatas rotas aos pés de um gigante Modrić, serpenteando arisca aos pés do jovem Mbappé. Mas eu estava definitivamente sequestrado pelo sorriso maternal daquela mulher.

Leia Mais »

O MANTO DOS MANTOS

É a sexta Copa do Mundo daquela camisa amarela assinada pelo rei Pelé. 20 anos de torcida, sempre com a mesma camisa, religiosamente. Perfeitamente natural, mandinga das mais compreensíveis, não tivesse a tal camisa sido mantida intacta desde que recebeu a sagrada assinatura do Rei do Futebol. Em 2000. Intacta, entende? Significa intocada. É usar e guardar, no estado, desde o inesquecível encontro com o ídolo. O que confere à

Leia Mais »

Crônicas publicadas no projeto.

Quem perdeu foi o marqueteiro.

Elas estiveram por aí, há décadas. Começaram jogando escondidas, porque era-lhes proibido o toque de bola, o drible e os chutes a gol. Aos poucos, umas desistindo, outras insistindo, foram virando times, até mesmo uma seleção nacional. Você notou? Pois o marqueteiro, não. Distraído, estava voando alto nas asas da seleção masculina e ganhando os likes gerais com os craques barbudinhos. Aí a menina Marta (ué, menino Neymar não podia?)

Leia Mais »

ESCALADO, QUASE NÃO ENTREI EM CAMPO.

Estava tão distraído que nem percebi a mensagem que me foi enviada. Dei de cara com ela, já era o dia do jogo. O Crônicas da Copa estava de volta e, supremo bom gosto, desta vez era a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Pronto. Fui assistir ao jogo. Ao contrário do que vaticinaram alguns coleguinhas mais misóginos, as meninas tocam a bola com graça e velocidade. E a graça

Leia Mais »

O DIA EM QUE A BOLA PERDEU A COPA DO MUNDO.

Ela estava rolando freneticamente no gramado? Nem vi. Estava fixado naquela figura loura de camiseta xadrez vermelha e branca, ao lado de um homem sisudo e ar de poucos amigos. Estava embasbacado com aquele sorriso, com aquela placitude. A bola bem que se esforçou, traçando exatas rotas aos pés de um gigante Modrić, serpenteando arisca aos pés do jovem Mbappé. Mas eu estava definitivamente sequestrado pelo sorriso maternal daquela mulher.

Leia Mais »

O MANTO DOS MANTOS

É a sexta Copa do Mundo daquela camisa amarela assinada pelo rei Pelé. 20 anos de torcida, sempre com a mesma camisa, religiosamente. Perfeitamente natural, mandinga das mais compreensíveis, não tivesse a tal camisa sido mantida intacta desde que recebeu a sagrada assinatura do Rei do Futebol. Em 2000. Intacta, entende? Significa intocada. É usar e guardar, no estado, desde o inesquecível encontro com o ídolo. O que confere à

Leia Mais »