Sergia A.

Crônicas publicadas no projeto.

Nunca foram só palavras

A copa do mundo de 2018 chega ao fim com um surpreendente embate entre França e Croácia. Muitas análises e interpretações sobre o fato são expostas na mídia. Desde teorias sobre a evolução/involução do futebol até as que enveredam pela simbologia política, cultural, ideológica que o esporte pode apresentar. Muita bobagem e muita coisa interessante também. A leitura de toda essa verborragia me fez lembrar de uma conversa com um

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Bye bye, Brasil! Glória da Bélgica? Não, da França.

Juro que fiquei relutante em escrever sobre o jogo Brasil e Bélgica. Não sei, mas talvez o medo de que o gosto amargo da derrota impusesse ao texto um tom que não fizesse parte das minhas intenções. Esperei alguns dias e eis que vejo o nosso algoz chorar em campo como choramos na última sexta. É o esporte. É a vida. Na sexta-feira, eu estava em um compromisso quando o

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Dá-lhe, Brasil, em dias de Canadá

Na vida, as coisas nem sempre se encaixam como planejado. O acaso cuida de boa parte do que imaginamos ser as rédeas do destino. É assim que um projeto de curso de três semanas e uma oportunidade de ver que outro mundo é possível se concretizam em meio a outros sonhos que eu nem imaginava possíveis. Ao fechar a data, de acordo com a disponibilidade deles, não pensei em futebol,

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Celebração das contradições

Às vezes, nada se espera de um jogo. Quando dois times já classificados entram em campo, por exemplo. Quase sempre vira apenas um teste para reservas, ajudando a poupar aquele jogador importante. Cumpre-se a tabela, nada mais. Era esse o espírito sobre o campo apesar dos discursos de técnicos e capitães nas coletivas de imprensa. E quando um dos times é o anfitrião que acredita estar com a bola toda?

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Sem querer, um conto russo

Os ânimos se acirraram em Sochi quando se ouviu o apito final. Veio depois o pedido de desculpas dos alemães pela provocação: “Foi um jogo emocional!”. Um jeito de dizer: foi sem querer. De imediato, lembrei de um conto de Tolstói que traz esse título na tradução de Rubens Figueiredo, e fala de fraqueza humana e descontrole. No conto, o jogo é de cartas. O protagonista perde tudo e se

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Alô, mãe! Fiz um goooool

Igual a todo brasileiro, levantei cedo nesta sexta-feira. Ainda atordoada, fiquei em dúvida entre o amarelo e o azul. Vesti azul, uma cor que me cai bem nesse tempo em que o amarelo anda em baixa. Enquanto tomava café dei um passeio pelos portais de grandes jornais, como faço todos os dias. Hoje não é um dia qualquer, foi o que me disseram. Não apenas porque a seleção brasileira entra

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Tambores de Senegal

Corremos para chegar a tempo de ver o jogo. Ela se instalou na sala com seus tambores e ligou a TV, enquanto eu apressava uma saladinha para o nosso almoço semanal. Um encontro a que nos obrigamos diante da correria desse tempo louco. A pressa se justificava porque ela torce por times africanos. Perdeu o encanto pelos nossos jogadores desde que o dinheiro e o marketing se apossaram de suas

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Salvem a mãe do juiz

– Rezei tanto para esse menino ser médico ou advogado! Ela repetia entre soluços. – É sempre assim. Ele lá, se sentindo vencedor, e eu aqui tapando os ouvidos, para não ficar deprimida por conta dos palavrões que me atingem em cheio. Sem saber o que fazer, ofereci o meu ombro e dei umas palmadinhas nas suas costas enquanto pedia uma limonada, um chá e um café com biscoitinhos para

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Confissões de uma bola

Sou uma bola. Imagine você que, depois de tudo que passaram minhas ancestrais, eu, produto da evolução, me apresento assim lisinha e com gomos unidos termicamente. Os pontos asquerosos das costuras desapareceram e já não prejudicam o meu deslizar faceiro na grama ou no ar. E aqui estou, em meio a uma copa. Vaidosa ao extremo, não vou aqui me fazer de rogada e dizer que não me encanta saber

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Crônicas publicadas no projeto.

Nunca foram só palavras

A copa do mundo de 2018 chega ao fim com um surpreendente embate entre França e Croácia. Muitas análises e interpretações sobre o fato são expostas na mídia. Desde teorias sobre a evolução/involução do futebol até as que enveredam pela simbologia política, cultural, ideológica que o esporte pode apresentar. Muita bobagem e muita coisa interessante também. A leitura de toda essa verborragia me fez lembrar de uma conversa com um

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Bye bye, Brasil! Glória da Bélgica? Não, da França.

Juro que fiquei relutante em escrever sobre o jogo Brasil e Bélgica. Não sei, mas talvez o medo de que o gosto amargo da derrota impusesse ao texto um tom que não fizesse parte das minhas intenções. Esperei alguns dias e eis que vejo o nosso algoz chorar em campo como choramos na última sexta. É o esporte. É a vida. Na sexta-feira, eu estava em um compromisso quando o

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Dá-lhe, Brasil, em dias de Canadá

Na vida, as coisas nem sempre se encaixam como planejado. O acaso cuida de boa parte do que imaginamos ser as rédeas do destino. É assim que um projeto de curso de três semanas e uma oportunidade de ver que outro mundo é possível se concretizam em meio a outros sonhos que eu nem imaginava possíveis. Ao fechar a data, de acordo com a disponibilidade deles, não pensei em futebol,

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Celebração das contradições

Às vezes, nada se espera de um jogo. Quando dois times já classificados entram em campo, por exemplo. Quase sempre vira apenas um teste para reservas, ajudando a poupar aquele jogador importante. Cumpre-se a tabela, nada mais. Era esse o espírito sobre o campo apesar dos discursos de técnicos e capitães nas coletivas de imprensa. E quando um dos times é o anfitrião que acredita estar com a bola toda?

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Sem querer, um conto russo

Os ânimos se acirraram em Sochi quando se ouviu o apito final. Veio depois o pedido de desculpas dos alemães pela provocação: “Foi um jogo emocional!”. Um jeito de dizer: foi sem querer. De imediato, lembrei de um conto de Tolstói que traz esse título na tradução de Rubens Figueiredo, e fala de fraqueza humana e descontrole. No conto, o jogo é de cartas. O protagonista perde tudo e se

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Alô, mãe! Fiz um goooool

Igual a todo brasileiro, levantei cedo nesta sexta-feira. Ainda atordoada, fiquei em dúvida entre o amarelo e o azul. Vesti azul, uma cor que me cai bem nesse tempo em que o amarelo anda em baixa. Enquanto tomava café dei um passeio pelos portais de grandes jornais, como faço todos os dias. Hoje não é um dia qualquer, foi o que me disseram. Não apenas porque a seleção brasileira entra

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Tambores de Senegal

Corremos para chegar a tempo de ver o jogo. Ela se instalou na sala com seus tambores e ligou a TV, enquanto eu apressava uma saladinha para o nosso almoço semanal. Um encontro a que nos obrigamos diante da correria desse tempo louco. A pressa se justificava porque ela torce por times africanos. Perdeu o encanto pelos nossos jogadores desde que o dinheiro e o marketing se apossaram de suas

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Salvem a mãe do juiz

– Rezei tanto para esse menino ser médico ou advogado! Ela repetia entre soluços. – É sempre assim. Ele lá, se sentindo vencedor, e eu aqui tapando os ouvidos, para não ficar deprimida por conta dos palavrões que me atingem em cheio. Sem saber o que fazer, ofereci o meu ombro e dei umas palmadinhas nas suas costas enquanto pedia uma limonada, um chá e um café com biscoitinhos para

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Confissões de uma bola

Sou uma bola. Imagine você que, depois de tudo que passaram minhas ancestrais, eu, produto da evolução, me apresento assim lisinha e com gomos unidos termicamente. Os pontos asquerosos das costuras desapareceram e já não prejudicam o meu deslizar faceiro na grama ou no ar. E aqui estou, em meio a uma copa. Vaidosa ao extremo, não vou aqui me fazer de rogada e dizer que não me encanta saber

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