Márcio Assêncio Araújo

Crônicas publicadas no projeto.

Complexo de poodle

Em 1958, pouco antes da seleção brasileira conquistar sua primeira Copa do Mundo na Suécia, Nelson Rodrigues escreveu uma de suas crônicas esportivas mais emblemáticas, “Complexo de vira-latas”. No texto, o brilhante jornalista, escritor e dramaturgo, observou o comportamento dos nossos jogadores nas competições anteriores e cravou o motivo de nossas sucessivas derrotas, a despeito do talento e superioridade técnica que demonstrávamos. Nossos atletas padeciam de um mal psicológico que

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A Terra é Azul

“A Terra é azul. Como é maravilhosa. Ela é incrível!” – Yuri Gagarin   Foram 31 dias, 32 seleções, 64 jogos, 169 gols e apenas uma campeã. A Copa do Mundo da Rússia 2018 terminou e pode ser resumida por esta frase proferida há mais de 56 anos. O cosmonauta russo ainda orbita nas mentes de todos aqueles que almejam conquistas incertas, que enfrentam desafios colossais sem hesitar. Yuri Gagarin

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Registre-se: a Bélgica na Copa 2018

A crônica de hoje é rápida e desimportante como uma partida de terceiro lugar. Não vale nada, apenas serve como registro em um livro no fundo da estante mais profunda, mas lá está. E há de se registrar, nessa Copa da Rússia, a passagem da Bélgica, que merecia um palco mais nobre para despedir-se da competição. Que time, que futebol! Hazard, o maestro, faz o time jogar, protege a bola

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Le futebol parle francês

Hoje, se quer um idioma que personifique o bom foot, eis que lhe há o francês. De la France ou de la Belgique. Equipes que se enfrentarão com afã, ali, num Maracanã qualquer, só o filet desse esporte. O escrete francês é como um buffet de craques: Griezmann, Pogba, Matuidi e, alô!, Kilian Mbappé, o grande frisson dessa competição. No outro menu, Mertens, Witsel, Cortois, e isso é só o

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Salada russa ou sopa de letrinhas para abrir o apetite?

Que me perdoem os que simpatizam com o país anfitrião ou com o time mais fraco, mas fiquei muito feliz com derrota da Rússia hoje. E que me perdoem também aqueles que não simpatizam com trocadilhos, pois vou agora abusar deles. A coisa já tinha ficado russa pro nosso lado ontem e, caso os donos da casa se classificassem, também ficaria russa para o bom futebol. Afinal, uma semifinal de

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Desliguem as máquinas, por favor

A imagem é forte, triste, desoladora. Um ente querido, aquele mais alegre, mais cheio de vida, sofrera um terrível acidente, um cruel golpe para a família, amigos, colegas e admiradores. Nos corredores do hospital, o clima era de perplexidade, assombro misturado com tristeza mórbida. Por que estava naquele local, naquele instante? Por que desviou o caminho justamente naquele dia? Havia um quê de raiva egocêntrica pairando nos mais próximos: como

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Último tango em Paris

O Tango é platino. Mas foi em Paris que se popularizou. Depois voltou. E fez sucesso na própria Argentina. Um, dois. Um, dois, três e quatro. Compasso sincopado. Difícil explicar, melhor sentir. Teve dança. A música começa para Argentina e França. Mbappé e Griezmann. Messi, DiMaria, Pavón, Mascherano. França organizada. Argentina tentando, só na vontade. Mbappé rápido. O zagueiro lento, comete pênalti. Bola na rede. A argentina força, correndo atrás.

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Vai Te Catar!

Aviso: este texto contém diversos trechos com altas doses de ironia, que não refletem, literalmente, as opiniões do autor. Tente descobrir quais são.   Hoje não tem jogo na Copa do Mundo, portanto aproveito essa folga na rotina alienante dos jogos para voltar minhas atenções novamente aos problemas políticos que afligem nossa realidade tão sofrida. Neste dia de pausa e reflexão, hei de convir com os críticos do mundial e

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2×0 magro

O futebol tem dessas coisas: expressões e clichês que sintetizam um jogo. Quando nosso time goleia o adversário dizemos: “foi um passeio!”. Se a vitória foi indiscutível, não dando chances para o rival, “demos uma aula”.  Agora, se acontece do favorito perder, é porque “deu zebra”. Quando falamos do placar, também temos explicações curtas. Um a zero é o placar mínimo, 3×0 é o clássico, 4 em diante é goleada.

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Na marca da cal

O pênalti é um fenômeno transcendental. Ele não obedece as mesmas regras estabelecidas no mundo do futebol e mais que isso, chega até a desafiar princípios lógicos que deveriam conduzir a verdades absolutas. Acompanhem: no pênalti existem apenas duas figuras. De um lado, vamos imaginar apenas por hipótese, temos um atacante acostumado a fazer gols, certamente o melhor batedor do time. Vamos além, considerem que o batedor também seja o

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Crônicas publicadas no projeto.

Complexo de poodle

Em 1958, pouco antes da seleção brasileira conquistar sua primeira Copa do Mundo na Suécia, Nelson Rodrigues escreveu uma de suas crônicas esportivas mais emblemáticas, “Complexo de vira-latas”. No texto, o brilhante jornalista, escritor e dramaturgo, observou o comportamento dos nossos jogadores nas competições anteriores e cravou o motivo de nossas sucessivas derrotas, a despeito do talento e superioridade técnica que demonstrávamos. Nossos atletas padeciam de um mal psicológico que

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A Terra é Azul

“A Terra é azul. Como é maravilhosa. Ela é incrível!” – Yuri Gagarin   Foram 31 dias, 32 seleções, 64 jogos, 169 gols e apenas uma campeã. A Copa do Mundo da Rússia 2018 terminou e pode ser resumida por esta frase proferida há mais de 56 anos. O cosmonauta russo ainda orbita nas mentes de todos aqueles que almejam conquistas incertas, que enfrentam desafios colossais sem hesitar. Yuri Gagarin

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Registre-se: a Bélgica na Copa 2018

A crônica de hoje é rápida e desimportante como uma partida de terceiro lugar. Não vale nada, apenas serve como registro em um livro no fundo da estante mais profunda, mas lá está. E há de se registrar, nessa Copa da Rússia, a passagem da Bélgica, que merecia um palco mais nobre para despedir-se da competição. Que time, que futebol! Hazard, o maestro, faz o time jogar, protege a bola

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Le futebol parle francês

Hoje, se quer um idioma que personifique o bom foot, eis que lhe há o francês. De la France ou de la Belgique. Equipes que se enfrentarão com afã, ali, num Maracanã qualquer, só o filet desse esporte. O escrete francês é como um buffet de craques: Griezmann, Pogba, Matuidi e, alô!, Kilian Mbappé, o grande frisson dessa competição. No outro menu, Mertens, Witsel, Cortois, e isso é só o

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Salada russa ou sopa de letrinhas para abrir o apetite?

Que me perdoem os que simpatizam com o país anfitrião ou com o time mais fraco, mas fiquei muito feliz com derrota da Rússia hoje. E que me perdoem também aqueles que não simpatizam com trocadilhos, pois vou agora abusar deles. A coisa já tinha ficado russa pro nosso lado ontem e, caso os donos da casa se classificassem, também ficaria russa para o bom futebol. Afinal, uma semifinal de

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Desliguem as máquinas, por favor

A imagem é forte, triste, desoladora. Um ente querido, aquele mais alegre, mais cheio de vida, sofrera um terrível acidente, um cruel golpe para a família, amigos, colegas e admiradores. Nos corredores do hospital, o clima era de perplexidade, assombro misturado com tristeza mórbida. Por que estava naquele local, naquele instante? Por que desviou o caminho justamente naquele dia? Havia um quê de raiva egocêntrica pairando nos mais próximos: como

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Último tango em Paris

O Tango é platino. Mas foi em Paris que se popularizou. Depois voltou. E fez sucesso na própria Argentina. Um, dois. Um, dois, três e quatro. Compasso sincopado. Difícil explicar, melhor sentir. Teve dança. A música começa para Argentina e França. Mbappé e Griezmann. Messi, DiMaria, Pavón, Mascherano. França organizada. Argentina tentando, só na vontade. Mbappé rápido. O zagueiro lento, comete pênalti. Bola na rede. A argentina força, correndo atrás.

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Vai Te Catar!

Aviso: este texto contém diversos trechos com altas doses de ironia, que não refletem, literalmente, as opiniões do autor. Tente descobrir quais são.   Hoje não tem jogo na Copa do Mundo, portanto aproveito essa folga na rotina alienante dos jogos para voltar minhas atenções novamente aos problemas políticos que afligem nossa realidade tão sofrida. Neste dia de pausa e reflexão, hei de convir com os críticos do mundial e

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2×0 magro

O futebol tem dessas coisas: expressões e clichês que sintetizam um jogo. Quando nosso time goleia o adversário dizemos: “foi um passeio!”. Se a vitória foi indiscutível, não dando chances para o rival, “demos uma aula”.  Agora, se acontece do favorito perder, é porque “deu zebra”. Quando falamos do placar, também temos explicações curtas. Um a zero é o placar mínimo, 3×0 é o clássico, 4 em diante é goleada.

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Na marca da cal

O pênalti é um fenômeno transcendental. Ele não obedece as mesmas regras estabelecidas no mundo do futebol e mais que isso, chega até a desafiar princípios lógicos que deveriam conduzir a verdades absolutas. Acompanhem: no pênalti existem apenas duas figuras. De um lado, vamos imaginar apenas por hipótese, temos um atacante acostumado a fazer gols, certamente o melhor batedor do time. Vamos além, considerem que o batedor também seja o

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