José Guilherme Vereza

Crônicas publicadas no projeto.

A BELEZA DO FUTEBOL

A beleza do futebol não está em Morgan, a norte-americana aniversariante do dia, que fez belo golaço de cabeça, numa beleza de encontro com um belo cruzamento, de um belo lançamento, de um belo time, com uma bela tática, um belo preparo físico e uma bela personalidade de seleção campeã do mundo. A beleza do futebol não está nos traços da craque dos Estados Unidos, mesmo porque, traços são relativos,

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ENQUANTO A FRANÇA CHORAVA

Relapso cronista deste site que sou, troquei o Mundial Feminino da França – conforme o combinado – por uma quarta de final da Copa América. Deixei a televisão ligada, como sempre faço para distrair meu cachorro, no pré-jogo França e Estados Unidos e parti para o Maraca assistir aos marmanjos argentinos e venezuelanos. Em termos de futebol foi uma péssima troca. Meu cachorro parece que gostou do que viu. Soube

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Quem foi que caiu?

Dizia o imortal ator, escritor e humorista Chico Anysio, que um tio seu, há tempos em coma enrolando a morte, um belo dia abriu os olhos, levantou-se do leito, encostou na parede e comunicou à família rezadeira em volta, imbuído de sua macheza de Maranguape dos anos 30: “Homem que é homem morre de pé”. E deslizou ao chão para o seu fim. Ontem, alguns narradores diante da derrota heroica

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MARTA MY DEAR

Messi é o último praticante ativo da arte no futebol. Marta também. Messi foi eleito 5 vezes o melhor do mundo. Marta foi 6. Messi não tem títulos de campeões mundiais vestindo a camisa do seu país. Marta também não. Messi ainda tem chance de ganhar uma Copa do Mundo, no Qatar em 2022. Marta também, na certa a última chance, agora na França. Marta fez bonito contra a Itália.

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GOSTO DO FUTEBOL DAS MENINAS, TALKEY?

Talkey, sou um alienado. Reservei este domingo para me abstrair de pesos reais, vizinhos potencialmente armados, cortes travestidos de contingenciamentos, sing in the rains, conjes, astrólogos terraplanistas, snipers eleitos, loas a torturadores, filhos que se acham, pai que não acha nada demais, queiorozes ocultos, ódios a opositores, beicinhos contra a mídia, horizontes turvos, novas previdências nubladas, damares em geral. Talkey, sou um infeliz sem partido, que não enxerga a obsessão

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A ÚLTIMA CRÔNICA.

Posso ser exagerado e passional, porém sincero: a maior crônica de todos os tempos, acho eu, chama-se “A última crônica” de Fernando Sabino. Recomendo que a procurem no Google e deleitem-se com a beleza e a sensibilidade do autor em enxergar um imenso tudo num muito pouco, ou no detalhe quase imperceptível. Certo de não chegar nem às travas das chuteiras de Sabino, ouso surrupiar o título (só o título)

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MICK JAGGER E TIO ZEQUINHA.

Mick Jagger é um dos maiores nomes do rock de todos os tempos. Amo. Um ícone da música. Um arrebatador de multidões. Mas o folclore maledicente do futebol não perdoa. É impiedoso e injusto. Assim que o vi comemorando o gol da Inglaterra contra a Croácia no estádio, me lembrei do meu tio bisavô Zequinha. Tanto que reproduzo aqui uma lenda familiar, que até inspirou conto no meu segundo livro

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A COPA DO MUNDO DA TAILÂNDIA.

Hoje tem Bélgica e França. O Brasil ficou de fora. Amanhã tem Croácia e Inglaterra. Os donos da casa ficaram de fora. A Copa da Rússia apresenta a originalidade como sua principal atração. Surgiram novos talentos. Os velhos ficaram de fora. Alguns caíram em desgraça. A Rússia se mostrou um país bonito. Surpreendentemente – ou circunstancialmente – alegre, festivo, de alto astral. Sua História de glórias e sofrimentos não foi

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TRISTEZA DO CÃO.

Cachorros são bichos sensitivos. Absorvem os sentimentos das pessoas que os amam. Passei um fim de semana jururu, quieto no meu cantinho. Achei que a tristeza da eliminação do Brasil na sexta feira fosse passageira. Afinal, sou um sujeito – assim suponho – maduro, equilibrado, com uma certa experiência para entender que a vida é feita de frustrações e realizações, avanços e revezes, conquistas e fiascos, dores e delícias. Mas

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INSTANTES SEGUINTES.

No instante do apito final, a incredulidade. No instante seguinte, a dor. Puxa, estava gostando da seleção. No instante seguinte, o inconformismo pela crueldade dos milímetros que a sorte nos negou. No instante seguinte, o lamento pelas chances desperdiçadas. No instante seguinte, o ímpeto primitivo, o instinto primal de culpar alguém. A começar por eu mesmo, que acho que não vesti a cueca certa. No instante seguinte, as perguntas: se

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Crônicas publicadas no projeto.

A BELEZA DO FUTEBOL

A beleza do futebol não está em Morgan, a norte-americana aniversariante do dia, que fez belo golaço de cabeça, numa beleza de encontro com um belo cruzamento, de um belo lançamento, de um belo time, com uma bela tática, um belo preparo físico e uma bela personalidade de seleção campeã do mundo. A beleza do futebol não está nos traços da craque dos Estados Unidos, mesmo porque, traços são relativos,

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ENQUANTO A FRANÇA CHORAVA

Relapso cronista deste site que sou, troquei o Mundial Feminino da França – conforme o combinado – por uma quarta de final da Copa América. Deixei a televisão ligada, como sempre faço para distrair meu cachorro, no pré-jogo França e Estados Unidos e parti para o Maraca assistir aos marmanjos argentinos e venezuelanos. Em termos de futebol foi uma péssima troca. Meu cachorro parece que gostou do que viu. Soube

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Quem foi que caiu?

Dizia o imortal ator, escritor e humorista Chico Anysio, que um tio seu, há tempos em coma enrolando a morte, um belo dia abriu os olhos, levantou-se do leito, encostou na parede e comunicou à família rezadeira em volta, imbuído de sua macheza de Maranguape dos anos 30: “Homem que é homem morre de pé”. E deslizou ao chão para o seu fim. Ontem, alguns narradores diante da derrota heroica

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MARTA MY DEAR

Messi é o último praticante ativo da arte no futebol. Marta também. Messi foi eleito 5 vezes o melhor do mundo. Marta foi 6. Messi não tem títulos de campeões mundiais vestindo a camisa do seu país. Marta também não. Messi ainda tem chance de ganhar uma Copa do Mundo, no Qatar em 2022. Marta também, na certa a última chance, agora na França. Marta fez bonito contra a Itália.

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GOSTO DO FUTEBOL DAS MENINAS, TALKEY?

Talkey, sou um alienado. Reservei este domingo para me abstrair de pesos reais, vizinhos potencialmente armados, cortes travestidos de contingenciamentos, sing in the rains, conjes, astrólogos terraplanistas, snipers eleitos, loas a torturadores, filhos que se acham, pai que não acha nada demais, queiorozes ocultos, ódios a opositores, beicinhos contra a mídia, horizontes turvos, novas previdências nubladas, damares em geral. Talkey, sou um infeliz sem partido, que não enxerga a obsessão

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A ÚLTIMA CRÔNICA.

Posso ser exagerado e passional, porém sincero: a maior crônica de todos os tempos, acho eu, chama-se “A última crônica” de Fernando Sabino. Recomendo que a procurem no Google e deleitem-se com a beleza e a sensibilidade do autor em enxergar um imenso tudo num muito pouco, ou no detalhe quase imperceptível. Certo de não chegar nem às travas das chuteiras de Sabino, ouso surrupiar o título (só o título)

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MICK JAGGER E TIO ZEQUINHA.

Mick Jagger é um dos maiores nomes do rock de todos os tempos. Amo. Um ícone da música. Um arrebatador de multidões. Mas o folclore maledicente do futebol não perdoa. É impiedoso e injusto. Assim que o vi comemorando o gol da Inglaterra contra a Croácia no estádio, me lembrei do meu tio bisavô Zequinha. Tanto que reproduzo aqui uma lenda familiar, que até inspirou conto no meu segundo livro

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A COPA DO MUNDO DA TAILÂNDIA.

Hoje tem Bélgica e França. O Brasil ficou de fora. Amanhã tem Croácia e Inglaterra. Os donos da casa ficaram de fora. A Copa da Rússia apresenta a originalidade como sua principal atração. Surgiram novos talentos. Os velhos ficaram de fora. Alguns caíram em desgraça. A Rússia se mostrou um país bonito. Surpreendentemente – ou circunstancialmente – alegre, festivo, de alto astral. Sua História de glórias e sofrimentos não foi

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TRISTEZA DO CÃO.

Cachorros são bichos sensitivos. Absorvem os sentimentos das pessoas que os amam. Passei um fim de semana jururu, quieto no meu cantinho. Achei que a tristeza da eliminação do Brasil na sexta feira fosse passageira. Afinal, sou um sujeito – assim suponho – maduro, equilibrado, com uma certa experiência para entender que a vida é feita de frustrações e realizações, avanços e revezes, conquistas e fiascos, dores e delícias. Mas

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INSTANTES SEGUINTES.

No instante do apito final, a incredulidade. No instante seguinte, a dor. Puxa, estava gostando da seleção. No instante seguinte, o inconformismo pela crueldade dos milímetros que a sorte nos negou. No instante seguinte, o lamento pelas chances desperdiçadas. No instante seguinte, o ímpeto primitivo, o instinto primal de culpar alguém. A começar por eu mesmo, que acho que não vesti a cueca certa. No instante seguinte, as perguntas: se

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